Me cansa, muito, o modo como é mais simples criticar a minha barba, do que prestar atenção no que eu falo.
Assim, tem sido nosso critério de beleza: preferimos faces limpas - mas que não falam.
censuradas.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
De pó de Giz e Esperança.
E eu recomeço, e reescrevo na lousa aulas anteriores, já escritas naquele quadro negro.
E eu vejo nos seus olhos, tanto esquecidos, tanto gratos, tão ali.
Eu me vejo neles, e minhas esperanças tão refletidas ali, tão vivido, palpavel.
A dificuldade que era bem maior que eu pensava, e a turma que era tão diferente daquele que eu imaginava nos meus sonhos - menor e bem mais velha.
E a realidade me surpreendeu além dos meus sonhos.
Não havia mais aquela simplicidade gostosa do meu criar livre pela imaginação.
Pessoas reais, quadros reais, contatos de mundos que estavam fora do alcance da minha limitada imaginação - e assim, mundos reais de dificuldades reais.
Tão humano contato, me faz ter, toda sexta a noite, a sensação dos mundos.
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E eu vejo nos seus olhos, tanto esquecidos, tanto gratos, tão ali.
Eu me vejo neles, e minhas esperanças tão refletidas ali, tão vivido, palpavel.
A dificuldade que era bem maior que eu pensava, e a turma que era tão diferente daquele que eu imaginava nos meus sonhos - menor e bem mais velha.
E a realidade me surpreendeu além dos meus sonhos.
Não havia mais aquela simplicidade gostosa do meu criar livre pela imaginação.
Pessoas reais, quadros reais, contatos de mundos que estavam fora do alcance da minha limitada imaginação - e assim, mundos reais de dificuldades reais.
Tão humano contato, me faz ter, toda sexta a noite, a sensação dos mundos.
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Ícaro - recontado.
E ele se cansava de todo tédio mortal.
Filho do Artesão, almejava desde cedo alcançar Hélio. Só queria tocar, a grande carruagem Solar em seu percurso diário. Talvez, guia-la.
Quebrou-se algumas vezes, saltando, tentando , em vão alcançar o Céu e o Sol.
Seu pai, Dédalo, o Artesão, provavelmente o mais dedicado deles, queria protege-lo, do calor de Hélio, da Intensidade do mundo, e dos pensamentos excessivamente altos de seu filho.
Por acaso, ou por obra dos Deuses, foram aprisionados por Minos , pai e filho. Dédalo, sozinho, não teria sido capaz de bolar suas Asas de Cera; Dizem por aí, "foi Hermes quem o ajudou", mentira, pois se foi de Hermes alguma parte feita, é ter atiçad desde cedo garoto Ícaro a ser curioso e engenhoso como pai, e juntos deram "asas aos pensamentos" como costumam dizer.
Dédalo transformava a materia, voava através dela. Ícaro, nos mundos, nos pensamentos, sua criatividade era como os ventos mais fortes do Oeste, e tão pungente como as ondas do mais furioso mar.
Dizem que após a fuga do Labirtinto. Dédalo retornou a Atenas. E dizem que Ícaro, teve suas asas torradas pelo calor de Hélio - outra mentira.
E ele nem caiu, se aproximou, com suas asas derretendo da carruagem, e agarrou-a com toda força e quando achou que não fosse dar conta.
Já estava em cima dela. E cumpriu com o que disse ao próprio Hélio - "tomarei emprestada as rédeas de sua carruagem, portanto, descanse".
E e desde então o Sol passou a caminhar meio torto e se põe em lugares diferentes ao longo do ano, é que as vezes Hélio descansa, e Ícaro não gosta muito dos caminhos certos do céu.
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Filho do Artesão, almejava desde cedo alcançar Hélio. Só queria tocar, a grande carruagem Solar em seu percurso diário. Talvez, guia-la.
Quebrou-se algumas vezes, saltando, tentando , em vão alcançar o Céu e o Sol.
Seu pai, Dédalo, o Artesão, provavelmente o mais dedicado deles, queria protege-lo, do calor de Hélio, da Intensidade do mundo, e dos pensamentos excessivamente altos de seu filho.
