quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
vento quebrado
O mundo trivial se torna a meta...
Todas as forças necessárias pra acabar
Mundo arco e seta
Fugir pra poder respirar
Prender o ar e soltar a alma
[desalcançamentos me acalmam...
...derrota por definição]
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Co-medimentos...
Quero um encantamento assim - encantado, mas também preguiçoso.
Dedicado, mas esquecido e as vezes relapso também,
Não quero uma paixão exponencial, sempre crescente, desmedida.
A quero morna, assim, até um pouco sem graça,
Ou melhor, que não precise ter graça o tempo todo,
Só em alguns momentos.
Quero uma meia verdade,
Uma dedicação comedida,
Uma entrega reservada,
A quero tanto,
Como uma tarde preguiçosa de domingo.
[E deitar no chão pra olhar o céu]
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Dedicado, mas esquecido e as vezes relapso também,
Não quero uma paixão exponencial, sempre crescente, desmedida.
A quero morna, assim, até um pouco sem graça,
Ou melhor, que não precise ter graça o tempo todo,
Só em alguns momentos.
Quero uma meia verdade,
Uma dedicação comedida,
Uma entrega reservada,
A quero tanto,
Como uma tarde preguiçosa de domingo.
[E deitar no chão pra olhar o céu]
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domingo, 16 de dezembro de 2012
De[s]afeto
Afeto é fato,
De efeito, naquilo que mais falta...
Desfeito em silencio de mim...
Desafeito,
De nada, nenhuma, do desafeto em pó
Defeito do tempo
[E mais nada...]
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De efeito, naquilo que mais falta...
Desfeito em silencio de mim...
Desafeito,
De nada, nenhuma, do desafeto em pó
Defeito do tempo
[E mais nada...]
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Não-palavras...
E no que eu não digo, tanto digo.
Que não me cabe em palavra, nem em alma...
Que as vezes desconheço, ou finjo desconhecer.
Que o corpo diz, o tempo todo,
Que todas as não-palavras contam,
Não há segredos nos meus olhos,
Nem minhas mãos,
Ou nos abraços...
.
Que não me cabe em palavra, nem em alma...
Que as vezes desconheço, ou finjo desconhecer.
Que o corpo diz, o tempo todo,
Que todas as não-palavras contam,
Não há segredos nos meus olhos,
Nem minhas mãos,
Ou nos abraços...
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Coisas demais...
Desde pequeno mãe sempre brigou muito por causa da desorganização de minhas coisas. Até hoje, na republica onde moro, por uma certa ordem às coisas é complicado. Não gosto de guardar as coisas que quero ter à mão rápido, cadernos, lápis canetas e essa mesma justificativa vai se aplicar a copos, livros, textos da faculdade. O resultado é uma mesa onde ninguém mais lembra qual é sua cor, nem tem dimensão de quantas manchas de café e coca-cola já grudaram as folhas todas por baixo.
Mas há outra sujeira, a sujeira que faz tudo continuar parecendo sujo mesmo quando colocamos "os textos no lugar". É o excesso, os lugares onde estamos, quartos, salas , casas, estão abarrotados e de coisas, eletrônicos, brinquedos, papeis, papeis e papeis, contas, livros textos, etc. Vamos comprando coisas, e cada vez menos espaço existem para colocar essas coisas... Cada vez mais a impressão de estarmos num ambiente cada vez mais sujo.
Ficamos sem espaço que é ocupado pelas coisas e mais coisas que acumulamos. E não adianta passar um pano, empilhar as coisas de um lugar para o outro é só mudar a bagunça de lugar, não importa o quanto você varrer, essa sujeira não é pó.
O problema está na quantidade de coisas que se tem, o no mal hábito de sempre adquirir mais e mais. Daí, a sensação mais forte que me vem depois de dar uma geral na casa (e olha que ainda faltaria muita coisa) é que não ficaríamos tão orgulhosos do que temos se cada um de nós, por conta própria tivesse de zelar e cuidar por tudo o que tem. Eis a mais simples solução para a desigualdade social, que cada um só possa ter aquilo pelo qual possa cuidar e zelar. É uma brincadeira, mas me divirto ao pensar de que não daríamos conta, de que o nosso modo de vida excessivo, ficaria expresso diante de nós, e quando nosso cansaço fosse o limite, deveríamos parar e jogar fora, ou passar adiante, tudo aquilo que não conseguimos manter.
