À pedra nem o próprio peso pertence. Posto que na lua , ou no fundo do mar , seria diferente. Diferente no sentir , diferente no modo ou a quantidade mesmo. O peso da pedra é condicional, depende de certas causas para ser como é. Sendo assim, o peso da pedra é vazio de existência inerente...
À pedra não pertence a forma, posto que pode mudar e já foi de outras tantas formas que não consigo imaginar, em outras condições assumiria outras formas. Pode se tornar adorno, joia sagrada, ou uma simples pedra sobre a qual penso a respeito... Sua forma é portanto vazia de existência inerente...
À pedra não pertence o calor que possuía quando a peguei, logo se perderá se guardar em minha mochila ou se deixa-la exposta a chuva, assim como quente a encontrei, quando jogada ao Sol. Assim, o calor da pedra é condição, dependente de certas causas para que assim possa ser - é vazio de existência inerente...
À pedra não lhe pertencem seus tons, suas cores. Hoje são assim , meio acinzentadas, quase piche, marcadas de um amarelo escuro em algumas partes, em outro momento foram diferentes, em outros momentos serão. E assim as cores e tons da pedra, são condição, dependente das causas que a compõem neste momento... em outro momento outras, outras condições, outras cores... assim, as cores e tons da pedra são vazios de existência inerente...
À pedra não pertence a própria sombra, nem o nome... em outros lugares teria outros nomes, em outra posições outras sombras, sob a luz mais forte, sob o Sol oculto, ou do meio dia, ou escondida na mochila...
E assim, tudo que compõe a pedra não lhe é próprio, é apenas uma forma, que já foi de infinitas outras, e de infinitas outras será...
A pedra é vazia..
Assim como eu... o caderno, a caneta, a chuva e o cheiro do ônibus, as pessoas que nele estão, as pessoas em qualquer lugar, todo vento, todo sopro, todo silêncio e grito...
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Carta...
Sim, eu estou indo de novo. Por que? Bom, não meu intuito me justificar. Apenas escrever e se isso parecer uma justificativa ou não, é com você caro correspondente. Espero que isso seja o suficiente. Escrevo uma carta que não vou enviar, sem dizer as razões de minha partida. Eu fui, sem avisar, por um sem número delas, e por nenhuma.
Pelo gosto da busca, pelo risco e também não.
Fui pela insatisfação pelo estado atual das coisas ,
fui para procurar os sonhos, e também não.
Qualquer justificativa que desejarem inventar estejam a vontade.
De minha parte conto: Estou tranquilo. Antes não estava. Estava triste e a perspectiva que via diante de mim não me trazia satisfação alguma, não forma um motivo... eu sinceramente , creio que elencar um motivo seria hierarquizar uma coisa dentro de uma série de eventos, acontecimentos, sentimentos e decisões que pesam.
Tudo tem sua medida... poderia dizer que "minha vida" me fez tomar essa decisão por esse lado... me questionar então se isso seria uma decisão ou apenas o fluxo das coisas. Mas nada disso tem importância, nada disso me interessa...
Talvez te interesse caro leitor... Não encontrará aqui.
Creio teria sido mais cortês avisar, creio teria sido mais amigável procurar para dizer, e escrever para todos... Mas não... eu escrevo para quem busca respostas... Peço desculpas - no entanto sem culpa alguma - às despedidas não dadas, aos avisos súbitos e aos avisos não dados. Conversas que queria ter tido, questões que permanecem pendentes, saudades que permanecem cortantes... alguns abraços que gostaria ter dado.
Não é mais esse tempo...
Eu vou buscar
Treinar, Estudar...
outro modo de estar...
meu lugar... outros lugares...
Eu não sei,
Nunca sei...
Nunca soube...
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Pelo gosto da busca, pelo risco e também não.
Fui pela insatisfação pelo estado atual das coisas ,
fui para procurar os sonhos, e também não.
Qualquer justificativa que desejarem inventar estejam a vontade.
De minha parte conto: Estou tranquilo. Antes não estava. Estava triste e a perspectiva que via diante de mim não me trazia satisfação alguma, não forma um motivo... eu sinceramente , creio que elencar um motivo seria hierarquizar uma coisa dentro de uma série de eventos, acontecimentos, sentimentos e decisões que pesam.
