sábado, 24 de maio de 2008

Mana-Flor.




Sabe por que uma data se torna especial?
Eu acho, e me arrisco por expor meu pensamento, mas eu sei que de quem falo hoje, não pensaria duas vezes, entre se expor e se arriscar ou calar. Falaria.
Uma data se torna especial, a medida em que ganhamos a dimensão da vida, em que refletimos sobre as nossas experiências e imaginamos as infinidades de experiências que existem, a singularidade de cada ser humano.
Se torna especial quando um ser humano nasceu nesse dia, ainda mais um ser humano querido e amado e todos os anos quando completamos esse ciclo comemoramos, mas eu comemoro não a mudança de um digito na idade, não o envelhecimento, comemoro a vida. E hoje é um dia muito especial para mim, minhar irmã-flor, minha irmã Flora, nasceu há 17 anos! Cada dia da vida é uma vitória, e a 17 anos você está vencendo! Construiu para si uma personalidade forte e humana, amiga, livre, a cidadã do mundo, a garota-flor! E eu te admiro muito pelo que em todas estas batalhas construiu! Gosto demais de você minha irmã, não por apenas ser minha irmã, mas por voar alto como os mais belos passaros fazem, olhar longe, nunca cegar seus olhos e falar alto, como só os quem têm coragem o fazem.
Felizes vitorias, 17 primaveras, invernos , outonos e verões vencidos pela minha irmã-flor, pela amiga Flora, pelo incrivel ser humano, Flora Servilha.
Te Amo maninha!

domingo, 18 de maio de 2008

Critica à Pirita..

Ouro dos tolos infiltra-se na epiderme de nossa sociedade...
O Sol forte fádiga meus olhos, o meu pensamento vaga por tristes florestas... Que lugar escuro... e de tanta escuridão fez me esquecer a intensidade da luz.
Mas meus pensamentos ainda são livres, não se prendem ao grilhão da verdade, voam nas asas da dúvida. E colocar em questão tudo a volta é um poder destrutivo maior que os das bombas mais crueis... Mas hoje eu golpeio cegamente o escuro buscando apenas me contentar em perceber a passagem do tempo. Me sinto colado... Imobilizando... Lento... Ainda que exista a possibilidade do mundo correr demais, seria um conceito muito megalomaniaco achar que por minha causa esse devesse ir mais devagar. Ao menos não me prendo aos valores de produção...
(não me prendo ao valor pirita... ao valor dos tolos...)
"valer o quanto produz", que triste... Eu valho algo, mas não sei quanto é, se fosse pelo quanto que produzo seria negativo, dou muito trabalho. E é agradavel se sentir util e produzindo... mas desagradavel tomar por dever a produção... afinal nem toda produção é objetiva (e quem disse que precisamos produzir o tempo todo?)... Como educar... Não existe um resultado objetivo da educação. Vc educa cem pessoas de cem modos diferentes, cada palavra usada naquele contexto especifico é unico, assim como o modo como o educador trata seus alunos... Centenas de individualidades, ainda que o tratamento seja parecido não é igual que por mais que um dos interlocutores seja o mesmo ( o professor) o outro é sempre diferente ( cada aluno) e a forma como recebemos as mensagens variam de pessoa para pessoa , de contexto para contexto. E o valor dessa relação? Quanto? Quando? Cade?
Não dah pra ver... em cada um vai ter um efeito diferente, não é objetivo e é por isso que
as vezes gostaria de mandar a merda essa porcaria desse "valor de sociedade" do valor objetivo... Ouro de Tolos!
As relações humanas se submetem a uma caracteristica do sistema, criamos um valor social podre , filho de um sistema tão podre quanto. A maior parte da sociedade vê valor no garoto que estuda 16 horas por dia para o vestibular, mas não nos desenhos de uma criança. Qual o critério de tal julgamento? Muitas vezes nos criticamos ( ou a maioria de nós) por "nossa, não fiz nada de útil hoje" , num dia em que , apesar de não termos dedicado nossas preciosas horas ao estudo pra uma prova/vestibular/trabalho/conhecimento, passamos ele com nossos amigos falando sobre coisas relativamente comuns, como garotas, política, problemas, sonhos, casos, besteiras, RPG...
Qual é nosso criterio de avaliação pra saber se estudar é mais ou menos útil que falar besteira?
As vezes o que precisamos é falar uma bela de uma bobagem e mandar nossas preocupações para o inferno. Não estou criticando o estudo, mas nosso modo de ver as coisas pela "produção objetiva delas" , o pensamento simplista de que: estudei ---> vo passar no vestibular/ir bem na prova/ fechar o trabalho; não estudei ---> "aí meu deus tô ferrado"...
Por quê? Donde surgiu esse conceito? Quem garante essas afirmativas? Estudo não é objetivo, a pessoa que viu um assunto por duas horas e gostou do assunto e cversou sobre ele com dois amigos durante meia hora, pode absorver muito mais que um maluco que por achar que "estudei mais maior nota", fica 16 horas pregado numa cadeira vendo a mesma materia... Chega-se ao ponto de se aplicar esse valor até onde ele não é aplicavel... Muitos aprenderam a valorizar as coisas pelo quanto eles vão "lucrar" e várias relações subjetivas são atropeladas nesse processo, pq o lucro é substancial, visivel, objetivo, não lida com a alma, lida com a materia, é direto.
Mas é um principio humano, criamos ele e como tudo que criamos está sujeito a falhas e esse falha na alma...
Não acredita?
Então quantifique para mim o sorriso de uma criança, o canto dos passaros, a beleza de uma musica, a ousadia de uma declaração, a coragem de seguir em frente, a humildade em reconhecer um erro e a superação de um obstaculo... troque pelos "ganhos objetivos" desse valor de sociedade, da pra comparar? Pra mim a comparação beira a insanidade. Prefiro mil vezes o sorriso de uma criança a uma produção mais alta nos carros, ou a me enlouquecer de trabalhar pra ganhar mais. Esse tipo de relação que estou falando... Produção- Lucro. Direto e seco... Caracteristica do nosso sistema não comporta um pedaço da nossa alma que não fala por palavras, não fala direto, fala pelo olhar, pelo gesto, pelo ritmo da respiração, nos suspiros, sorrisos, choros e abraços... nas entrelinhas.
Nossa história não é recontada apenas pelos livros didáticos que costumam trazer a memória dos acontecimentos objetivos, mas pelas impressões subjetivas dos viventes da época. Suas impressões subjetivas do mundo, ouso dizer portanto que são historiadores: Sheakespare, Nietizche, Pablo Picasso e cada um que em algum momento de sua vida deixou no mundo sua impressão: Num sorriso , numa frase, numa palavra, na arte ou num gesto. Uma história da humanidade que ninguem pode ler e todos podem...

