Fico a imaginar, que seria de minha vida contigo?
O que seria de tua vida pra ela?
Sua sombra enorme sobre a parede tem formas que
assombram nossos sonhos e nossos pesadelos...
És uma pequena sombra fantasma a nos pregar peças nas horas distraídas.
Será mesmo sombra? Ou assombração?
Não... não serias a sombra, mas sua criadora.
Incógnita a projetar outra sobre nossas vidas...
Vida a se projetar sobre nossas incógnitas?
perguntas escondidas.
respostas não dadas.
surrussos e vozes baixas...
Não carece preocupar,
São apenas as sombras na parede..
A nos pregar peças...
[distraídos...]
.
.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Vó...
Ontem alguém me disse que quando alguém está muito doente, as vezes, só está esperando por um filho que ainda não conseguiu estar por perto, ou um neto quem sabe. Pra depois poder ir...
E você ainda me deu um tempinho pra chegar em campinas, descansar e ajeitar as minhas coisas. Espero que se encontre com Vô logo e de-lhe um abraço forte. Também com o Bisavô que tu tanto sentia falta, e com a Bisa, que me esperou também, antes de ir...
Leve as notícias daqui. Vá tranquila.
Já estou com saudades.
.
E você ainda me deu um tempinho pra chegar em campinas, descansar e ajeitar as minhas coisas. Espero que se encontre com Vô logo e de-lhe um abraço forte. Também com o Bisavô que tu tanto sentia falta, e com a Bisa, que me esperou também, antes de ir...
Leve as notícias daqui. Vá tranquila.
Já estou com saudades.
.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
As respostas...
Os caminhos estão ali, apontados.
Prontos, definidos e separados.
Não faltam vozes para aponta-los;
Não faltam direções.
[e eu inteiro, descaminho.]
"Faça isso", "Por aqui", "é disso que você precisa"...
Sabem o que me falta, mais do que eu sei de mim mesmo.
Sabem para onde devo ir, mais do que eu mesmo.
Sabem respostas de perguntas que não fiz.
Repetem. Repetem e repetem...
As Respostas são, no geral, apenas uma máxima, que, se seguida seriamente, resultará de maneira inevitável
no alívio de qualquer angustia, de qualquer mágoa ou ferida. E a continuidade de qualquer misérias, seria fruto apenas da "falta de comprometimento" assíduo com essa verdade dita.
Olho com desconfiança para as linhas traçadas, para essas respostas dadas.
Minhas perguntas são tortas...
E nem sempre as conheço.
.
Prontos, definidos e separados.
Não faltam vozes para aponta-los;
Não faltam direções.
[e eu inteiro, descaminho.]
"Faça isso", "Por aqui", "é disso que você precisa"...
Sabem o que me falta, mais do que eu sei de mim mesmo.
Sabem para onde devo ir, mais do que eu mesmo.
Sabem respostas de perguntas que não fiz.
Repetem. Repetem e repetem...
As Respostas são, no geral, apenas uma máxima, que, se seguida seriamente, resultará de maneira inevitável
no alívio de qualquer angustia, de qualquer mágoa ou ferida. E a continuidade de qualquer misérias, seria fruto apenas da "falta de comprometimento" assíduo com essa verdade dita.
Olho com desconfiança para as linhas traçadas, para essas respostas dadas.
Minhas perguntas são tortas...
E nem sempre as conheço.
.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Ecos da rua...
[Me perco, vou parar num bairro onde não conheço. Ao longe, ouço a briga de um casal, coisas arremessadas e gritos; O motorista e a cobradora do ônibus, me indicam gentilmente qual ônibus pegar pra voltar pra barão, estão insatisfeitos, porque andam cobrando-lhes passar sempre no horário - com algum infeliz que fica parado em algum ponto específico, marcando o horário que o ônibus passa... e o comentário vem claro: "é por isso que ninguém gosta de trabalhar aqui, manda vir com a gente fazer o que a gente tem que fazer, passar pelo que a gente passa". De volta ao ônibus correto, paramos num sinal, onde percebo pessoas que dormem ao relento, no chão de uma praça... ouço, sem vontade, o "jornal do Senado", numa espécie de programa de rádio que toca em todas as estações: 'a voz do Brasil', tal como na ditadura... inclusive... a trilha sonora não me parece ter mudado... Um senador fala de lideranças... e de que a "rua pode trazer a indignação" mas são as "lideranças que fazem"... O sinal abre... e aos poucos aquelas pessoas ali deitadas somem do meu campo de visão... O senador... continua falando...
"as ruas trazem a conformidade e a desconformidade"... e o onibus continua...
Chego em casa com a lembrança curiosa de que se por acaso minha passagem custasse 30 centavos a mais... eu estaria numa encrenca, nao muito grande... mas em alguma. Me lembro de tudo que vi... e sento pra escrever... e lembro da frase, de São Paulo, escrita em vermelho sobre o fundo preto:
"Não é só por 20 centavos..."]
