Tenho feito muitas orações ultimamente.
Pedidos, feitos às escuras num quarto, ou em algum canto de minha mente.
Peço, silenciosamente, que toda minha raiva se torne tristeza,
Que toda culpa, vergonha, que toda sensação de desamparo, se torne tristeza
Porque é mais fácil lidar com a tristeza...
E que essa tristeza, que também é todas essas outras coisas, possa escorrer de mim.
Se essa tristeza precisa vir ao mundo de alguma forma,
Que seja na forma de gota, nas lagrimas de um chorar silencioso.
(Que são, nesse momento, o meu modo de gritar)
Nessa minha tentativa, um tanto perdida, muitas vezes frustrada.
De escorrer a Loucura.
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domingo, 22 de fevereiro de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Longa-escrita
Como eu gostaria, algo entre o caderno e a tela de um editor de textos. Poder riscar no caderno, escrever na ponta da caneta sempre me dá uma ótima sensação, e as palavras fluem e as longas histórias que gostaria de contar se esboçam ali naquelas linhas. Mas , com frequência, pelo quantidade, e pelo cansaço, a letra se deforma, as palavras se confundem, as ideias se esmaecem, me perco no meu próprio oceano de palavras. Não sei do que disse, nem do que vou dizer, não há como localizar no texto e reler, com frequência, me faz recomeçar. A longa escrita tanto desejada, os contos, as narrativas, as histórias, são recontadas mil vezes, mas nunca terminadas, tampouco publicadas. Ah! Como eu queria algo, entre o papel branco do editor de textos e o caderno aberto sobre a mesa...
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Sobre a sede...
Com frequência, nosso esforço de nos auto-afirmar,
É também um esforço de saciar a sede
De afeto que nos aflige;
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É também um esforço de saciar a sede
De afeto que nos aflige;
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Às metades...
Ando meio assim mais ou menos.
Com tantas coisas pela metade,
Despedidas e despedaços,
Nada que me integre,
A não ser...
essa falta...
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domingo, 28 de dezembro de 2014
Alguns pensamentos sozinhos...
Perceber o vento, e o peso do corpo. Concentrar-se na respiração, é uma busca por focar a mente no presente. Não seria despertar presentificar a mente?
O esforço sem o anseio pelo resultado, o esforço mais difícil de ser realizado?
A espera pelo resultado, não é , de uma certa maneira, uma expectativa sobre as coisas incertas e impermanentes?
Pensamentos solitário me acompanham, tenho por algum tempo sido aluno-sem-professor. Por minha responsabilidade, evidentemente, desconfiado, meu pote tem muitas coisas, não está vazio...
Me atraem as coisas que são menos estruturadas, menos comprovadas, me atraí aquilo que não preocupa em se dizer verdade, e se afirmar a partir de provas.. Há para quem isso seja importante, e que bom. Porque imagino, que não é importante que saibamos de tudo e sejamos tão amplos e equilibrados, abarcar tudo em nós, é importante estar aberto à possibilidade da diferença, conviver bem com ela (e isso é com frequência bastante difícil).
Meu melhor exemplo é a escola. Muitas vezes me disseram, que minhas pretensões são utópicas, porque em qualquer meio em que eu possa vir a lecionar, a maioria dos outros professores não pensarão como eu... Antes, esse pensamento me assustava, me fazia sentir isolado e lutando contra algo muito maior... hoje eu acho bom...
Porque é a percepção da diferença, o que eu desejo comunicar... A existência de docentes e práticas do ensinar diferentes dentro de um mesmo meio, não é ruim, mas enriquecedora da experiência dos alunos, em termos da construção da percepção deles, de sua autonomia, sobre aquilo que desejam, aquilo que escolhem, aquilo que toleram...
E isso eu tomo para minha vida... de certa maneira... me afirmo dentro dos meus radicalismos e limitações... não pretendo abarcar tudo.
Me agrada o que se desfaz, o que não prende, a não verdade, a duvida...
O que mais me encantava no estudo da história, eram suas lacunas, mais do que suas palavras...
Diz muito...
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O esforço sem o anseio pelo resultado, o esforço mais difícil de ser realizado?
A espera pelo resultado, não é , de uma certa maneira, uma expectativa sobre as coisas incertas e impermanentes?
