E você aparece assim de repente e muda tanto, tudo.
E também não faço idéia pra onde caminhamos.
Mas tanto faz o futuro, na leveza dos nossos risos presentes.
E inteira, com suas cores e mundos, só sei que és bem vinda.
Nem sei... só sinto...
É um prazer caminhar ao teu lado...
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sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Amar...
é planta, que cresce nas fronteiras dos mundos.
Que cresce cultivado nos compartilhares.
E só se conhece quando já cresceu.
Cresce, espalha e muda.
Muda, mas não morre.
No máximo retorna a nós.
Terra daonde veio, mas ainda assim...
Amor.
.
Que cresce cultivado nos compartilhares.
E só se conhece quando já cresceu.
Cresce, espalha e muda.
Muda, mas não morre.
No máximo retorna a nós.
Terra daonde veio, mas ainda assim...
Amor.
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quarta-feira, 30 de março de 2011
"Em nome da Segurança..."
Em nome da "Segurança", sacrificamos o sangue e o suor, a vida das maiorias, para a prosperidade de uns poucos.
Toda a violência do Estado, em nome da nossa Segurança.
A justiça é o morticínio ou a tortura, para aqueles presos em suas garras - na nossa terra não é uma dama cega, mas um cão, de três cabeças e armas.
E silenciamos! Em nome da Segurança...
As grades das janelas e das portas, as nossas casas como prisões, em nome da Segurança.
Em nome da Segurança abandonamos sonhos, pessoas, lugares, nossos espaços, os bens públicos.
Em nome da Segurança, somos vigiados, medidos, pesados, comparados, colocados, encaixados, enxotados e encaixotados.
Em nome da Segurança, cuspimos na liberdade, almejamos um chicote e um grilhão, rimos dos sonhadores, dos Utópicos - em nome da Segurança, os detestamos.
Rejeitamos as manifestações nas ruas, a política do povo, só aceitamos as que vestem terno, os oficiosas oficiais "representações", é claro, em nome da Segurança.
E em nome da Segurança, tememos os mudadores, os "radicais", e todos que querem mudar algo "são radicais", indesejaveis, assim tememos as crianças, e logo, as tornamos, amedrontadas e seguidoras d'A Segurança, como nós.
Em nome da Segurança, nos calamos, e ameaçamos todos a fazerem o mesmo - em nome da Segurança.
Em nome da segurança, temer é o que mais fazemos. Em nome dela, "temer é preciso, viver não"
E pra suprimir o medo, para acabar com o medo, de tanto medo do medo, nos voltamos para Segurança.
Em nome da Segurança, vamos nos perdendo de nós, e de nós mesmos. Nos tornamos profundamente violentos, e tudo isso, porque no fundo, nosso medo é de nós mesmos...
Até onde vamos com isso? Até quando!?
Com licensa Patria Mãe Gentil, mas seus dentes estão sujos de sangue.
Com licensa, povo brasileiro, mas sua mordaça tem se matado tantos, e suas, nossas, mãos não estão menos sujas de sangue...
.
Toda a violência do Estado, em nome da nossa Segurança.
A justiça é o morticínio ou a tortura, para aqueles presos em suas garras - na nossa terra não é uma dama cega, mas um cão, de três cabeças e armas.
E silenciamos! Em nome da Segurança...
As grades das janelas e das portas, as nossas casas como prisões, em nome da Segurança.
Em nome da Segurança abandonamos sonhos, pessoas, lugares, nossos espaços, os bens públicos.
Em nome da Segurança, somos vigiados, medidos, pesados, comparados, colocados, encaixados, enxotados e encaixotados.
Em nome da Segurança, cuspimos na liberdade, almejamos um chicote e um grilhão, rimos dos sonhadores, dos Utópicos - em nome da Segurança, os detestamos.
Rejeitamos as manifestações nas ruas, a política do povo, só aceitamos as que vestem terno, os oficiosas oficiais "representações", é claro, em nome da Segurança.
E em nome da Segurança, tememos os mudadores, os "radicais", e todos que querem mudar algo "são radicais", indesejaveis, assim tememos as crianças, e logo, as tornamos, amedrontadas e seguidoras d'A Segurança, como nós.
Em nome da Segurança, nos calamos, e ameaçamos todos a fazerem o mesmo - em nome da Segurança.
Em nome da segurança, temer é o que mais fazemos. Em nome dela, "temer é preciso, viver não"
E pra suprimir o medo, para acabar com o medo, de tanto medo do medo, nos voltamos para Segurança.
