Faz tempo, muito tempo que meus textos começaram a derreter. Evito palavras muito firmes porque não queria que as pessoas vissem solidez aonde não existe, certezas aonde há mais dúvidas que todo o resto. Eu gosto das indagações e dos derretimentos. É verdade, se tornou quase impossível tratar de qualquer assunto específico e pontual no blog. Bom, esta é a primeira tentativa em muito tempo, pra falar justamente sobre essas palavras.
Não gosto de palavras que me prendem, tenho uma preocupação muito grande em deixar o não dito mais presente no meu texto do que é necessário dizer. Inclusive porque - no final das contas - as pessoas entendem como for, é o entendimento delas, não meu. De qualquer modo, me preocupa um pouco aquilo que digo...
Esse blog, em seus primeiros passos , é um mar de reflexões solidas, teorias apaixonadas sobre o mundo, as pessoas e as coisas... É uma expressão de um determinado tempo de mim. De um certo Thiago com o qual este de agora, mais ou menos, dialoga, especialmente no que tange à escrita.
As teorias começaram a me incomodar e as duvidas que me invadiam e a unica regra que fiz para este blog tudo entrou em confusão: Minhas idéias não eram mais as mesmas, nem a convicção, nem a firmeza e as paixões, outras. As bravatas, a prosa e os projetos foram sumindo, derretendo...
Dando lugar às minhas inconsistências, às minhas dúvidas. O blog antes tinha como objetivo "comunicar para muitos", hoje não. E o mais irônico de tudo isso é que nos silêncios que me permito, as pessoas podem ser livres para se identificar ou não, ou melhor, identificarem-se à forma delas...
E isso, de uma certa maneira, diz mais.
As palavras são encantadas pelas pessoas à sua maneira...
Não existe uma interpretação objetiva, um motivo maior...
E tudo que preciso fazer é jogar tintas numa tela branca.
Quero das minhas palavras o que elas são:
Expressão...
.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
Marés...
As ondas em mim se quebram...
Ossos.
Nos
Sangue que verte pela boca...
Contra paredes de estilhaços e arrastam...
Arr...
....anhando
tudo
[por dentro],
rasgam-me a garg[alhada],
a garg[anta]
e saltam-me
aos olhos...
Cacos de vidro,
ca
cos de grit
os,
estilh
aços
de-mim...
E se que
bram contra meus
Ossos.
Nessas
marés vio...
lentas
e no meu peito abe...
...rto e sem dúvida.
Nos
meus ol...
...hos
em
cascata,
[em fuga]...
[em fuga]...
Sangue que verte pela boca...
Marés abalam todos-meus oceanos...
G Mais alto
R Que Nada sacia...
I Atormenta...
T E me livra
T E me livra
O De mim...
Só.
A par...
...tir
[ De Hoje, chove..]
.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Mar...
Só conseguia ouvir das conchas...
[as ondas]
Ecos das minhas próprias palavras.
Todo resto era...
[mudo]
[ensurdecido]
Arrastado pela maré do que esqueci.
[...]
.
sábado, 22 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
poema-fiado..
Meu coração desfiado;
Desafiado, me cortou.
Era afiado.
O meu amor,
como era...
Era...
.
Desafiado, me cortou.
Era afiado.
O meu amor,
como era...
Era...
.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
força...
"nada é mais sutil que a água, no entanto nenhuma violência ou agressividade no mundo pode dobra-la"
Conhecer e incorporar as fraquezas, fortalece.
Saber quando parar, ou o limite, saber onde não dá conta, seus pontos fracos e seus medos.
Deixa-los fazer parte e lidar com eles de maneira limpa, direta...
A força é forte realmente quando reconhece sua fraqueza, do contrário é apenas rigidez.
Importante então, respeitar a fraqueza. Não rejeita-la, nem cultiva-la. É mais um rio que nos atravessa e assim, faz parte de nós, ela integra nossa força, não a diminui.
A Árvore rigida, que se pensa forte,se quebra sob a tempestade.
A Árvore que sabe se curvar, permanece, perde suas folhas sob a tempestade,
mas floresce na mudança...
.
Conhecer e incorporar as fraquezas, fortalece.
Saber quando parar, ou o limite, saber onde não dá conta, seus pontos fracos e seus medos.
Deixa-los fazer parte e lidar com eles de maneira limpa, direta...
A força é forte realmente quando reconhece sua fraqueza, do contrário é apenas rigidez.
Importante então, respeitar a fraqueza. Não rejeita-la, nem cultiva-la. É mais um rio que nos atravessa e assim, faz parte de nós, ela integra nossa força, não a diminui.
A Árvore rigida, que se pensa forte,se quebra sob a tempestade.
A Árvore que sabe se curvar, permanece, perde suas folhas sob a tempestade,
mas floresce na mudança...
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
fraqueza...
O olhar insuficiente, a presença insuficiente...
O que está fora de alcance, as tantas falhas e brechas em mim.
Escondo à sombra todas as minhas trincas.
E gravo na pele a culpa que não deixo ficar na memória.
E guardo o que não cabe aqui fora...
Alguém me disse, não tem tanto tempo...
"Muito forte também é ruim, Thiago".
E eu não entendia...
não entendia...
forte demais quebra...
um dia quebra...
.
O que está fora de alcance, as tantas falhas e brechas em mim.
Escondo à sombra todas as minhas trincas.
E gravo na pele a culpa que não deixo ficar na memória.
E guardo o que não cabe aqui fora...
Alguém me disse, não tem tanto tempo...
"Muito forte também é ruim, Thiago".
E eu não entendia...
não entendia...
forte demais quebra...
um dia quebra...
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