sábado, 9 de julho de 2011

Cinza é só uma cor.

Ah cansei...

Cinza é só uma cor.

E no que diz respeito ao mundo,
É só uma a diferença entre o cético e o sonhador...

O sonhador sabe que sonha.


.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

nessa neblina...

Nessas neblinas eu cheguei quietim...

Como quem não tem nada a dizer, ou só não tem mesmo.

Como quem não quer nada, ou só não sabe o que quer.

Formas difusas no ar. Nada muito claro. Nada atrás de mim.

Tudo o que preciso.


.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

óbvio.

A obviedade de uma saudade transparente,
um gole de tristeza, inspirando ansiedade,
preso pelos olhos - num fascínio desmesurado.


.

domingo, 26 de junho de 2011

Como tinta...

Me derramo nas vidas de outros...
Me derramo em suas cores...

Nos misturamos nesses encontros. Nos perdemos - diluídos.

De quem era aquele azul mesmo? E esse roxo aí que não tinha, daonde é que veio?
Tons de verde e rosa, que se encontram e... formam o que mesmo?
Os meus cinzas e brancos, que sumiram...

Cores que vem, cores que vieram, cores que serão.
cores que criamos, cores que somos - assim mesmo, nesse atemporal fazer-se e desfazer-se que somos.

Nessa mistura estranha, multicolor. Nas cores dos outros as nossas.

Na própria multicoloridade dos nossos mundos. Nossos e dos outros.

Assim nos fazemos, ou colorimos.

E assim, respingamos por aí, nas cores de pessoas por aí.
Mas de quem afinal são essas cores? Ques cores que somos, afinal?


.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Verde-vermelho...

E cadê o brilho do seu olhar castanho-esverdeado?
O toque dos seus dedos finos, cara de morango?

Sucos de tarde, cutucões! "Ah eu te odeio!" - abraços.
Beijos, mensagens , apertos , lagrimas, gritos, até tapas!
Cade suas histórias sobre o Caio, ou seu avô?
Cadê? As minhas cores, as suas e as nossas?

Que falta que faz...

"As cores das ruas tem pedaços de você"
e todo verde e vermelho te chama, de todos os lugares.

E se entre nossos gostos e amarguras
você preferir lembrar do pranto.
Eu escolhi nossos sorrisos.

Saudade!



.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Outros afogamentos...

escrevo para não afogar na ansiedade...
escrevo e desvio do destinatário as minhas cartas,
e as leio, para mim mesmo,
e brinco, me perco em saudade,
Imaginando cartas entregues...


.

Foi...

E você foi. E eu ainda quis te mandar uma última carta.
E eu nem sei se você volta, mas eu fiquei.

Ainda to aqui...

No espaço dos abraços.
De abraços abertos.


.