E então, a represa se rachou e a golpes de marreta, tudo que fora acumlado por quase duas décadas começou a vazar, mostrando todas as consequências de ficar armazenada...
Aqueles que viam de longe a fortaleza se impressionaram com as rachaduras que nela apareceram e como começara a ceder rapidamente...não imaginavam que até as montanhas se curvam, que ninguem, ninguem precisa ser o tempo todo forte. Eu mesmo tive de admitir isso, mas os conceitos meus conceitos também mudaram... Agora tenho me perguntado, se ser forte é se reclusar, se murar, ou se enfrentar a si mesmo, puro, limpo e olhando nos olhos, se é nos proteger daquilo que sentimos ou deixar o sentimento fluir e arcar com tudo aquilo que ele pode trazer, o que será? Mas não me importo, já não sei se o mais importante, é ser ou não forte.
Valorizava a hamonia entre eu e eu mesmo, me satisfazia com minhas convicções e minha força(?) para enfrentar os problemas ( ou digeri-los?) ao ponto de querer viver os problemas dos outros, mais do que eles mesmos deveriam viver. Eita díficil hora, essa de reconhecer que tomei um rumo errado e mudar. Mas vamo que vamo não é?
Agora eu quero ver vazar tudo isso, tanta coisa, mesmo que eu sinta na pele o que acumulei por tanto, eu sei, não estou sozinho. Quero gritar e chorar tudo aquilo que guardei, pra ver se esse mal passa, quero me cuidar! E em tudo que se vive, vem uma nova lição, um novo questionamento, uma nova forma. Agora não estou afim de responder as perguntas, tão pouco de perguntar. Não irei lhe pedir permissão para calar ou falar, jah não gostava de convenções mesmo, aproveito para aboli-las ( esse troço existe? Se existir é muito feio).
Hoje, eu quero o hoje, e amanhã o amanhã e desfrutar de toda felicidade do momento que estou vivendo. Cuidar de meu jardim a cada dia, viver minha vida tranquilo, me recuperando. Como deveria ter feito a mais tempo....
O que seria de mim sem os anjos perguntadores... sem os questionadores, que me fizeram cair em contradição e ver o quão equivocado poderia estar.
Agradeço, de coração, aos presentes... A presença de vcs ilumina um caminho escuro, que eu não conheço, um caminho novo pra mim. E se aos 13 anos eu mudei tanto... acho que os 19 também vão me marcar muito, obrigado por estarem presentes.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Sobre humanos, frases e a sociedade.
Certa vez ouvi de um professor meu uma frase atribuida a Karl Marx (que não tenho certeza se realmente é dele) e de uns tempos pra ca tenho pensado um bocado nessa frase:
"O ser humano é o animal mais carente que existe"
Não sei. Pensei a respeito e até agora não encontrei argumento que pudesse contesta-la e estou falando de forma abrangente, não que todos sejam assim, mas eu realmente gostaria de alguem que não é. Afinal, a maior parte das coisas que fazemos é por que precisamos de atenção. Somos seres gregarios, de acordo com Bakunin, e isso tbm se relaciona à frase dita anteriormente. Sentimos falta de outros seres humanos , de nos comunicarmos, sentimos saudade, falta. E muitas de nossas atitudes são tomadas em função da nossa necessidade de atenção, praticamos esportes , aprendemos coisas diferentes e até contraimos problemas para ter atenção. Existem sim pessoas q foram muito amadas e queridas durante a vida toda onde essa necessidade de "chamar atenção" se evidencia de forma diferente e outras que querem atenção sim ,mas em niveis muito longe do exagero, de querer a atenção toda, mas a atenção de alguns ou de alguem.
Esse post não é de fato uma afirmação, tudo que falo aqui são hipoteses, ideias que vagueiam em minha cabeça, até mesmo porque esse pensamento do "ser humano ser o animal mais carente que existe" se dá ao fato de que várias iniciativas que eu tomei, foram para chamar atenção das pessoas a minha volta, ou de alguem em especifico.
