terça-feira, 13 de março de 2012
Trivialidades...
Eu gosto de deitar no chão da casa,
com o gatito no colo e dormir ouvindo musica...
Me perder nos acordes do violão, cantar desafinado, pra mim mesmo...
Gosto de andar de noite, mesmo que aqui seja um cado perigoso
as vezes, pegar uns filmes, ou só caminhar...
Prestar atenção nas arvores quando volto do mercado,
E me perder mais ainda, nos emaranhados dos meus devaneios...
Me agrada o silêncio e a companhia de mim mesmo...
Estou meio cansado das pessoas
mesmo das que me encantam, mas sobretudo
Com saudade de mim mesmo.
[Fui ao cinema sozinha ontem]
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sexta-feira, 9 de março de 2012
Contraditório..
Queria fugir do mundo.
Encostar só com as pontas dos dedos,
como já tantas vezes me disseram - preservar-me.
Meus mergulhos no mundo, cessariam,e eu me recolheria às vastidões de mim mesmo. Sozinho
Mas sou um bobo, um incorrigível apaixonado.
Como pode não se trair, um , que o que mais lhe encanta no mundo
São as cores e mundos de tantos?
Sou assim, encantamento e medo...
Descanso na contradição, a minha coerência...
E em nós, eu brindo a isto...
Essa loucura que nos compõe, como canções e que nos tinge em vários tons.
E o meu medo, é também meu encantamento...
Diante de meus abismos, sempre me traio...
Insisto em pular, apesar do medo de altura.
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sexta-feira, 2 de março de 2012
Por mim... por você...
Eu não sei dizer onde está a tenue linha que separa,
aquilo que faz daquilo que faço por mim, ou por você.
Duvido dessas cisões. Queria saber por que você foi embora, sem dizer uma palavra, sem sequer acenar. Porque todo esse tempo e todo esse empenho em me manter afastado.
Não quero salva-la de si mesma, vou porque quero ir, porque sinto sua falta, porque é importante. Simplesmente, me deu na telha.
Nem todos os dias é assim
mas são realmente bem poucos os dias sem você,
A maior parte na forma de sua ausência.
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aquilo que faz daquilo que faço por mim, ou por você.
Duvido dessas cisões. Queria saber por que você foi embora, sem dizer uma palavra, sem sequer acenar. Porque todo esse tempo e todo esse empenho em me manter afastado.
Não quero salva-la de si mesma, vou porque quero ir, porque sinto sua falta, porque é importante. Simplesmente, me deu na telha.
Nem todos os dias é assim
mas são realmente bem poucos os dias sem você,
A maior parte na forma de sua ausência.
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Uma outra estoria de Buda...
Muitos achavam que já havia deixado esse mundo, e que seus pés caminhavam por outro mundo, ou nenhum. Caminhava, entretanto, sob o Sol forte e vento que agitava suas surradas vestes.
Se afastara outra vez, voltaria? Encontrara o caminho para a superação da dor, mas em seu peito ardeu, por um instante, uma fina dor. E a deixou vir. Chorou e andando, tropeçou.
Quando caiu, bateu as mãos no chão e o joelho em uma pedra, o caminho, árido, encheu sua mão de pequenos ferimentos e no joelho um hematoma se formava.
As dores se misturavam e as lagrimas lhe lavaram o rosto, sentou-se e sentiu, tudo aquilo que se passava.
Olhou para os ferimentos. Se levantou, seu olhar recobrava algo que não era possivel de ser dito.
E mesmo doída, inquieta alma, aserenou-se...
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Se afastara outra vez, voltaria? Encontrara o caminho para a superação da dor, mas em seu peito ardeu, por um instante, uma fina dor. E a deixou vir. Chorou e andando, tropeçou.
Quando caiu, bateu as mãos no chão e o joelho em uma pedra, o caminho, árido, encheu sua mão de pequenos ferimentos e no joelho um hematoma se formava.
As dores se misturavam e as lagrimas lhe lavaram o rosto, sentou-se e sentiu, tudo aquilo que se passava.
Olhou para os ferimentos. Se levantou, seu olhar recobrava algo que não era possivel de ser dito.