Tudo tem sua medida... poderia dizer que "minha vida" me fez tomar essa decisão por esse lado... me questionar então se isso seria uma decisão ou apenas o fluxo das coisas. Mas nada disso tem importância, nada disso me interessa...
Talvez te interesse caro leitor... Não encontrará aqui.
Creio teria sido mais cortês avisar, creio teria sido mais amigável procurar para dizer, e escrever para todos... Mas não... eu escrevo para quem busca respostas... Peço desculpas - no entanto sem culpa alguma - às despedidas não dadas, aos avisos súbitos e aos avisos não dados. Conversas que queria ter tido, questões que permanecem pendentes, saudades que permanecem cortantes... alguns abraços que gostaria ter dado.
Não é mais esse tempo...
Eu vou buscar
Treinar, Estudar...
outro modo de estar...
meu lugar... outros lugares...
Eu não sei,
Nunca sei...
Nunca soube...
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Ante à minha grande ignorância...
Faz um tempo tenho sentido, estar diante de um grande desconhecido.
Como uma escuridão que se expande e espanta.
Tenho sido esse movimento de retorno...
Dos meus silenciamentos, que não são palavra tolhida, simplesmente o meu não saber.
De contemplar minha grande ignorância, todas as respostas que me faltam...
Ante ao mundo que exige certezas e respostas, não sinto vontade de dizer...
Sinto que não sei... esse grande desconhecimento,
Tão vasto em seu silêncio,
Chega a ressoar...
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Não há leis...
É curioso ver, em nossa cultura pautada por leis que visam um suposto equilíbrio social, a busca desses mesmos pressupostos na natureza. Assim, boa parte da ciência moderna se ocupa de desvendar as leis e mecanismos da natureza - um código penal ou uma máquina? - partindo desse pressuposto, as condições de isolamento que precisamos criar, para que tais leis sejam possíveis, isolam todos os elementos de um determinado aspecto ,para então em ambiente controlado, testa-lo.
É como pensar numa árvore, sem pensar na raiz, no solo que a nutre, no vento que arranca suas folhas, nos pássaros que comem seus frutos, ou naqueles que simplesmente caem e retornam ao solo. A árvore pode ser pensada em separado, mas a pergunta é: em separado, ela existe?
O mesmo tipo de procedimento é feito para quase todo qualquer aspecto, dos naturais, aos sociais... com frequência temos dificuldade em selecionar ou relacionar as coisas, um fenômeno ao outro, ou simplesmente aceitar a complexidade de sua simultaneidade...
Não que isso precise implicar em pararmos tudo até encontrarmos um meio de estudar as coisas em relação, é só uma questão de termos a percepção de que muito do que vemos, são modelos isolados, não o mundo, são partes removidas, testadas em ambientes muito controlados para que "não haja interferência". Quando que na real, no mundo, tudo interfere em tudo a todo momento...
Tanto do ponto de vista das relações sociais, quanto do ponto de vista do mundo natural, que também não são separáveis, embora o hábito de pensa-los separados faz até necessário que se frise que se trata de ambos, e que compartilham desse caos das múltiplas interferências dos aspectos mais diversos que lhes formam. Os aspectos não existem de formas isoladas, mas interdependentes, pensa-los apenas do ponto de vista teórico, ou laboratorial e esquece-los na sua relação com o mundo... é o problema da árvore...
Procuramos estabelecer leis, esses são parâmetros que advindos dessas experiências laboratoriais, estabelecemos sobre como um determinado aspecto da natureza acontece, Elas dão conta de dizer tendências, mas muito pouco sobre a realidade, porque a realidade é o caos inicialmente rejeitado, nessa busca de um padrão, uma lei, uma ordem...
Não há ordem... as coisas existem, nesse caos partilhado de suas relações. Mesmo com as "regras" que imaginamos nas quais existam, na relação com os outros aspectos do mundo, mudam... e a ciência contemporânea já se esforça mais nessa direção...
Mas continuamos então, a perseguir leis universais? Por que o universo precisaria se pautar por leis?
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É como pensar numa árvore, sem pensar na raiz, no solo que a nutre, no vento que arranca suas folhas, nos pássaros que comem seus frutos, ou naqueles que simplesmente caem e retornam ao solo. A árvore pode ser pensada em separado, mas a pergunta é: em separado, ela existe?
O mesmo tipo de procedimento é feito para quase todo qualquer aspecto, dos naturais, aos sociais... com frequência temos dificuldade em selecionar ou relacionar as coisas, um fenômeno ao outro, ou simplesmente aceitar a complexidade de sua simultaneidade...