E nos adolescentes (não que eu não seja eu não sei direito o q eu sou n), eu vejo isso mt claramente, sentem falta de amor a niveis extremos, precisam das pessoas mais do que qualquer um. Muitos se ( infelizmente) desviam pras drogas, para esquecer as dores ou entrar em grupos, ou simplesmente buscar a atenção ( o carinho) de alguem e isso é triste.
E um filme que assisti, Crash: No Limite, me faz perceber ainda mais como estamos "vivendo no mesmo espaço fisico" mas não em sociedade, que vem do grego societas: convivência harmônica com outros seres. Vivemos no nosso limite, suspeitando de nós mesmos, sendo predadores e presas de nossa própria raça, o que é no minimo triste.
Eis mais uma das atribuições da educação e dos educadores: Formar seres humanos, voltando àquele papo de não só ensinar as materias que são dadas nas escolas, mas ensinar a conviver bem em conjunto, para que as gerações futuras possam modificar a sociedade atual tornando-a mais... humana?
"O ser humano é o animal mais carente que existe"
Não sei. Pensei a respeito e até agora não encontrei argumento que pudesse contesta-la e estou falando de forma abrangente, não que todos sejam assim, mas eu realmente gostaria de alguem que não é. Afinal, a maior parte das coisas que fazemos é por que precisamos de atenção. Somos seres gregarios, de acordo com Bakunin, e isso tbm se relaciona à frase dita anteriormente. Sentimos falta de outros seres humanos , de nos comunicarmos, sentimos saudade, falta. E muitas de nossas atitudes são tomadas em função da nossa necessidade de atenção, praticamos esportes , aprendemos coisas diferentes e até contraimos problemas para ter atenção. Existem sim pessoas q foram muito amadas e queridas durante a vida toda onde essa necessidade de "chamar atenção" se evidencia de forma diferente e outras que querem atenção sim ,mas em niveis muito longe do exagero, de querer a atenção toda, mas a atenção de alguns ou de alguem.
Esse post não é de fato uma afirmação, tudo que falo aqui são hipoteses, ideias que vagueiam em minha cabeça, até mesmo porque esse pensamento do "ser humano ser o animal mais carente que existe" se dá ao fato de que várias iniciativas que eu tomei, foram para chamar atenção das pessoas a minha volta, ou de alguem em especifico.
E nos adolescentes (não que eu não seja eu não sei direito o q eu sou n), eu vejo isso mt claramente, sentem falta de amor a niveis extremos, precisam das pessoas mais do que qualquer um. Muitos se ( infelizmente) desviam pras drogas, para esquecer as dores ou entrar em grupos, ou simplesmente buscar a atenção ( o carinho) de alguem e isso é triste.
E um filme que assisti, Crash: No Limite, me faz perceber ainda mais como estamos "vivendo no mesmo espaço fisico" mas não em sociedade, que vem do grego societas: convivência harmônica com outros seres. Vivemos no nosso limite, suspeitando de nós mesmos, sendo predadores e presas de nossa própria raça, o que é no minimo triste.
Eis mais uma das atribuições da educação e dos educadores: Formar seres humanos, voltando àquele papo de não só ensinar as materias que são dadas nas escolas, mas ensinar a conviver bem em conjunto, para que as gerações futuras possam modificar a sociedade atual tornando-a mais... humana?
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Equilibrio por um fio...
As vezes eu até que tento acreditar, mas é díficil... A pergunta se repete, mas as respostas são incertas e o periodo de duas horas pode mudar completamente uma resposta da outra... A estabilidade nesse quesito seria para mim um balsamo de tranquilidade. E como perder os hábitos cultivados a tanto tempo? Como ficar indiferente? Estou , realmente, tentando aprender. Tentando me cuidar para que essas coisas não possam me machucar ainda mais. Esse equilibrio incerto...
