quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Para minha Amiga e Companheira...


Hoje quero esquecer as palavras certas, e pedir para que esqueça as suas.
Até porque, hoje as palavras me fogem, por ter coisas demais para dizer, sem saber como dize-las
Quero que o tempo, cesse. E nem exista por alguns momentos, mesmo que seja, enquanto lê isto.
"Uma data não é importante porque muda um numerinho... é importante porque reforça a dimensão do tempo que estamos lutando" e eu e você sabemos muito bem, "a vida é muito, sem ser excesso", não sei as palavras mágicas, as palavras certas, mas tento instigar sua memoria, gostaria que se lembrasse e tentasse sentir novamente o que sentiu, nos momentos que se lembra, ao longo da sua vida, nos momentos que te marcam.
E isso, é teu, acima de tudo, você pode até compartilhar com os outros, mas é sua, sua História.
E eu digo, mesmo sendo suspeito para dizer, que é uma História que eu gosto bastante, sem conhecer tudo de uma pessoa, que conhecendo, e até sem conhecer, eu admiro.
Hoje, eu brindo, eu brindo a você e a sua força de vontade incrivel, eu brindo ao seu jeito de transbordar amor como só você consegue, a inteligencia que me espanta, ao carinho que não te falta, nas palavras e nos modos, a força que sabe ser forte, sem deixar de ser gentil, a dedicação que nunca faltou para com ninguem, mesmo com aqueles que não conseguem perceber seus sacrificios, e aqueles que percebem, confirmam o que digo.
E ouse sorrir quando lhe digo isso, porque mesmo que te conhecesse menos, eu te admiraria pelo que se tornou, em como você se construiu e se constroi ao longo desses 17 anos de vida.
E talvez, seja o único tempo que eu tolere agora, o seu tempo.
E se o Sol se põe tão bonito para te trazer um fragmento da minha alma, eu garanto que um fragmento grande de mim, já está com você , em nós, porque eu fui conquistado por essa pessoa incrivel que conheci, que cego, poderia ver esse amor radiante que é tão seu...
Expresso nesse sorriso lindo, no brilho do olhar, no carinho dos abraços e das palavras, na presença por mais ironico que isso pareça para nós e em mais um monte de coisas que não são menos importantes porque me fogem a memoria agora... xD
Que os ciclos da sua vida, que seus anos de luta permitam ver a pessoa incrivel que você se tornou! Que o teu cansaço e as tuas angustias, sejam, aceitaveis, ainda mais para alguem que luta tanto e pede tão pouco.
Você não está sozinha, se o fardo pesar, seus amor já nos conquistou, alegres dividiremos o fardo com você. =)

Hoje eu brindo a você, Ana Luiza Rocha do Valle!
Minha amiga e companheira!

Feliz Aniversário!

Eu Amo Você.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Para tocar o chão com as mãos e ver com os próprios olhos...

Tocar o chão com as mãos.
Sentir a terra.
Ver com os próprios olhos,
É tudo diferente de quando te contam como é.
É tudo, aquilo que vc acha que é.
Como é quando a gente se corta?
Como é arrastar as mãos pela terra suja e senti-la entrar em suas unhas?
Como é sentir o sal do mar na tua pele banhada pelo sol do verão?
Como é respirar depois de um minuto de baixo da água?
Como é saltar na Lua?

As coisas são para nós como as percebemos.
É importante sentir, para poder ter uma opinião.
Cada um de nós, acha, pelo aquilo que lhe contaram, mas
quando sente, sente pra si, é diferente e não dá pra explicar,
por isso, que quando nos contam, é díficil que quando fazemos, é diferente.

Senti uma vez,
Necessidade de ir além das afirmações dos meus parentes.
Dos meus professores.
Dos meus amigos.

Sinto agora,
Necessidade de ver as coisas com meus olhos,
De tocar o chão com as mãos e saber se a sensação de
arrastar as mãos na lama,
de deitar no chão sujo,
de olhar as pessoas nos olhos,
é tão assim como as pessoas dizem,
Ou como será pra mim

A inversão dos meus conceitos.
Pode ser, na verdade,
a Construção dos meus conceitos...