E mesmo doída, inquieta alma, aserenou-se...
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Cartas inacabadas...
Palavras perdidas, pedaços de mim deixados por aí,
Em folhas e cadernos sérios, despedaçadas...
Palavras órfãs por falta de coragem ou inspiração, tentativas de reencontros, tolhidas pelo medo, palavras que morriam no peito, em angustia, mesmo antes de nascerem em papel.
Palavras de euforia incontida ou desespero de saudade,
Sorrisos que disfarçavam insegurança, palavras pela metade...
Palavras tolhidas, mutiladas, seguradas na ponta da língua e da alma,
Algumas, umas tantas, fugindo pelas pontas dos dedos e depois cortadas - palavras e dedos...
Pedaços (in)acabados de mim.
Descabidas no papel...
Incompletas.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Outra história de sonhos...
Ele tinha vários filhos e filhas, onze se não me engano. E eu, espectador esquecido e desatento, acompanhava, de longe, sua história. O abandono de seu pai o marcara muito, a vida toda, fizera se assim, homem duro e cheio de arrependimentos, nunca a resolver-se com seus filhos, mas determinado no trabalho, nas coisas para as quais "devia" se dedicar.
Era bem sucedido, usava terno, camisa clara e calça social, mas aos 40 seus cabelos já eram todos grisalhos, e estava sendo afetado por uma curiosa doença...
Começara a se esquecer de tudo. Dos referênciais, das pessoas, de tudo, das poucas coisas que lembrava, não raro lhes dava outro sentido. Sua doença agravou sua revolta contra seu pai, contra sua vida, agravou o distanciamento de seus onze filhos e de quem quer mais o acompanhasse.
Já mais fraco e mais velho, numa amargura muito grande... Num louco impeto... Invadiu o cemitério onde seu pai havia sido enterrado. Chovia bastante, nosso "héroi" cavava furiosamente o tumulo de seu pai, com o intuito de sabe-se lá o que, sua revolta contra seu progenitor e contra "Deus" jorravam de suas palavras furiosas a cada pazada, até que, por fim, não havia mais o que cavar e não encontrara nada...
E de subito se esqueceu... Porque viera, e que tivera um pai, e sua revolta contra "Deus".
Então achou que a cova era sua. Deitou-se confortávelmente em seu tumulo e fitou o céu...
"Não tenho arrependimentos, só espero que na proxima a playlist seja mais longa"
Morreu sorrindo, de olhos fechados, a cabeça pendendo para trás, babando, a pá ainda em suas mãos.
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Era bem sucedido, usava terno, camisa clara e calça social, mas aos 40 seus cabelos já eram todos grisalhos, e estava sendo afetado por uma curiosa doença...
Começara a se esquecer de tudo. Dos referênciais, das pessoas, de tudo, das poucas coisas que lembrava, não raro lhes dava outro sentido. Sua doença agravou sua revolta contra seu pai, contra sua vida, agravou o distanciamento de seus onze filhos e de quem quer mais o acompanhasse.
Já mais fraco e mais velho, numa amargura muito grande... Num louco impeto... Invadiu o cemitério onde seu pai havia sido enterrado. Chovia bastante, nosso "héroi" cavava furiosamente o tumulo de seu pai, com o intuito de sabe-se lá o que, sua revolta contra seu progenitor e contra "Deus" jorravam de suas palavras furiosas a cada pazada, até que, por fim, não havia mais o que cavar e não encontrara nada...
E de subito se esqueceu... Porque viera, e que tivera um pai, e sua revolta contra "Deus".
Então achou que a cova era sua. Deitou-se confortávelmente em seu tumulo e fitou o céu...
"Não tenho arrependimentos, só espero que na proxima a playlist seja mais longa"
Morreu sorrindo, de olhos fechados, a cabeça pendendo para trás, babando, a pá ainda em suas mãos.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Fatos Criados...
Temores encarnados, insuportáveis.
Que nos recusamos a viver, que não conseguimos aceitar.
Abismos do mundo que não mais são que abismos de nós.
Existem porque deles nos defendemos.
Por acreditarmos,
Os criamos.
"Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você." F. Nietzsche
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