Por acaso, ou por obra dos Deuses, foram aprisionados por Minos , pai e filho. Dédalo, sozinho, não teria sido capaz de bolar suas Asas de Cera; Dizem por aí, "foi Hermes quem o ajudou", mentira, pois se foi de Hermes alguma parte feita, é ter atiçad desde cedo garoto Ícaro a ser curioso e engenhoso como pai, e juntos deram "asas aos pensamentos" como costumam dizer.
Dédalo transformava a materia, voava através dela. Ícaro, nos mundos, nos pensamentos, sua criatividade era como os ventos mais fortes do Oeste, e tão pungente como as ondas do mais furioso mar.
Dizem que após a fuga do Labirtinto. Dédalo retornou a Atenas. E dizem que Ícaro, teve suas asas torradas pelo calor de Hélio - outra mentira.
E ele nem caiu, se aproximou, com suas asas derretendo da carruagem, e agarrou-a com toda força e quando achou que não fosse dar conta.
Já estava em cima dela. E cumpriu com o que disse ao próprio Hélio - "tomarei emprestada as rédeas de sua carruagem, portanto, descanse".
E e desde então o Sol passou a caminhar meio torto e se põe em lugares diferentes ao longo do ano, é que as vezes Hélio descansa, e Ícaro não gosta muito dos caminhos certos do céu.
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Sonhares...
E sonhava com um Sol assim, refletido contra as nuvens de fazer tudo Sol-ser.
De uma neblina assim fina, como uma chuva-em-pó, e caminham assim, duas silhuetas desajustadas. Desajustados de tempo e de limites, limites da alma, da fala, de si, do ser.
E de falares assim contagiados, assim despretensiosos - porém, de assim, talvez mais juntos.
E do olhar a paisagem, de passaros que formam notas em fios de eletricidade, e de flores que se recusam a cair das árvores, ainda que outono.
E os livros fechados sobre a mesa, com uma maçã que pende de um lado para o outro sobre eles, e escorrega, bate levemente contra a mesa de vidro, rola, caí no tapete do chão, e um cachorro se aproxima para cheirar. Ele se chamaria Floquinho, tal qual como o Primeiro.
E o frio, e o chocolate quente, ou gelado, tudo é só mais uma desculpa para continuar falando.
Lua cheia, forte, noturna, plena, em um céu tão estrelado, que só sirva pra nos relembra do frio que vai fazer. Porque em noite de céu claro, é de lei um frio de rachar.
E um dormir assim destraído, cansado, pleno.
E de um sonho, renascer em mim.
Que de fato é deles que sou feito.
Utópico.
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De uma neblina assim fina, como uma chuva-em-pó, e caminham assim, duas silhuetas desajustadas. Desajustados de tempo e de limites, limites da alma, da fala, de si, do ser.
E de falares assim contagiados, assim despretensiosos - porém, de assim, talvez mais juntos.
E do olhar a paisagem, de passaros que formam notas em fios de eletricidade, e de flores que se recusam a cair das árvores, ainda que outono.
E os livros fechados sobre a mesa, com uma maçã que pende de um lado para o outro sobre eles, e escorrega, bate levemente contra a mesa de vidro, rola, caí no tapete do chão, e um cachorro se aproxima para cheirar. Ele se chamaria Floquinho, tal qual como o Primeiro.
E o frio, e o chocolate quente, ou gelado, tudo é só mais uma desculpa para continuar falando.
Lua cheia, forte, noturna, plena, em um céu tão estrelado, que só sirva pra nos relembra do frio que vai fazer. Porque em noite de céu claro, é de lei um frio de rachar.
E um dormir assim destraído, cansado, pleno.
E de um sonho, renascer em mim.
Que de fato é deles que sou feito.
Utópico.
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
Estradas...
Estradas me levam pra longe, por elas e nos pensamentos.
Não há uma que não me faça de memorias, e me encha de expectativas. Menor que seja.
A rua de casa ou a estrada BH - Campinas, os velhos atalhos, os morros já conhecidos, e os novos planos.
Imagens e coisas se desfazem, e a Lua quase sempre me acompanha, com seu sorriso-olhar que sempre me intrigam, como sempre e sempre me fascina.
E histórias e causos se encontram naquelas estradas, tão diversas, e de tantas formas, tão diferentes que díficil fica até dizer qualquer coisa, no geral, prefiro ouvir.