Porque quando paro para pensar naquilo que me deram
Se mudo, é porque não me satisfaz.
Correto?
Não sei, talvez, até para escolher podemos ser influenciados,
Mas ainda que influenciados, podemos escolher.
Construir-se, assim, não é tarefa fácil...

E é disso que possuo necessidade...
De estar além das opinões alheias.
De estar acima do normal e dos conceitos,
Não por me considerar melhor,
Mas para poder descobrir a mim mesmo,
O que penso disso? E disso? E daquilo outro? O que penso das coisas?
O que quero ser? Como me insiro no meio disso tudo?
Quem sou eu, no meio disso tudo? Quem sou eu, a parte disso tudo?

Por isso,
Mais agora do que antes,
E mais a cada instante,
Quero sentir de perto, as injustiças que me revoltam,
A indiferença que mata, nossa fraqueza e nossa fortaleza,
A superação e o fracasso,
Quero conhecer vários,
Outros seres humanos e ser mais do que ouvinte de suas vidas.
Quero toca-las com a minha.
Quero ser tocado, pela delas.

Para que com humanidades,
Possa ser humano (cada vez mais)
Para que alguns seres humanos
Possa humanizar.

Quero que possamos todos,
Sentir também,
Com cada um, cada coisa,
Em seu próprio modo,
Para seus próprios propositos.


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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Educação e transformação...

Sem muitos fundamentos teóricos, ou aprofundamento no assunto, mas acho que vale a pena escrever a respeito...

A Educação pode ser uma ferramenta de transformação:primariamente do individuo, e através da transformação dos individuos, da formação destes, transforma toda a sociedade.
Mas isso também permite que seja utilizada para controlar a sociedade,
um exemplo:
Quando dizem que a educação tem que ser isenta, que não deve intervir na familia ou se posicionar em relação a sociedade creio que estamos falando, então, de uma educação caolha, porque não é possivel nos excluirmos da sociedade e como a escola e a educação é constituida por pessoas (nós), não é possivel essa isenção, e acaba que essa isenção se manifesta de uma outra forma: potencializa a passividade política de nossas classes, a partir que ignora a política desde a formação básica do individuo durante sua infancia.
Esse modelo se reproduz em grande parte das escolas e ainda é, na prática, dominado por um autoritarismo que vem, culturamente, de nossos lares. Essa outra asa maligna da "deseducação", cria nosso hábito de não tolerar os questionamentos dos pequenos, das crianças, que gera, no futuro, um aprendiz que não quer mais aprender, porque teve seu interesse assassinado logo na infancia.
O modelo da nossa educação e seu alcance limitado criam uma realidade bastante complexa no Brasil: Muitos são os que não podem estudar em nosso país e dentre aqueles que podem, o sistema provoca uma formatação que castra o individuo de uma certa capacidade de senso critico, só não acontecendo em raras excessões em que ocorre uma negação desse sistema.
Assim, as escolas acabam por gerar continuadores: pessoas que apenas querem continuar a exercer algo que outro exercia e a viver para si mesmas acima de qualquer "dever e direito que possuem como cidadãos", acabam sendo como engrenagens novas de uma grande maquina e isso é muito triste.
Creio que como um primeiro passo para escapar desse grilhão, é instigar em nossos alunos a capacidade de questionar e sua inserção no contexto em que estamos envolvidos, ou seja, justamente o contrário daquilo que comumente é feito. Isso em questão de modelo, não há como avaliar a prática pessoal de cada professor, tenho professores fantasticos e conheço outros tantos que adoraria ter aula com eles que são excelentes e conseguem quebrar vários grilhões, embora continuem a ser esmagados pelo sistema.
É preciso levar em conta que é um trabalho humano, ou seja, por mais que haja uma mudança no sistema, devemos levar em conta a realidade das pessoas com quem estamos trabalhando e fazer todo o possivel para reascender a esperança e a perspectiva de mudança dessas pessoas, bem como a capacidade de liderar as lutas por estas mudanças! E ter em mente que podemos não ser bem sucedidos em nossos objetivos, mas que cada um já trará um sentimento tão bom que fará valer todas as lutas, fracassos, lagrimas e sucessos.
E a partir daí, com novas pessoas, com novas ideias, almejando mudanças, acho que a sociedade mudará por própria conta, propondo novas coisas , criando um sistema que consiga trazer para uma gama maior de seres humanos, prosperidade, satisfação e felicidade, ou pelo menos que permita que isso aconteça.