sábado, 10 de maio de 2008

Elogio à Co-responsabilidade

Somos como um lago, ou melhor , como um oceano! Somos afetados pelos ventos, ondas se criam e se quebram em nossos mares, somos afetados pelo meio em que vivemos, a natureza, nosso mundo, o universo e as leis que o regem.
A nossa sociedade e nós estamos diluidos nas águas desse oceano... nada que fazemos passa despercebido: toda vibração cria suas marolas próprias, o mar inteiro vibra... a humanidade vibra.
Assim são nossas ideias e ações ecoando pela humanidade. É como um grito que ecoa, dado na história e revebera para os tempos que ainda não chegaram, que ainda não existem, aquilo que costumamos a chamar de futuro e se enraiza na grande familia humana, que algumas de nossas ações insistem em separar, a humanidade... ( Será nosso futuro construido no presente?)
Elogio a teoria do Caos, pois da mesma forma como o bater de asas de uma borboleta pode desencadear um furacão do outro lado do mundo, o sorriso de uma criança pode mudar a humanidade para sempre.
Somos co-responsáveis por cada um e cada ser, assim como também somos co-responsáveis por nosso lugar A Terra.
A forma como tratamos as pessoas a nossa volta, nos comentários, nos gestos , reconstroem o futuro modificado por aquelas ações, a cada dia nada mais fazemos que mudar o mundo ao nosso modo.
E volte a pensar num oceano, um lago pra dessa vez visualizarmos melhor: atire uma pedra e vera as vibrações da sua ação ondulando por toda a extensão do lago...
Muita responsabilidade.... sim... mas uma incrivel perspectiva de mundança, basta agirmos como gostariamos que o mundo agisse. Se semearmos esperança então haverá esperança. Se semearmos destruição, então seremos destruidos. E nossas ações tomam uma dimensão antes não imaginada: As verdadeiras grandes ações, não são, geralmente, aquelas datadas pela história, são ações vistas pequenas, mas sem tamanho coração. E pense, antes de desacreditar o sonho dos outros que consequencias aquilo poderia ter para o futuro... pense...
"O que queremos para o futuro?"
São tantas as coisas que nos afligem hoje, as boas e más. Os momentos verdadeiros, de felicidade, onde somos verdadeiramente humanos e olhamos para nós, como somos, iguais e únicos.
Os momentos em que as ações do passado se vêm evidentemente refletidas no nosso presente: a miséria de vários países, a miséria de cada individuo, a miséria de quem tem fome e a miséria de quem é cego aos que tem fome... A miséria do corpo e a miséria da alma
Que sociedade pretende sobreviver se destruindo dessa forma?
"As crianças são o futuro da humanidade"
"milhões de crianças morrem de fome a cada dia"
No mínimo, matamos nosso futuro.
"Estamos doentes" é a unica conclusão, a sociedade está doente.
Mas nem todas as suas células, nem todos nós.
Conheço bem pessoas que mudam o mundo a cada dia.
E olha, existem muitos mais e que eu nem conheço...
Meus hérois e, felizmente, alguns deles meus amigos e ousarei dizer que inclusive eu mesmo!
Enquanto o mundo parece agonizar em desespero, nós permaneceremos, nossos olhos firmados no horizonte, de corações abertos e feridas também: porque aquilo que nos fere não é somente o que fere a nós. Amamos a humanidade.
E assim ousamos, no nosso jovial sonho, humanizar seres humanos...
Seja através de palavras aos excluidos, ou de cartas, ou de sorrisos amigos, presença em tempo de caos. Seja da atenção concedida a um desconhecido e do carinho oferecido aos próximos, em textos em blogs de internet em textos em folhas de papel, em comentários ditos para as crianças, em comentários ditos para nós mesmos...
Afinal, somos todos co-responsáveis um pelo outro...