Pensamentos solitário me acompanham, tenho por algum tempo sido aluno-sem-professor. Por minha responsabilidade, evidentemente, desconfiado, meu pote tem muitas coisas, não está vazio...
Me atraem as coisas que são menos estruturadas, menos comprovadas, me atraí aquilo que não preocupa em se dizer verdade, e se afirmar a partir de provas.. Há para quem isso seja importante, e que bom. Porque imagino, que não é importante que saibamos de tudo e sejamos tão amplos e equilibrados, abarcar tudo em nós, é importante estar aberto à possibilidade da diferença, conviver bem com ela (e isso é com frequência bastante difícil).
Meu melhor exemplo é a escola. Muitas vezes me disseram, que minhas pretensões são utópicas, porque em qualquer meio em que eu possa vir a lecionar, a maioria dos outros professores não pensarão como eu... Antes, esse pensamento me assustava, me fazia sentir isolado e lutando contra algo muito maior... hoje eu acho bom...
Porque é a percepção da diferença, o que eu desejo comunicar... A existência de docentes e práticas do ensinar diferentes dentro de um mesmo meio, não é ruim, mas enriquecedora da experiência dos alunos, em termos da construção da percepção deles, de sua autonomia, sobre aquilo que desejam, aquilo que escolhem, aquilo que toleram...
E isso eu tomo para minha vida... de certa maneira... me afirmo dentro dos meus radicalismos e limitações... não pretendo abarcar tudo.
Me agrada o que se desfaz, o que não prende, a não verdade, a duvida...
O que mais me encantava no estudo da história, eram suas lacunas, mais do que suas palavras...
Diz muito...
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sábado, 27 de dezembro de 2014
perder o que há de melhor...
Por que carrego em mim essa impressão que o ano, foi, no geral, um ano de perdas? Só é possível de se perder aquilo que se possui... mas o que afinal, possuímos? Se mesmo meu corpo um dia se desfará em um milhão de outras coisas, se mesmo minha voz, quando soa, soa de maneiras diferentes e inesperadas... De uma certa maneira, toda mudança é um perder-se daquilo que se era antes. Mas não é nesse sentido que penso as minhas muitas perdas d'esse ano... as penso enquanto derrotas. E penso assim porque tenho em mim a falsa noção de que possuía algum tipo de controle sobre as situações ou pessoas, ou coisas à minha volta, enquanto que na realidade... controle é uma vontade recorrente, e frequentemente, ilusória.
Nem poderia prever as consequências de minhas ações, nem o que viria a seguir-se, nem poderia me dar conta dos tantos acasos e pequenos encontros e desencontros que formariam desse trajeto de tempo que chamamos de "ano" aquilo que ele foi... Ele foi o que foi, "sendo"... E a noção de derrota, de muitas perdas, vem dessa vontade, dessa crença, de que talvez ou se tivesse agido de outra maneira, as coisas teriam sido de outra forma... talvez, mas não foram, e eu estava sendo naquelas atitudes que tomei, naquele tempo em que as tomei, não tomaria outras... elas me traduzem, assim como traduzem me agora, a sensação de derrota e o questionamento à própria...
E nessa ambiguidade dialética, de um diálogo interno continuo, que eu vivo da melhor perda que há de mim mesmo. A mudança...
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Nem poderia prever as consequências de minhas ações, nem o que viria a seguir-se, nem poderia me dar conta dos tantos acasos e pequenos encontros e desencontros que formariam desse trajeto de tempo que chamamos de "ano" aquilo que ele foi... Ele foi o que foi, "sendo"... E a noção de derrota, de muitas perdas, vem dessa vontade, dessa crença, de que talvez ou se tivesse agido de outra maneira, as coisas teriam sido de outra forma... talvez, mas não foram, e eu estava sendo naquelas atitudes que tomei, naquele tempo em que as tomei, não tomaria outras... elas me traduzem, assim como traduzem me agora, a sensação de derrota e o questionamento à própria...
E nessa ambiguidade dialética, de um diálogo interno continuo, que eu vivo da melhor perda que há de mim mesmo. A mudança...
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sábado, 20 de dezembro de 2014
Das coisas de casa...
Oh Medo...entra, toma um assento, e conversa comigo. Sei que pretende ficar ainda por um bom tempo... sinta-se então, em casa. Cansei de me opor, então entra e tomemos alguma coisa quente, alguma coisa para os nervos...
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