Meus agradecimentos os mestres que antes de nós observaram com muita inteligencia esse mecanismo, a todos os educadores do passado, do presente e do futuro.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Decadencia de Maugrim

"Venham meus caros e sentem-se, mas por favor não se sintam muito confortaveis.
O conforto vos fara baixar a guarda e aqui... isso pode ser um tanto perigoso...
Essa terra vasta é cheia de mistérios além de suas imaginações e agora me relembro de uma trágica história que vou lhes contar..."

Quem aqui já ouviu falar dos anões? Eles são um povo endurecido como as rochas que cavam em suas profundas minas, muito organizados, com um apreço grande por aquilo que constroem, sejam armas, sejam estruturas de engenharia admiravel, são dedicados à familia e à raça com absoluta presteza e vivem em torno de quatro a cinco séculos... vivem muito para nós.
E a nossa história é a história de um infeliz anão! Que dizem, até hoje, murmurra frases de ódio contra sua raça e seu rei, nas montanhas cinzentas, dizem que seu ódio é tão pronfundo que é possivel ouvir seus sussurros reptidos, carregados pelo vento, para alertar os tolos que ali não é seguro...
Mas ainda assim muitos vão! Para tentar furtar os tesouros admiraveis criados e obtidos pelo anão.
Há muito tempo, antes de mim, de você, e acho que de quase toda essa terra, Maugrim, um artesão da raça anã, renomado por sua incrivel capacidade decidiu que queria sair das terras de seus ancestrais, aprender mais, ver mais coisas e trazer metais novos, que pudesse trabalhar e criar maravilhas impressionantes. Lógico que havia uma questão maior por trás disso, Maugrim tinha seu coração preso a Luneria, uma cleriga de Moradim, o criador dos anões e ela partiria com uma expedição para as terras externas, para investigar o desaparecimento de uma patrulha das montanhas e o aparecimento de criaturas terriveis na região, suspeitavam de um morto vivo...
Luneria estava prometida ao soldado que iria liderar a expedição Regdar, um nobre guerreiro, considerado um de maior potencial de todo o reino e muito estimado por Durandor, o rei.
Maugrim se uniu a eles sobre voto de confiança do rei, que poderia contribuir com as magias que aprendera para moldar o ferro e compreender a terra, um raro mago anão, mas principalmente artesão.
Durante as viagens Maugrim tentou se aproximar de Luneria mas ela só tinha olhos para Regdar e um ódio profundo começou a se instalar no coração do nobre Maugrim. Mais tempo durante a missão e perceberam que a fonte do mal provinha de uma residencia de um mago humano, um homem que desafiava a vida e a morte, um depravado necromante!
Na torre do mago Maugrim foi capaz de evitar grandes perigos e mostrou valor maior do que nos confrontos anteriores e finalmente chamou a atenção de Luneria.
O poderoso necromante da torre atacou os aventureiros com seus servos mortos-vivos até seus limite e então foi ao encontro deles.
Já haviam se passado dias e Luneria se aproximou de Maugrim de um jeito que Regdar não gostou e começou a desejar que o companheiro morresse na incursão.
Quando o poderoso necromante chegou ao comodo, aparentemente se expondo aos aventureiros é que se deram conta que o inimigo não era um mero mago humano e sim um morto vivo também, do tipo mais atemorizante: um vampiro!
A luta foi dura contra o grupo e eles foram obrigados a recuar, uma tática bolada pelo próprio Regdar que tinha outros planos em mente: criar uma oportunidade para se livrar de Maugrim e expo-lo a um ataque direto do vampiro. O plano fracassou e eles foram encurralados, Luneria jazia inconsciente e os dois anões cercados pelos varios servos mortos vivos e o vampiro.