É dificil quando vc segura uma dor, mesmo quando não a sente. Eu fico alerta, os pensamentos alerta, tudo parece acontecer ao mesmo tempo, se torna díficil respirar e a dor começa. Marcando meu estado de desequilibrio mais comum: o desespero. Os minimos sinais se tornam grandes demais, incomodos demais. Volta-se ao ponto de desequilibrio, corta-se o tenue fio.
Quando irá se refazer? Quando irá se romper? É melhor não se preocupar com essa pergunta, até o fim da noite tudo será, novamente, diferente.
Todo esse caos tem me incomodado muito. E me faz parecer mentiroso. Mas não nego mais: "Por enquanto sim, mas até quando...". Mas tudo isso, será um dia, passado. Todo esse desequilibrio, toda essa dor. Ela passará. Dela restara apenas o que eu cresci e aprendi, será apenas mais um conjunto de acontecimentos que eu não gostarei de lembrar da minha vida.
E afinal de contas:
"...a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista, tem que continuar".
Vamo que vamo então...
É dificil quando vc segura uma dor, mesmo quando não a sente. Eu fico alerta, os pensamentos alerta, tudo parece acontecer ao mesmo tempo, se torna díficil respirar e a dor começa. Marcando meu estado de desequilibrio mais comum: o desespero. Os minimos sinais se tornam grandes demais, incomodos demais. Volta-se ao ponto de desequilibrio, corta-se o tenue fio.
Quando irá se refazer? Quando irá se romper? É melhor não se preocupar com essa pergunta, até o fim da noite tudo será, novamente, diferente.
Todo esse caos tem me incomodado muito. E me faz parecer mentiroso. Mas não nego mais: "Por enquanto sim, mas até quando...". Mas tudo isso, será um dia, passado. Todo esse desequilibrio, toda essa dor. Ela passará. Dela restara apenas o que eu cresci e aprendi, será apenas mais um conjunto de acontecimentos que eu não gostarei de lembrar da minha vida.
E afinal de contas:
"...a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista, tem que continuar".
Vamo que vamo então...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Lembranças...
Meu dia... cheio de visões confusas, de pensamentos soltos que vêm e vão livremente, certas coisas se denotam... convivência... azul... esquerda...emails...mensagens de celular...cartas... lembranças... até a previsão do tempo me atrai pensamentos diversos, e não é soh ele, até uma toalha rosa, que estou quase chamando de minha, está atraindo pensamentos, me fazendo divagar, certas frases das musicas parecem cantadas mais claramente que outras e costumam se repetir cinco ou seis vezes antes de eu troca-las, assim como nos textos e aliás tenho procurado ler mais sobre alguns escritores, e ler mais tbm o que escrevem, procurado entender coisas que eu não conheço, ou conheço quase nada, e tenho tido ótimas orientações. Tenho permitido deixar fluir todo o sentimento, cumprir anseios antigos, vontades que eu tinha e que acabava por não fazer, estou singularmente inspirado nesses ultimos dias... É, de fato, pulei do abismo...
PS: Titulo original: Lembranças do Longe... mudado pq o longe não existe.
PS: Titulo original: Lembranças do Longe... mudado pq o longe não existe.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Das coisas que valem a pena...
Sabe... acho q a raiz de todas as minhas loucuras começa nisso... Sempre nos questionamos duramente e durante muito tempo o q "vamos ser na vida", sempre nos questionam isso e isso nos leva a pensar a respeito. Geralmente quando somos crianças gostariamos de ser o q nossos pais são, mas quando vamos amadurecendo nossa visão sobre o mundo muda, nós descobrimos nossos gostos e desgostos, formamos nossa personalidade...e ai paramos de seguir, passamos a caminhar por outros caminhos: nosso caminho, pessoal, unico, individual, caminho q escolhemos na medida do possivel.