As expectativas e ansiedades que sempre me acompanham estradas a fora, por suas trilhas e chegadas, e também pelas partidas, onde quem me acompanha mesmo é a saudade.
Que é companheira recorrente, e nem dolorosa como se crê, mas força pra continuar, e almejar o reencontro, e dar-lhe sabor próprio que tempero de distancia existem poucos tão diversos e tão interessantes.
E ainda muitas estradas quero seguir. Só pelo prazer , de nos esbarrares pelos caminhos, poder engrandecer um cado a alma, no compartilhar de alguns pedacinhos de nós.
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Não há uma que não me faça de memorias, e me encha de expectativas. Menor que seja.
A rua de casa ou a estrada BH - Campinas, os velhos atalhos, os morros já conhecidos, e os novos planos.
Imagens e coisas se desfazem, e a Lua quase sempre me acompanha, com seu sorriso-olhar que sempre me intrigam, como sempre e sempre me fascina.
E histórias e causos se encontram naquelas estradas, tão diversas, e de tantas formas, tão diferentes que díficil fica até dizer qualquer coisa, no geral, prefiro ouvir.
As expectativas e ansiedades que sempre me acompanham estradas a fora, por suas trilhas e chegadas, e também pelas partidas, onde quem me acompanha mesmo é a saudade.
Que é companheira recorrente, e nem dolorosa como se crê, mas força pra continuar, e almejar o reencontro, e dar-lhe sabor próprio que tempero de distancia existem poucos tão diversos e tão interessantes.
E ainda muitas estradas quero seguir. Só pelo prazer , de nos esbarrares pelos caminhos, poder engrandecer um cado a alma, no compartilhar de alguns pedacinhos de nós.
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domingo, 23 de maio de 2010
Inverno.
Recolho-me. Frio.
Tanto fazem as coisas, neva por tudo aqui. E venta, forte e muito.
O relogio congelou, e o vidro trincado se partiu, eu simplesmente virei as costas.
Eu gosto desse silêncio - ou talvez, reconheça que preciso dele.
Talvez isso me faça tão distante, tão disperso, tão vento.
Eu nem queria decepciona-los. E eu sei o quanto é importante.
Mas preciso de espaços outros agora, e nem queria chamar atenção, só ficar aqui, no meu canto.
É que as vezes eu só quero me desobrigar. E voar por aí.
Nem entedam como descaso, nem é. É só fase mesmo, passa.
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Tanto fazem as coisas, neva por tudo aqui. E venta, forte e muito.
O relogio congelou, e o vidro trincado se partiu, eu simplesmente virei as costas.
Eu gosto desse silêncio - ou talvez, reconheça que preciso dele.
Talvez isso me faça tão distante, tão disperso, tão vento.
Eu nem queria decepciona-los. E eu sei o quanto é importante.
Mas preciso de espaços outros agora, e nem queria chamar atenção, só ficar aqui, no meu canto.
É que as vezes eu só quero me desobrigar. E voar por aí.
Nem entedam como descaso, nem é. É só fase mesmo, passa.
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sábado, 15 de maio de 2010
Algumas idéias.
Estou um pouco cansado e pouco convencido de que a política se faça assim tão grande.
A vejo em migalhas frente ao que me mostram, não vejo sistemas, nem mundos, nem tampouco lógicas de macros assustadores, ou quer que seja, vejo, primeiramente e acima de tudo pessoas.
Onde estão esses grandes macros, todas essas explicações e sistemas, se não nas esferas de nosso penstamento? E apesar de nos ajudarem a refletir sobre os mundos que no cercam, não deixam de ser modelos, e portanto incapazes de dizer da "realidade". Talvez, não seja necessária uma resposta tão grande, e é daqui o meu ponto de partida - penso que não precisamos.
Meu problema estar em pensar "o modelo" como "mundo".
Se eu sempre usar uma luneta , para tentar enxergar o mais longe possivel, poderei enxergar "pequenos recortes do horizonte", talvez, eles digam sim, algo sobre algum aspecto do mundo, mas pouco sobre o todo. Sem essa luneta, não enxergo tão longe, porém, não abro mão da minha visão mais ampla, e mais diversa: a visão da minha volta - o meu mundo sensivel, comum a tantos outros que compartilham de espaços e experiências comigo.