O ódio entre os rivais veio a tona e em meio ao combate começaram a discutir, o vampiro, interessado no conflito, ordenou que seus servos parassem e apenas observava...
Maugrim era um artesão hábil, porém não era um bom guerreiro, quando ameaçado pelo poderoso Regdar ele recuou e caiu pateticamente no chão, humilhado e em seus olhos um ódio raro ia crescendo. Um sentimento perigoso caros ouvintes!
Então o vampiro já tinha o teatro que precisava para lançar em danação pior que a morte os pobres anões e o combate que se seguiu foi uma mera encenação.
Os mortos vivos foram facilmente derrotados por Redgar e aparentemente ele havia decepado a cabeça do vampiro. Uma mentira, havia apenas decepado a cabeça de mais um zumbi, enquanto o vampiro se escondia e observava lançando suas magias mais poderosas para se ligar mentalmente a Maugrim.
Por que a Maugrim? Ora, ambos eram arcanos! O necromante não gostava dos brutos guerreiros e preferia atormenta-los, se Maugrim cooperasse receberia davida maior que ele poderia dar: a imortalidade, além disso, não que tenha vasta experiência, mas imagina passar séculos sem ninguem para conversar? Mesmo o coração egoista de um vampiro ainda é atormentado por sentimentos confusos! Eu mesmo já tive uma amiga raptada porque um desses se sentia solitário demais, bom, mas isso é outra história hehehe. continuemos...
Maugrim começou a ter sonhos durante a viagem de volta e se tornou recluso, maquinava coisas sombrias em sua mente, tinha sonhos onde elas se concretizavam.
Numa noite então decidida o vento do acaso, ou melhor, a mão do necromante, pesou a favor de Maugrim e eles foram atacados na perigosa estrada do Abismo: uma perigosa estrada na beira de um abismo profundo, no alto das montanhas cinzentas, aliás costumam até dizer que lá há uma passagem para o Reino Cinzento.
A batalha nas montanhas foi dura para Regdar, os mortos pareciam querer sua carne, e quando menos esperava uma explosão, Maugrim usara uma magia poderosa em uma parte mais alta da montanha provocando um deslizamento, mas a tragedia o perseguiu, sua vilania foi punida com a culpa de ter matado não só a seu rival, mas a sua amada: Luneria correu para tentar proteger Regdar, por dentro se sentia dividida e via as diferenças entre os dois aumentarem, queria que fossem amigos, foi seu ultimo sacrificio...
Luneria foi arrastada, assim como Regdar para o profundo abismo...
Maugrim se deixou cair na neve e os servos do Necromante o levaram.
"Te darei poder além da vida, poder até para trazer sua amada de volta, se aceitar se tornar um leal servo meu." Disse o mago maligno
Em desespero o pobre anão aceitou!
E se tornou uma depravação da honra, lealdade e longevidade inspirados por sua raça, se tornou um vampiro.
Mas o destino não foi menos cruel que isso, não conseguiu jamais retornar a seu lar,
foi escravizado por anos pelo "mestre necromante", e finalmente quando se livrou de seus grilhões, descobriu que estava muito além do seu poder manipular a vida a ponto de trazer sua amada de volta, aliás, que a vida e ele, já haviam se tornado opostos entre si.
Abandonado ele passou a vagar solitario pelas montanhas, não aceitando sequer a presença de outros mortos vivos, e canta um lamento triste, sobre sua própria história e murmurra sua própria desgraça que é carregada pelo vento para que todos possam saber...
O sinal de sua existencia são as esculturas encontradas nas cavernas das montanhas cinzentas, sempre mostrando três anões, aparentemente unidos, felizes e amigos...

