As pazes não duradouras eternas. Ou o pressagio de outra guerra.
Terrivel é saber que me acostumei tanto a elas, tanto ao conflito, que meu corpo se ajeitou as formas de suas violencias, e violentou-se. Sob meus ventos internos, ninguem vê, sou um homem preso numa armadura - travado, por debaixo de placas metalicas, para lutar, lutar sempre.
E eu quis tanto tirar, quis tanto depender um pouco. Eu já precisei, já precisei de muita gente, mas eu sempre quis não dar conta. E num gesto terrivel de arrogância sou obrigado a dizer, que para a minha infelicidade, eu não caí. Quem sabe a queda fosse remédio que fizesse a guerra parar, já que não poderia ser travada sem guerreiros. Ou quem sabe o apelo ao amor de quem vem sendo destruido por tanta violencia, o apelo de morte, a fraqueza do corpo, não o sensibilizassem.
Mas não.
Tudo é uma tregua. E eu ouço atentamente os sons no silêncio, atento ao inicio da minha próxima marcha, da proxima batalha.
Eu , que já nem lutar mais quero, não para isso, não pra morte.
.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
O ele que eu perdi, que nos perdemos.
Custamos, a duros fios, a duras penas, nos encaramos com tranquilidade.
Aos treze eu declarei guerra ao seu modo de vida e as suas formas de pensar, e nunca mais lhe dei paz. Não poderia, eu me destruiria se permitisse que aquilo continuasse.
Nos perdemos, e eu achei que meu exilio pudesse traze-lo de volta, ao menos aos outros, que não merecem o peso de guerras que lutei e nem minhas de verdade eram. Guerras infindaveis, de mundos alquebrados, que não se entendiam, nunca se entenderam.
E isso nos afastou. E mesmo que a sirene não tocasse, ou as luzes vermelhas e azuis não chegassem, isso o cortou. Mas ele nunca entenderia o meu mal. Meu mau.
De gritos entalados, de furia incontida, de todo o amor que briga constantemente dentro de mim, com um ódio e um rancor desconhecidos, para lá de muito díficeis de serem perdoados.
Hoje eu só quero o silêncio, e tregua.
Eu que amo a vida, me recuso entregar a morte.
.
Aos treze eu declarei guerra ao seu modo de vida e as suas formas de pensar, e nunca mais lhe dei paz. Não poderia, eu me destruiria se permitisse que aquilo continuasse.
Nos perdemos, e eu achei que meu exilio pudesse traze-lo de volta, ao menos aos outros, que não merecem o peso de guerras que lutei e nem minhas de verdade eram. Guerras infindaveis, de mundos alquebrados, que não se entendiam, nunca se entenderam.
E isso nos afastou. E mesmo que a sirene não tocasse, ou as luzes vermelhas e azuis não chegassem, isso o cortou. Mas ele nunca entenderia o meu mal. Meu mau.
De gritos entalados, de furia incontida, de todo o amor que briga constantemente dentro de mim, com um ódio e um rancor desconhecidos, para lá de muito díficeis de serem perdoados.
Hoje eu só quero o silêncio, e tregua.
Eu que amo a vida, me recuso entregar a morte.
.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Eu me importo...
E gostaria de poder dizer que me importo, e as vezes o faço.
E que falta você não faz? E o quanto não gostaria de dizer que te gosto?
É isso, cansei desse medo, eu gosto mesmo e ponto.
Corro apenas o risco de demorar muito até você ler isso.
.
E que falta você não faz? E o quanto não gostaria de dizer que te gosto?
É isso, cansei desse medo, eu gosto mesmo e ponto.
Corro apenas o risco de demorar muito até você ler isso.
.
sábado, 8 de janeiro de 2011
De amar e barbas
Tive um sonho estranho onde confundi Alvo Dumbledore com Paulo Freire. Coincidência?
Até agora a forte impressão que das idéias dos dois: fortemente apoiadas no amor.
Até que não, fica aí a homenagem aos mestres. Haha
.
Até agora a forte impressão que das idéias dos dois: fortemente apoiadas no amor.