Falar disso me lembra Rubem Alves, ele fala q vc não precisa crescer pra ser alguem , que uma das perguntas mais crueis e ridiculas que alguem pode fazer a uma criança é "o que vc vai ser quando crescer?" como se fosse a unica coisa que importasse... e acaba que de certa forma somos impelidos desde cedo a pensarmos a frente, a desvalorizarmos nossa infâncias pq "quando crescermos" vamos ser isso, ou aquilo. O exemplo q ele dah é bem forte: Enquanto o pai pergunta a seu filho saudavel: "O que vc vai ser quando crescer?"... o pai de um garoto leucemico pergunta: " Se vc estiver se sentindo bem no domingo, a gent pode ir ao parque?" .
Essa história me chocou mto... Sabe, eu fui dessas crianças q sempre fui perguntado o q seria...
quando c é pequeno a imagnianção brinca com isso, mas dpois isso vira algo muito complexo.
"O que vc vai ser qdo crescer?" ... É ... Rubem Alves tá certo: não vamos ser, já somos.
E muito pouco daquilo que falavam comigo ficou, muito pouco das coisas que eu falei que queria ser ficaram , pq eu mudei, mudei, mas nunca deixei de ser alguem. Assim como vcs.
Eu entendi que não vou conseguir ser feliz se não fizesse algo que "me falasse a alma". E aos poucos fui descobrindo por onde andam essas coisas que me falam a alma... Eu não gostaria de simplesmente não tentar fazer nada pelos outros. Não consigo me dar bem com essa ideia. Quero poder fazer alguma coisa, não acredito muito na política, acredito na educação e desde pequeno gostei de história: é , se Deus quiser um dia eu viro professor de história... Vai valer a pena.
Espero que vcs encontrem as coisas que lhes falam a alma.
Falar disso me lembra Rubem Alves, ele fala q vc não precisa crescer pra ser alguem , que uma das perguntas mais crueis e ridiculas que alguem pode fazer a uma criança é "o que vc vai ser quando crescer?" como se fosse a unica coisa que importasse... e acaba que de certa forma somos impelidos desde cedo a pensarmos a frente, a desvalorizarmos nossa infâncias pq "quando crescermos" vamos ser isso, ou aquilo. O exemplo q ele dah é bem forte: Enquanto o pai pergunta a seu filho saudavel: "O que vc vai ser quando crescer?"... o pai de um garoto leucemico pergunta: " Se vc estiver se sentindo bem no domingo, a gent pode ir ao parque?" .
Essa história me chocou mto... Sabe, eu fui dessas crianças q sempre fui perguntado o q seria...
quando c é pequeno a imagnianção brinca com isso, mas dpois isso vira algo muito complexo.
"O que vc vai ser qdo crescer?" ... É ... Rubem Alves tá certo: não vamos ser, já somos.
E muito pouco daquilo que falavam comigo ficou, muito pouco das coisas que eu falei que queria ser ficaram , pq eu mudei, mudei, mas nunca deixei de ser alguem. Assim como vcs.
Eu entendi que não vou conseguir ser feliz se não fizesse algo que "me falasse a alma". E aos poucos fui descobrindo por onde andam essas coisas que me falam a alma... Eu não gostaria de simplesmente não tentar fazer nada pelos outros. Não consigo me dar bem com essa ideia. Quero poder fazer alguma coisa, não acredito muito na política, acredito na educação e desde pequeno gostei de história: é , se Deus quiser um dia eu viro professor de história... Vai valer a pena.
Espero que vcs encontrem as coisas que lhes falam a alma.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Singela homenagem a noite
Sabe... choveu hoje. Uma chuva leve, quando eu estava voltando pra casa, a única coisa que se ouvia eram meus passos no chão. A chuva leve me lembrou dela e todo aquele silêncio a saudade.
E os meus passos? São o meu incessante caminhar, para poder econtra-la novamente...
E os meus passos? São o meu incessante caminhar, para poder econtra-la novamente...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Deitar o escudo...
É... está na hora de baixar o escudo, deixa-lo cair solto no chão, hora de despir a armadura , de deixar os fardos acumulados por vontade própria um pouco de lado. De guardar as armas, de me resguardar. É hora...
Assinar:
Postagens (Atom)