Por isso caros ouvintes! Cuidado com o que desejam e não permitam nunca que os sentimentos pervesos os dominem! Ou eles saberão se aproveitar disso..."

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Quem entende? Coisas da Comunicação

Deslizes de comunicação acontecem, a minha volta os vejo por todo lado...
E falar disso me lembra de alguem que me contou, de uma frase de outra pessoa,
que a gente só sabe o que disse depois que a pessoa te respondeu... Ou algo assim (entenderam?)
As pessoas não ouvem aquilo que dizemos, interpretar é mais do que apenas absorver o que foi ouvido, também é mais que tirar conclusões, mas vamos tomar que seja por aí e então passamos a entender que a medida que somos seres humanos diferentes, pra ser mais exato únicos, várias vezes aquilo que dizemos pode não ser aquilo que os outros ouvem.
Não quer dizer que não saibamos nos expressar, na verdade sabemos e são incrivelmente variadas as formas, sou encantado com as maneiras de se expressar das pessoas e presto bastante atenção a isso, os minimos trajeitos, os olhares, a intonação da voz e as palavras usadas e os gestos são formas de comunicação amplas e interessantes, mas por outro lado apesar de conseguirmos nos entender, nossa capacidade é limitada e, mas embora não possamos nos compreender inteiramente, podemos nos compreender e, por enquanto, isso basta, mas há vezes em que interpretamos coisas bem diferente daquilo que queriam nos dizer, ou interpretam aquilo que queriamos dizer muito diferente daquilo que queriamos dizer...
Eu entendo que seja normal que consigamos nos comunicar melhor com aqueles que se "alinham" de uma certa forma conosco e esse "alinhar" é um alinhar-se de forma ampla, em preferencias em comum e contextos: político, economico e socio-cultural.

Será que também temos uma necessidade de nos expressarmos? Por isso tantas formas diferentes, e incrivelmente interessantes?

Cada gesto, cada olhar , pensamento, frase solta, palavra, cada aperto de mão , abraço, cada passo dado ao lado, cada corpo se aproximando, isso torna praticamente tudo uma comunicação.
Desde desenhos até a lingua dos bebês...
Acho que são perguntas relevantes a quem pretende ensinar pessoas de realidades muito diferentes e pessoas muito diferentes.
E também a um ser humano, que muitas vezes quis dizer algo e ouviu as pessoas entenderem errado o que queria dizer.
As quantas vezes que se envolvia com um problema de familia, tentando mostrar-lhes o quanto os amo, quantas vezes entenderam que isso era ingratidão e desrespeito.
E quem está isento disso?
E quem disse que aquilo que pensamos não conta?
Para mim, continuo entendendo que fiz o que fiz porque gosto demais da minha familia e como fui eu quem fiz, acho que posso ficar tranquilo comigo mesmo, mesmo que ainda há quem aqui entenda como que foi apenas uma fase de um "garoto egoista cheio de problemas", mas a gente supera.
Essas coisas não acontecem só comigo e nos afetam bastante...
Nos afetam ainda mais quando amamos a pessoas que possuem um "alinhamento" tão diferente de nós, mesmo que muito próximas, que não são capazes de perceber os sacrificios que realizamos em função desta e as várias vezes em que ela não percebeu a intensão dos nossos atos. E que muitas vezes também não conseguimos entender, parece que há um grande abismo de realidades apesar de muitas coisas em comum
Muitas vezes que queremos dizer pra alguem, bem alto, gritando (de não caber em nós): "Eu Amo Você", mas ela só percebe o grito, e se irrita porque estão gritando...
Quem disse que a sua intensão não conta?
Não que sirva pra todos os casos, mas pra esse eu diria que, entender que há um problema de comunicação e tentar coisas novas, pode ser um belo começo e reconhecer que há uma intensão verdadeiramente positiva, a partir daí tentar se aproximar da linguagem que o outro entende é fundamental para inciar um contato positivo e reparar as aparas de uma relação, bom, é o que eu acho, nesse caso...

