quarta-feira, 10 de março de 2010

De ires e vires, vou me também...

Doí as vezes encarar certas coisas.
E doutras a gente interpreta do jeito que for e sente qualquer coisa que for, mesmo raiva. E eu já senti muita.
Hoje, estou desarmado. Agora, e minha raiva colapsa em si.
Eu não queria nenhum argumento, eu queria um olhar limpo, eu queria acreditar, eu não queria denovo velhos fantasmas me atormentando, especialmente uns tão doloridos.
E eu consegui ir, e talvez a um pouco de mérito na raiva, que apesar de me queimar por dentro em ansiedade, me ajudou a ser sincero com meu afastmento, comigo mesmo.
E hoje ela pode ir embora e vai, porque eu te entendi.
Não posso negar que ainda há em mim uma certa amargura mal localizada, mal acabada, de desintendimentos que foram, a partir de hoje eles perdem a importância, e aos poucos, vão embora. Eu queria as palavras faladas, eu queria ouvi-las, e queria ver também. Mas tudo bem que não as tenha assim, você me deu elas como pôde, agora, entendida as coisas, eu não quero ficar por perto, para não me trair denovo;

Obrigado;

Sem força pra dizer mais, nem lembrar lembranças que nos dizem tanto a alma;

Me encerro aqui, por enquanto.


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terça-feira, 9 de março de 2010

Perguntas ao poder...

Existirá algum poder nesse mundo que passando a dimensão humana,
que não seja um poder-hipocrita?
O que realmente podemos?
E porque podemos tão diferentes assim?
Donde vem? Por que?



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sexta-feira, 5 de março de 2010

De caminho e encontro.

Depois do grito vem o silêncio.

E da confusão a calmaria, ao menos, um pouco.
Aos poucos as coisas começam a entrar nos eixos, ou em outros, quem sabe?
Uns fios muito tênues se alteram, volto a perceber as cores das coisas, respiro a plenos pulmões.
Meu corpo e minha alma perguntam incessantemente, clamam por vida e futuro.
Pra onde irei? O que quero?

Encontros que mais ou menos por aí, pessoas importantes que aparecem pelo caminho.
E cuja simples presença, ali e na sua vida, já dão animo a caminhada, e o passo é retomado.


O corpo ainda se recupera, a alma também.
Mas coisas mudaram. Ou talvez, eu.




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segunda-feira, 1 de março de 2010

Grito!

Eu gritaria se fosse capaz. E também se fosse tolo.
Mas desvio o olhar, e também, o ódio.
É só pra não ferir, é só pra não rasgar, pra não descarrega-lo assim, tão violentamente.
É meu mesmo, e eu guardo. Sua existência só insiste em me lembrar que odeio tanto, por amar tanto.
São tantas as contradições que a paz não pode calar essa inquietude inflamada que dei nome de raiva. E nem os músculos doloridos, a ansiedade, ou o sono perturbado podem dar conta disso tudo que se queima. Perguntas que faço sem cessar. Mascarás, barreiras, paredes e névoas que cansei que me cercassem.
Saiam! Não são bem vindas! Quero apenas que diga palavras que condizem com o brilho ou a escurdião de seus olhos.
Apareça!
É toda essa fuga que me faz duvidar da sinceridade! Tão evasiva!


Chega!


Vou embora.



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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Bêbado...

Embriagado de mim mesmo, sirvo me da dança e do som.
E me deixo levar, há de ser assim agora, há de ser, quem me dera. Quem me dará?
Em meio a Candongueiros e Candongueiras, sou apenas mais um, de igual, felicidade e animo,
cantando e dançando, no sútil equilibrio da minha mente embriagada.
Assim, reinvintei a mim mesmo, a minha felicidade, e meu Carnaval.



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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Duas Janelas de Galeano...

"Janela sobre o erro.

Ocorreu no tempo das noites longas e dos ventos de gelo: certa manhã, floresceu o jasmim do Cabo, e no jardim da minha casa, o ar frio impregnou-se de seu aroma, e nesse dia também a ameixeira floresceu e as tartarugas despertaram.
Foi engano, e durou pouco. Mas graças a este erro, o jasmim, a ameixeria e as tartarugas puderam acreditar que alguma vez o inverno terminará. Eu também."


"Janela sobre a memória.

Um refugio?
Uma barriga?
Um abrigo onde se esconder quando estiver se afogando na chuva,
ou sendo quebrado pelo frio, ou sendo revirado pelo vento?
Temos um esplêndido passado pela frente?
Para os navegantes com desejo de vento, a memória é um ponto de partida."

Eduardo Galeano.


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Conheceres...

Conhecer não é tão da cabeça quanto é da alma. A alma não se importa com todas as perguntas e duvidas que temos. Não é necessário saber o porque de todas as coisas, compreender cada detalhe. É saber que gosta de azul, e fica bem de vestido amarelo. É diferente...



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