Até que não, fica aí a homenagem aos mestres. Haha
.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Vozes no banho...
Eu as escuto quando estou debaixo do chuveiro. Competindo com o barulho da água que caí e bate no chão, e no meu corpo, o barulhinho de vozes agitadas. Sempre, há muito tempo.
E se algum um dia gritar enquanto eu estiver tomando banho, vai se deparar com a estranhissima cena de eu sair do banheiro todo molhado e só enrolando na toalha, perguntando com os olhos bem abertos: "Que aconteceu?".
É, sem tudo o que poderia dizer, parece até engraçado.
Tem cicatrizes que simplesmente não fecham...
Ou abrem, quando a gente decide voltar a brincar com as facas.
.
E se algum um dia gritar enquanto eu estiver tomando banho, vai se deparar com a estranhissima cena de eu sair do banheiro todo molhado e só enrolando na toalha, perguntando com os olhos bem abertos: "Que aconteceu?".
É, sem tudo o que poderia dizer, parece até engraçado.
Tem cicatrizes que simplesmente não fecham...
Ou abrem, quando a gente decide voltar a brincar com as facas.
.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Embriagado...
Ah... tontura e confusão. Embriaguez controversa, de contradições.
Oras queria que parasse, noutras deleito-me com cada momento.
Como é possivel? É o que mais me pergunto, perdido nos encantos que me perdem.
Os olhos brilham hipnotizados, e o corpo congela por dentro, estou tomado, bebendo cada gota de cada momento - continuo confuso, e sigo cego. Apenas sinto.
Tão diferentes entre si, me impactam, quebram, seria capaz de admira-las por dias, semanas meses.
E como sou obvio. Meus silêncios são os arautos da minha confusão - da minha censura. A minha tontura, a marca da vivacidade do encanto, torpe e caminhante, com um sorriso de meia boca n rosto.
Com um mundo no peito, loucura em mim se constitui.
Palavras ao avesso. Desespero e me acalmo, pelo mesmo encanto que me causam.
Como é possível?
.
Oras queria que parasse, noutras deleito-me com cada momento.
Como é possivel? É o que mais me pergunto, perdido nos encantos que me perdem.
Os olhos brilham hipnotizados, e o corpo congela por dentro, estou tomado, bebendo cada gota de cada momento - continuo confuso, e sigo cego. Apenas sinto.
Tão diferentes entre si, me impactam, quebram, seria capaz de admira-las por dias, semanas meses.
E como sou obvio. Meus silêncios são os arautos da minha confusão - da minha censura. A minha tontura, a marca da vivacidade do encanto, torpe e caminhante, com um sorriso de meia boca n rosto.
Com um mundo no peito, loucura em mim se constitui.
Palavras ao avesso. Desespero e me acalmo, pelo mesmo encanto que me causam.
Como é possível?
.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Ela que voa...
Nas idas e vindas, encontramos. E frequentemente a vejo voar, nas palavras e nos passos. E congelo por dentro, me encanto, quase não consigo me mover - por dentro e por fora.
Nos meios momentos, minha mente turva insiste em pensar tolices impensaveis.
Nos meios momentos de sonhos silenciosos, sou tomado da febril felicidade da loucura.
Me divido por dentro, entre a parte que os olhos brilham e cala, cuja única vontade é seguir pra frente e encontrar. D'outro, me seguro, alegando excessos de passado em nossas vidas, e em silêncio me ponho - sou ambos, ao mesmo tempo.
Procuro e calo, e no meu silêncio demonstro meu encanto, proibido primeiramente, por mim mesmo.
.
Nos meios momentos, minha mente turva insiste em pensar tolices impensaveis.
Nos meios momentos de sonhos silenciosos, sou tomado da febril felicidade da loucura.
Me divido por dentro, entre a parte que os olhos brilham e cala, cuja única vontade é seguir pra frente e encontrar. D'outro, me seguro, alegando excessos de passado em nossas vidas, e em silêncio me ponho - sou ambos, ao mesmo tempo.
Procuro e calo, e no meu silêncio demonstro meu encanto, proibido primeiramente, por mim mesmo.
.
Assinar:
Postagens (Atom)