Muitas vezes também queria poder fazer mais, mas reflexão é necessária e a intensão da minha comunicação nem tão velada assim, que se figura de simples interesse e gosto pelo assunto, quando também é uma tentativa de ajudar.

Espero que gostem e me contem o que acham a respeito, já podemos começar a escrever um livro?
Abraços a todos.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Contos de cobras e pessoas...

Ahh... dizem que a nossa familia deveria ser nosso maior sustento para nossas aspirações.
Mas na familia das cobras , quem arranca as presas vira minhoca, e é rejeitado.
Quem nega é renegado, e quem sai dos padrões corre o risco de ser envenenado.
Falsidade é confundida com cortesia e sinceridade com grosseria, e as viboras disformes vivem a fugir de si mesmas, a destilar venenos uma contra as outras e contra aquelas que trairam seu sangue, para esquecerem o veneno que destilaram em si mesmas, sua deformidade monstruosa, suas questões, mas nem todo filho de cobra, cobra é...

A maior delas tem uma grande crista, e sua mordida é fatal pela força que possui destroi o corpo e a mente... Ja seu veneno despejado em doses leves, veneno de esperança, parece que é soprado ao ar e como uma nuvem e impregna o ar com um forte cheiro de medo e moralismo, esse gás do desespero, corroi os sonhos e destroi a esperança. Mas a grande que se gaba de seu poder, não consegue se levantar sobre seu próprio peso, dizem que o seu orgulho está pesando muito e por isso, fica díficil se erguer, então, debil e doente, despeja seu veneno no ar, amedrontando aqueles que tentem apontar qualquer uma de suas varias debilidades de sua impotencia perante si mesma...
A segunda maior, é mais fina, suas presas não mordem mais, apenas inoculam veneno, um veneno perigoso também, o veneno das culpas, um corrosivo poderoso, um ácido desgastante, destroi as relações, destroi as vontades. Desaprendeu a morder, não sabe se defender, apenas segue ordens e quando seu veneno doi demais em si mesma, ela tenta destilar seu mal contra outros, quando o veneno de suas proprias insatisfações a incomoda demais, ela se desfaz dele, despejando sobre suas crias, tentando banha-las, jamais consegue questionar a onipotencia da grande, mas por tras, tambem derrama ácido sobre suas costas, desejando poder despejar todo o rancor acumulado ao longo dos anos com aquela grande e tirana e desejando desfazer-se de suas questões, mas continua fugindo, fugindo , fugindo...
As cobras tem três crias e vivem no rio que não lhes pertence, pagam com caças ao senhor, e o senhor sempre lhes cobra, as cobras confusas, envenenam suas riquezas, isso insadece suas dividas assim os moveis, eletro-domesticos e utensilos da casa-rio aumentaram, inchadas, como um cancer, como incham as feridas abertas pelas mordidas das cobras, mas o lugar em si permaneceu pequeno, e hoje, mal acomoda os seus cinco moradores...
Será que o ambiente ficou envenenado?

As crias são curiosas,os filhos das cobras: um sapo, um passaro e a criança.

O sapo sempre foi presa, é recluso, mas não deixa de dizer o que pensa, dá saltos altos em momentos inesperados, dizem que é um salto de sinceridade, as vezes, não há nada mais doloroso, o sapo deixa de lado as cobras, afasta-se quando elas não se entendem e quando acham que ele é presa, ele astutamente escapa, e salta, salta sobre suas cabeças com sinceridade, machucando-lhes a consciência...