-Esperança! Não mais que um suspiro, não mais que nosso futuro.

domingo, 4 de maio de 2008

Encanto...

Quero palavras mais doces, por estranho que pareça.
Quero um lago calmo e um céu limpo, a noite estrelada e o canto dos passaros,
Não queria que os conflitos sumissem, mas que mudassem de sentido,
Que o respeito surgisse, mutuo e entre todos.
Que fossemos todos cegos para enxergar pelas aparências,
E águias para enxergar a Alma.
Eu quero a simplicidade e um pouco menos de combates,
Ou pelo menos que tenham mais sentido.
Quero sangrar, sofrer e chorar ao menos mais uma vez e superar isso tudo!
Quero a beleza de andar de mãos dadas e a sinceridade do olhar,
Quero o tempo jogado ao ar em horas de conversa
E não chama-lo de perdido
Quero ouvir mais uma vez o som do mar,
E o riso das crianças
A dignidade dos trabalhadores,
A singularidade de cada ser humando,
E as semelhanças da humanidade (nossas semelhanças)
Quero mais calor, mais abraço, mais saúde
Quero luz e escuridão, quero o Sol e a Chuva, o Céu e a Lua,
As estrelas!
Quero estar perto dos amigos no mínimo mais uma vez,
e perder me em nossos sonhos e dificuldades, nas longas conversas,
nos longos silencios, nas palavras sábias, no silencio sábio,
no olhar mais caloroso, no mais protetor abraço de força,
e no gosto de um beijo!
Quero uma fogueira ao som de violão,
Quero uma varanda e duas cadeiras
Quero uma chuva na rua
Quero viver, respirar fundo, mergulhar e voar!
Eu quero ver a esperança renascer no coração da humanidade
no coração dos seres humanos.
No coração de todos nós
Quero agradecer a tudo isso!
Porque já senti tudo isso
Quero sentir tudo isso ao menos mais uma vez!
O que mais eu poderia dizer?
Me apaixonei pela vida...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ciclos...

Eu vejo em tudo um ciclo...
E me vejo saindo de um e mergulhando noutro e a dúvida se instala: O que me espera nesta nova fase? Neste novo começo?
Engraçado, pensando dessa maneira, estamos sempre começando e terminando, perdemos o foco de onde realmente começou e nunca temos de onde vai acabar, aí me perguntariam, mas e a morte?
Não sei, quem sabe? A morte é realmente um final definitivo ou só o termino de um ciclo e começo de outro? O que será que na natureza, acaba definitivamente? Acho que isso, nem nós, os seres humanos, que temos tanto essa mania de ir contra a natureza, conseguimos, mas vai saber, são dúvidas, não são respostas , nem certezas.
Eu costumo ser muito certo das coisas que faço, mas principalmente porque a maior parte daquilo que faço ser rotineiro, apesar de gostar do novo, de não viver em rotina, me atrapalho com ele, fico ansioso e tenho medo.
Mas as expectativas criadas, o ciclo em perspectiva, o caminho escolhido, são meus, eu os escolhi, tenho medo deles porque são desconhecidos, mas em suas perspectivas mais superficiais vejo perspectivas gratificantes, gostaria de me enfrentar por elas e acho que é isso que estou fazendo.
E este ciclo faz parte de um ciclo maior, que é o ciclo da minha vida, que interagem com outros ciclos e compoem um grande... redondo?
Que papo mais subjetivamente geométrico e ciclico, bom, deixe me lembra-los: o ciclo da água, o ciclo do oxigênio, o ciclo do nitrogênio, do carbono, da energia dentro das cadeias alimentares, o ciclo dos ventos, o ciclo da terra... da Vida... do Universo?
Deveriamos nos acostumar a eles, são tão presentes. Vendo os assim, a minha pequena mudança ciclica, não se torna menos importante, mas menos caótica e amedontradora, é natural, é preciso iniciar novos ciclos, ainda que não seja fácil.
Vamos ver no que dá, afinal, parafraseando V , "não existem certezas , apenas oportunidades."
Eis a minha...