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Mas há outra sujeira, a sujeira que faz tudo continuar parecendo sujo mesmo quando colocamos "os textos no lugar". É o excesso, os lugares onde estamos, quartos, salas , casas, estão abarrotados e de coisas, eletrônicos, brinquedos, papeis, papeis e papeis, contas, livros textos, etc. Vamos comprando coisas, e cada vez menos espaço existem para colocar essas coisas... Cada vez mais a impressão de estarmos num ambiente cada vez mais sujo.
Ficamos sem espaço que é ocupado pelas coisas e mais coisas que acumulamos. E não adianta passar um pano, empilhar as coisas de um lugar para o outro é só mudar a bagunça de lugar, não importa o quanto você varrer, essa sujeira não é pó.
O problema está na quantidade de coisas que se tem, o no mal hábito de sempre adquirir mais e mais. Daí, a sensação mais forte que me vem depois de dar uma geral na casa (e olha que ainda faltaria muita coisa) é que não ficaríamos tão orgulhosos do que temos se cada um de nós, por conta própria tivesse de zelar e cuidar por tudo o que tem. Eis a mais simples solução para a desigualdade social, que cada um só possa ter aquilo pelo qual possa cuidar e zelar. É uma brincadeira, mas me divirto ao pensar de que não daríamos conta, de que o nosso modo de vida excessivo, ficaria expresso diante de nós, e quando nosso cansaço fosse o limite, deveríamos parar e jogar fora, ou passar adiante, tudo aquilo que não conseguimos manter.
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domingo, 25 de novembro de 2012
Os tempos...
Tentam me dizer daquilo que deveria fazer meu coração, daquilo que deveria querer...
Sou uma traição ambulante nesse sentido, raramente correspondo ao que esperam e mesmo correspondendo, cumpro num certo desleixo, intencional.
Certas noites, como esta, me dão confiança de que meu coração não bate no lugar errado, nem do jeito errado. Que meus tempos tem lá seu valor, que eu sei o que é importante pra mim, e quem... e quanto.
Tanto faz se eu preciso acordar cedo, tanto faz os compromissos, deveres, responsabilidades. Tem horas que essas horas faltam e se tornam horas de prosa, as vezes amargurada, mas que de tempo em tempo transformam, nem que só por um tempinho, dor em riso...
Minha Alquimia favorita - Atemporal.
Nesse lugar sem tempo de relógio, nesse espaço compartilhado, sem ser preciso dizer uma palavra - de olhar nos olhos - a gente se entende. E diz, porque quer dizer e não porque precisa, e muda o tempo, acaba chuva e as horas se passam...
E a gente se espanta.
E se reconhece...
E ainda quero vê-la tocar piano.
[Boa noite]
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Sou uma traição ambulante nesse sentido, raramente correspondo ao que esperam e mesmo correspondendo, cumpro num certo desleixo, intencional.
Certas noites, como esta, me dão confiança de que meu coração não bate no lugar errado, nem do jeito errado. Que meus tempos tem lá seu valor, que eu sei o que é importante pra mim, e quem... e quanto.
Tanto faz se eu preciso acordar cedo, tanto faz os compromissos, deveres, responsabilidades. Tem horas que essas horas faltam e se tornam horas de prosa, as vezes amargurada, mas que de tempo em tempo transformam, nem que só por um tempinho, dor em riso...
Minha Alquimia favorita - Atemporal.
Nesse lugar sem tempo de relógio, nesse espaço compartilhado, sem ser preciso dizer uma palavra - de olhar nos olhos - a gente se entende. E diz, porque quer dizer e não porque precisa, e muda o tempo, acaba chuva e as horas se passam...
E a gente se espanta.
E se reconhece...
E ainda quero vê-la tocar piano.
[Boa noite]
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
Trincado...
(Um Poema Bêbado)
O Sorriso trincado no rosto...
O Sorriso trincado no rosto...
As palavras ácidas na boca e o gosto doce na língua,
O olhar distante e nublado,
E as preocupações na borda da berada
[caindo e se espatifando.]
As mãos voltadas pra fora, em gestos rápidos, perdidos, e ansiosos...
[O Corpo quebrado pra fora]
Os pés pra dentro, em passos que tropeçam, desequilíbrios caminhantes...
[A Alma quebrada pra dentro]
Uns dizem, loucura...
Outros, chamam de solidão...
[Eu, chamo de conhaque...]
Não sabem que nelas,
Eu me reconheço...
[E bebo...]
O Sorriso trincado no rosto,
A alma rachada na pedra
Um espelho estilhaçado de mim mesmo...
[E um frio na barriga...]
Não me deixam mentir...
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