O pássaro, as cobras tentaram engaiolar, e reproduzir nele, suas deformadas imagens, aquela velha história de tentar das asas a cobra, só que aqui ao contrário, tentaram dar "cobras ao passaro", mas nem todo passarinho que acompanha cobra vira vibora e o passaro usou o bico e saiu da gaiola, e agora ele quer voar, mas as cobras, incapazes de sustentar o próprio peso, de se erguerem, incapazes de admitir que alguem seja capaz disso, vivem desmotivando o passaro, que por muito tempo ter ficado trancado, tem dificildades em voar sozinho, mas sonha em voar alto, ainda que as vezes, sinta medo de altura, apesar de gostar das paisagens distante, mas ele continua tentando e sonhando e tentando aprender o anditodo contra qualquer veneno da alma: esperança.

A criança, inocente, tentaram envenenar, mas o sapo e o passaro,o curam, o distraem, tentam manter-lhe a pureza, o sapo, pouco paciênte, muitas vezes salta e se vai, mas sempre que a criança precisa, ele está lá, para leva-la aonde precisar. O passaro gosta de voar com a criança para passear em outros lugares, nos sonhos e além do rio, além do conhecido e do comum, torna-la um passaro nas ideias, e nas perguntas é claro!
A criança inspira sonho e expira doçura, cuida atenciosa de seus companheiros quando feridos, cuida, com cuidado, com carinho, ele segue também seu próprio caminho, a parte daquilo que almejam as maiores cobras em sua confusão. A criança inspira a esperança do mundo. As crianças talvez sejam assim...

Os irmãos estão mais unidos que seus progenitores, que despejam venenos contra todos e contra tudo, sem querer enxergar que os unicos envenenados são eles mesmos, os irmãos apesar de tudo, lembram-se de bons momentos, que não falo aqui porque me falta caber em alegrias num momento de indignação, mas existiram, existem, mas o que os irmãos realmente queriam é que as cobras, seus pais, fossem felizes.
Queriam que as cobras aprendessem a voar.

terça-feira, 15 de julho de 2008

"Um brinde aos encontros da vida!"

E os olhos encontraram os olhos,
E os abraços se encontraram,
E os lábios se uniram,
E os dias nem foram contados,
Outro reencontro esperado...

Almejado, sonhado, procurado e encontrado...

E se deram as mãos,
as almas se entrelaçaram ainda mais,
"Quanto mais te amo, mais te amo..."
E os copos brindaram, mais de uma vez
o mesmo brinde...
E as almas se abraçaram... se encontraram...
Muitas conversas, muitas palavras,
Umas faladas, umas... ditas com a alma...
Muitos lugares, muitos Encontros, sorrisos, quebra de rotina,
os amigos, nós, a noite, o dia e, é claro
o frio... e a felicidade

E aquilo que parecia grande,
Deixei passar, o paradoxo do controle caiu,
e eu, estive lá,
e eles também
e você também...
Nós.

Lua risonha veio para nos presentar...
Noite sem nuvens, geladas,
noite de palavras quentes,
De conversas intensas,
Das coisas intensas,
E como nos contos de pessoas,
perfeito, por não ser ideal,
mas por ser real...

Mas, ainda que as angustias viessem a tona,
Elas passavam, porque
"a Felicidade não compete, só ganha",
E as amizades se fizeram presentes,
E os laços da alma, de todos nós, se fortaleceram

E depois de tudo isso,
Dos dias incontados,
Dos passeios,
Das pensamentos iguais
aqueles que demoramos a dizer,
Dos tatos e contatos,
Das graças,
Dos risos e sorrisos,
Das lagrimas,
Dos encontros
Retomamos nossos rumos...

E a saudade escorreu pela face em forma de gota,
E a felicidade escorreu pela face em forma de gota,
E o coração não coube no corpo,
E as palavras choveram na noite fria,
aquecendo o ambiente e as almas,

Despedidas são sempre complicadas...
Mas os laços da alma, comigo e com todos
não serão rompidos pelas distancias,
Somos maiores do que isso...

Vai com um pedaço de mim
Fica aqui um pedaço de ti...



Nunca um inverno tão frio...
Nunca um inverno tão quente...

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