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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Fantasmas...

Quem tem medo de fantasmas?
Eu tenho. Os piores são os da minha alma...
Não tem forma, se ocultam nas sombras, espreitando para me atormentar
Senhores da minha angusita, tão disformes quanto a própria
São fantasmas antigos, perseguem minha mente e insistem em não ir embora.
Como supera-los? Se escondem nas sombras remotas de nossa mente...
E não é possivel fazer muito a respeito... Impotencia...
Apenas tentar, mas do que é a vida feita se não de tentativas?
Os dragões atemorizam as populações, são os monstros enfrentados pelos cavaleiros, eles podem ser vencidos, mas e os monstros da alma, podem ser derrotados?
Sempre vão, sempre voltam...
Não foram feitos para serem esquecidos, isso é certo.
Mas gostaria de saber o que preciso fazer para supera-los...
Se os fantasmas estão ligados a este mundo por coisas de sua vida...
os meus estão tem questões inacabadas com os assuntos do meu passado
Meu passado passou, no máximo está aí , congelado em forma de lembrança
e não pode ser mudado, não posso voltar para muda-lo.
Seria útil? Nem vale a pena se perder discutindo tais bobagens...
De certo, não é medo o que sinto, é a presença da angustia por perto...
Como a sombra , disforme e amendontradora.
Sombra do meu próprio passado, fantasma.
Por que insistes em voltar? Como resolver essas questões? O que preciso aprender?
O que posso fazer?

domingo, 6 de abril de 2008

Nas entre linhas da história e do pensamento humano...

Nessa valsa entre o macro e o micro, nas nossas analises muitas vezes esquecemos de observar as entrelinhas. A subjetividade não está ligada intrisecamente ao comportamento humano?
Quantas coisas não foram escritas, para que melhorassemos nosso modo de vida, as centenas de macromodelos, para sermos "mais felizes" que existem por ai.
Os filosofos da antiguidade pensavam e questionavam a respeito da sociedade.
Societas... pensar nela tornou os filosofos perigosos, e Platão idealizou "A Republica.
Os filosofos se tornaram perigosos para os reis, para os tiranos dominadores.
É real a relação de dominadores e dominados desde a antiguidade até os tempos de hoje?
Qual a importancia desse conhecimento?
Os próprios filosofos disseram que para haver uma sociedade justa, ou os reis precisariam se tornar filosofos ou os filosofos precisariam ser tornar reis, então, isso não era possivel, porque os reis não conseguiriam abandonar seus costumes, sua criação e sua cultura para passar a questionar o modelo e os filosofos não almejavam o poder que os reis acreditavam ter.
Os filosofos pensavam nas entrelinhas?
Não sei, mas muitas de suas observações, se aplicariam a sociedade atual...
Como a que os questionamentos levam a mudança e certamente se uma maior parte da humanidade questiona, a sociedade tende a mudar.
Andando nas linhas do tempo e chegando a Karl Marx, que faz uma analise muito interessante do capitalismo e suas teorizações sobre a mudança para o socialismo, uma grande teoria, uma macroideia.
Poderia uma macroideia, cujos valores de dominação milenares colocava em cheque, erguer-se e dar certo, sem que os casos particulares, o micro: as consequencias que estes anos de dominação renderam a individuos, fossem observados?
A cada um sua linguagem, não existe uma equação matemática para a interpretação.
Se digo algo é a pessoa que interpreta o que houve, e não o que eu quero dizer.
E a interpretação não está ligado a uma serie de fatores subjetivos: como história de cada individuo e o contexto em que esse se insere na sociedade, no mundo, no trabalho, nos meios e consigo mesmo?
E como então fazer entender ideias tão abstrata a realidade de muitos? E descohecidas.
Mundos desconhecidos, perspectivas desconhecidas, pontos de vista diferentes dos seus.
Eis a nossa valsa, entre a subjetividade e a objetividade, entre o micro e o macro, as relações entre o individuo e a massa.
A História e a Literatura abraçadas.
Devaneios literais da História e do comportamento humano,
Nossas questões sem resposta.
Nossos planos subjetivos para um objetivo bem subjetivo.
Humanizar seres humanos.
Se o ser é humano, já não é humano?
Por que? Não sei... leia as entrelinhas.

Devaneios metafóricos...
Nada que escrevo é soh meu e esse muito mais.
Nosso.