E a frase continua a ecoar...
"as ruas trazem a conformidade e a desconformidade"... e o onibus continua...
Chego em casa com a lembrança curiosa de que se por acaso minha passagem custasse 30 centavos a mais... eu estaria numa encrenca, nao muito grande... mas em alguma. Me lembro de tudo que vi... e sento pra escrever... e lembro da frase, de São Paulo, escrita em vermelho sobre o fundo preto:
"Não é só por 20 centavos..."]
E a frase continua a ecoar...
sábado, 27 de julho de 2013
De perto... de longe...
Perto da gente...
Gente que passa e que chega.
Uns que foram embora sem se despedir,
outros que viraram silêncio,
De uns que fui embora,
e d'Outros que fui silêncio,
Olho com olhos curiosos...
Para os que foram se me avisar...
Mas de certa forma os entendo, nas minhas idas.
(Só não deixa de lado minhas saudades)
Palavras ressoam...
(Estar um tempo junto, pra depois não...)
Como nos tornamos esse ir e vir,
Encontro e despedida.
(Reencontro? As vezes, quem sabe...)
De perto, me lembro
De longe;
Há tanto tempo, tão inesperado
Quem foi, e quem chega.
.
domingo, 21 de julho de 2013
Opostos...
Escuridão e luz, são opostos?
Fogo e água? Ar e terra?
Amar pode ser odiar,
E ressentimento, saudade, falta, carência...
Só pode se encontra quem um dia esteve perdido.
E só se mata a sede de quem a tem...
A morte é a ausência da vida?
Onde estão essas fronteiras, senão nos olhos que as enxergam?
No final, talvez.. a Luz e a escuridão, nunca se viram... nem se falaram.
Se tornaram inimigas por nossas palavras... mais do que nas suas diferenças, tão parecidas..
Os opostos, muitas vezes são parecidos.
E em algumas vezes, semelhantes...
Ao ponto de me perguntar..
"Existem mesmo esses opostos?"
.
Fogo e água? Ar e terra?
Amar pode ser odiar,
E ressentimento, saudade, falta, carência...
Só pode se encontra quem um dia esteve perdido.
E só se mata a sede de quem a tem...
A morte é a ausência da vida?
Onde estão essas fronteiras, senão nos olhos que as enxergam?
No final, talvez.. a Luz e a escuridão, nunca se viram... nem se falaram.
Se tornaram inimigas por nossas palavras... mais do que nas suas diferenças, tão parecidas..
Os opostos, muitas vezes são parecidos.
E em algumas vezes, semelhantes...
Ao ponto de me perguntar..
"Existem mesmo esses opostos?"
.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
dia
(...) fecha a porta da casa, deixando assim todos os barulhos do mundo pra fora.
senta-se apoiando as costas na porta, só pra ter certeza de que nenhum barulho
tentará passar.
E assim fica, por algum tempo... (quanto tempo mesmo?)
(...)se levanta, meio sem jeito, o corpo inteiro doí. Mas outras coisas conseguem doer ainda mais.
tira o calçado com desleixo e deixa os pés sentir o frio do chão de pedra.
Pega o telefone... disca uma, duas, três vezes.. sem resposta,
ou sem resposta que ouvisse...
Deixa o telefone fora do gancho... e saí.
Ali no quintal, esse pedaço de refugio a céu aberto, a Lua cheia e as estrelas contemplam o mundo à distancia. O vento frio arrepia-lhe a pele, recostada na porta de metal, observa a grama, meio umida, imaginando que tipo de bichinhos andariam por ali àquela hora... e quais seriam , afinal, suas preocupações.
(teriam eles, essas preocupações?)
Ela se levanta e saí, olha pro telefone fora do gancho. Fica ali, olhando...
[saí... entra no quarto e fecha a porta.
até amanhã]
.
senta-se apoiando as costas na porta, só pra ter certeza de que nenhum barulho
tentará passar.
E assim fica, por algum tempo... (quanto tempo mesmo?)
(...)se levanta, meio sem jeito, o corpo inteiro doí. Mas outras coisas conseguem doer ainda mais.
tira o calçado com desleixo e deixa os pés sentir o frio do chão de pedra.
Pega o telefone... disca uma, duas, três vezes.. sem resposta,
ou sem resposta que ouvisse...
Deixa o telefone fora do gancho... e saí.
Ali no quintal, esse pedaço de refugio a céu aberto, a Lua cheia e as estrelas contemplam o mundo à distancia. O vento frio arrepia-lhe a pele, recostada na porta de metal, observa a grama, meio umida, imaginando que tipo de bichinhos andariam por ali àquela hora... e quais seriam , afinal, suas preocupações.
(teriam eles, essas preocupações?)
Ela se levanta e saí, olha pro telefone fora do gancho. Fica ali, olhando...
[saí... entra no quarto e fecha a porta.
até amanhã]
.
Assinar:
Postagens (Atom)