Por que não abrir mão dessas tantas certezas? Esse apego a certeza das coisas, diz muito mais do que apenas sobre a política moderna, vivemos presos a idéia de verdade, as nossas certezas, criamos concepções de mundo, fundamentados em resposta e as inseguranças e dúvidas, são razão muitas vezes, dos nossos mais profundos temores.
Mas na ânsia de responder a tudo, evitando no máximo a angustia e o medo da incerteza, fechamos nossos mundos, nossos olhares, trocamos nosso olhos por lentes-de-luneta, e para enxergarmos o que queremos, abrimos mão do enxergar onde estamos, e os que estão a nossa volta.
Por que não fazer o caminho inverso?Não é desconhecer o mundo um exercício interessante?
Assim, penso numa política perguntadora, duvidadora. Que não tem muitas respostas, mas que procura aproximar as pessoas, fazer com que estas se encostem, no sentido de que "se percebam", uma política que busca no cotidiano das pessoas, e através da experiência prática, faze-las se sentir parte de um espaço, perceber os outros desse espaço e assim reconhecer sua capacidade de altera-lo, e sim, isso tudo numa dimensão de individuos.
Uma politica de fazer sentir, uma política pra pegar, pra encostar, uma política de cada um.
E assim, do meio da gente, tornemos o debate e o espaço político, construidores.
Uma perspectiva de política cotidiana, do gesto, da empatia, do aprender a ouvir e a falar.
E nessas coisas, aparentemente, ou tradadas como, tão pequenas, poder mudar todo um modo de ver e se relacionar nos mundos - mudando talvez, esse mundão maior, que é tão díficil assim de ver.
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A vejo em migalhas frente ao que me mostram, não vejo sistemas, nem mundos, nem tampouco lógicas de macros assustadores, ou quer que seja, vejo, primeiramente e acima de tudo pessoas.
Onde estão esses grandes macros, todas essas explicações e sistemas, se não nas esferas de nosso penstamento? E apesar de nos ajudarem a refletir sobre os mundos que no cercam, não deixam de ser modelos, e portanto incapazes de dizer da "realidade". Talvez, não seja necessária uma resposta tão grande, e é daqui o meu ponto de partida - penso que não precisamos.
Meu problema estar em pensar "o modelo" como "mundo".
Se eu sempre usar uma luneta , para tentar enxergar o mais longe possivel, poderei enxergar "pequenos recortes do horizonte", talvez, eles digam sim, algo sobre algum aspecto do mundo, mas pouco sobre o todo. Sem essa luneta, não enxergo tão longe, porém, não abro mão da minha visão mais ampla, e mais diversa: a visão da minha volta - o meu mundo sensivel, comum a tantos outros que compartilham de espaços e experiências comigo.
Por que não abrir mão dessas tantas certezas? Esse apego a certeza das coisas, diz muito mais do que apenas sobre a política moderna, vivemos presos a idéia de verdade, as nossas certezas, criamos concepções de mundo, fundamentados em resposta e as inseguranças e dúvidas, são razão muitas vezes, dos nossos mais profundos temores.
Mas na ânsia de responder a tudo, evitando no máximo a angustia e o medo da incerteza, fechamos nossos mundos, nossos olhares, trocamos nosso olhos por lentes-de-luneta, e para enxergarmos o que queremos, abrimos mão do enxergar onde estamos, e os que estão a nossa volta.
Por que não fazer o caminho inverso?Não é desconhecer o mundo um exercício interessante?
Assim, penso numa política perguntadora, duvidadora. Que não tem muitas respostas, mas que procura aproximar as pessoas, fazer com que estas se encostem, no sentido de que "se percebam", uma política que busca no cotidiano das pessoas, e através da experiência prática, faze-las se sentir parte de um espaço, perceber os outros desse espaço e assim reconhecer sua capacidade de altera-lo, e sim, isso tudo numa dimensão de individuos.
Uma politica de fazer sentir, uma política pra pegar, pra encostar, uma política de cada um.
E assim, do meio da gente, tornemos o debate e o espaço político, construidores.
Uma perspectiva de política cotidiana, do gesto, da empatia, do aprender a ouvir e a falar.
E nessas coisas, aparentemente, ou tradadas como, tão pequenas, poder mudar todo um modo de ver e se relacionar nos mundos - mudando talvez, esse mundão maior, que é tão díficil assim de ver.
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