Não que isso precise implicar em pararmos tudo até encontrarmos um meio de estudar as coisas em relação, é só uma questão de termos a percepção de que muito do que vemos, são modelos isolados, não o mundo, são partes removidas, testadas em ambientes muito controlados para que "não haja interferência". Quando que na real, no mundo, tudo interfere em tudo a todo momento...
Tanto do ponto de vista das relações sociais, quanto do ponto de vista do mundo natural, que também não são separáveis, embora o hábito de pensa-los separados faz até necessário que se frise que se trata de ambos, e que compartilham desse caos das múltiplas interferências dos aspectos mais diversos que lhes formam. Os aspectos não existem de formas isoladas, mas interdependentes, pensa-los apenas do ponto de vista teórico, ou laboratorial e esquece-los na sua relação com o mundo... é o problema da árvore...
Procuramos estabelecer leis, esses são parâmetros que advindos dessas experiências laboratoriais, estabelecemos sobre como um determinado aspecto da natureza acontece, Elas dão conta de dizer tendências, mas muito pouco sobre a realidade, porque a realidade é o caos inicialmente rejeitado, nessa busca de um padrão, uma lei, uma ordem...
Não há ordem... as coisas existem, nesse caos partilhado de suas relações. Mesmo com as "regras" que imaginamos nas quais existam, na relação com os outros aspectos do mundo, mudam... e a ciência contemporânea já se esforça mais nessa direção...
Mas continuamos então, a perseguir leis universais? Por que o universo precisaria se pautar por leis?
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Das horas que a gente não vê.../2
Desses acasos encontrados,
Das horas que a gente perde a conta.
E se conta, em historias compartilhadas, anseios, duvidas, sonhos;
Ao som de muitas coisas que se passam,
Coisas que realmente ficam...
Nos gestos, no tom de voz, no olhar ou nos olhos.
Quando olhamos pro relógio, oito já são quatro,
Daqui a pouco vai amanhecer.
E dessas horas que a gente não vê passar,
Difícil é não perguntar... "quando nos veremos de novo?"
Das horas que a gente perde a conta.
E se conta, em historias compartilhadas, anseios, duvidas, sonhos;
Ao som de muitas coisas que se passam,
Coisas que realmente ficam...
Nos gestos, no tom de voz, no olhar ou nos olhos.
Quando olhamos pro relógio, oito já são quatro,
Daqui a pouco vai amanhecer.
E dessas horas que a gente não vê passar,
Difícil é não perguntar... "quando nos veremos de novo?"
domingo, 8 de novembro de 2015
Dolorosa é , a Amargura do Rio Doce...
E da rachadura, partiram-se tantas vidas... Quantas?
Quantos corpos quebrados contra pedra, ou afundados na água?
São quantos os feridos , no corpo ou na alma?
E as histórias, lembranças e encontros, quantas memorias, esmagadas pela força da água?
Quantos sonhos quebrados em ladrilhos de tijolos?
Ou arrastados pela lama?
Quanto medo e tristeza não nascido Daquela fúria de água e lama?
Tristeza é saber, que da barreira que se rompeu
Há bem mais tempo se sabia....
Bem antes do Doce se tornar Amargo...
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Quantos corpos quebrados contra pedra, ou afundados na água?
São quantos os feridos , no corpo ou na alma?
E as histórias, lembranças e encontros, quantas memorias, esmagadas pela força da água?
Quantos sonhos quebrados em ladrilhos de tijolos?
Ou arrastados pela lama?
Quanto medo e tristeza não nascido Daquela fúria de água e lama?
Tristeza é saber, que da barreira que se rompeu
Há bem mais tempo se sabia....
Bem antes do Doce se tornar Amargo...
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quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Das capacidades negativas...
É uma capacidade de nós ficar frustrado,
Tal como ter raiva, ou se sentir incomodado com as coisas,
Assim como a culpa e tantas outras...
Com certa frequência, alimentamos essas capacidades negativas,
Todas de alguma forma nos provocam sofrimento.
Geralmente localizamos a causa delas e desses sofrimentos nos outros,
mas a causa do sofrimento delas, são a própria existência dessas capacidades...
É um longo e grande trabalho acordar a cada dia pra diminuir essas capacidades.
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