Em nome da Segurança, vamos nos perdendo de nós, e de nós mesmos. Nos tornamos profundamente violentos, e tudo isso, porque no fundo, nosso medo é de nós mesmos...
Até onde vamos com isso? Até quando!?
Com licensa Patria Mãe Gentil, mas seus dentes estão sujos de sangue.
Com licensa, povo brasileiro, mas sua mordaça tem se matado tantos, e suas, nossas, mãos não estão menos sujas de sangue...
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Pior preço...
"Ticking away the moments that make up a dull day,
you fritter and waste the hours in a off hand way..." Time, Pink Floyd.De tempo carecemos. O tempo falta a todos, mediria mais a riqueza de um ser humano pelo tempo que pode passar fazendo coisas que "lhe-são". A riqueza material pode ser compreendida de muitas maneiras, e muitas pessoas que vivem na carência não tem necessidade de encara-la como "a pior das coisas", mas quanto menos possuem, menos tempo tem... para amar, para ver seus filhos crescerem, menos tempo pra pensar, para sentir o mundo - vidas inteiras, periodos de vidas inteiras, dedicados a um "não-sentido", a um "não significado", cujo o único objetivo, objetificante, é um produzir assim tão cego, assim tão não-nosso, que a maioria de nós não desfruta, e não há um que conheça - esse preço, é impagavel.
Nos educamos para amar destruir nosso próprio tempo, a nos tornarmos máquinas da produção, "totalizados" no tempo-social, passamos por cima dos tempos de todos os nossos mundos, e dos mundos de cada um. Nos tornamos tristes no profundo de nós.
Quantas vezes nas coisas mais prazerosas não sentimos aquela fincada de culpa por que "deveriamos" estar fazendo isso ou aquilo? Quantas tardes agradaveis, passada na leve companhia daqueles que amamos, não chamamos de improdutivas? Quanto de culpa não sentimos por não "estarmos produzindo"?
As brechas cínicas no tempo são um alívio, mas só analgésicos. São uma tampa de grades pras caixas que temos de caber. A irônica porta a cela, que leva luz ao comodo, e permite a visão do que está fora é a mesma porta da prisão que nos mantem presos.
Mas há o corpo, (Ah! o corpo!) A ultima resistência de nós sempre não? Adoecemos, nos enfraquecemos, nos sentimos insones, ou hiperativos, nos sentimos ansiosos por vida, sedentos de sentidos, e nos séculos da depressão, nossos corpos não suportam essa falta de sentido, essa supressão dos sentidos e sentires da vida. Revolução é aqui é consciência corporal...
A não-vida não deveria ser nunca a maior parte da nossa existência.
Por que de sentidos e amares somos.
E um dia haveremos de ser...
plenamente.
.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Sobre o Ensino de História II
Um outro ponto básico para o ensino de história "fora da academia", é a "perspectiva do onde estamos". Os alunos precisam debater o significado da produção histórica, poderiamos pegar exemplos de disputas que a história poderia trazer - história como reconstrução, história como dizendo ao presente, porque o passado relevante é o "passado que não passou". Tal como na psicanalise, poderia dizer, os passados "não passados" para nós, nos atormentam, então os discutimos, infindamente, discutimos, dentro dos nossos códigos culturais, dentro da nossa formação subjetiva pessoal, e a maneira como aquelas variaveis nos afetam.
Como nos é impactante o peso da Segunda Guerra Mundial, do Nazismo, como insistimos ainda em tratar o Nazismo como uma "besta anomala". Nos esquivando de adentrar nas questões que nos machucam - aquelas que nos faz real o medo de que somos mais parecidos com aquilo que foi o Nazismo do que gostariamos - e trocamos isso por uma divisão maniqueista e simplória do mundo. História é presente. Nada nela é neutro, nenhum historiador simplesmente "estuda um assunto", e isso tem que ser colocado em debate.
Porque Finley escreveu "Democracia Antiga e Moderna", quais variaveis o afetavam? Em que época ele escreveu o livro? Ao que ele está dizendo, além do conteúdo de seu livro? Qual proposito?
Esse é um questionamento porque o livro foi muito significante para mim, e o primeiro a vir e minha cabeça, existem infinitos outros. Outro ponto que poderiamos discutir longamente é o fato de que a história ensinada nas escolas permanece "desautoral", sempre em tópicos, com fatos diretos e bem resumidos - não dando nem chance a "mão humana" na história, poxa, é "gente que escreve", e não a "história que tá ali", tampouco a incerteza do fato, inclusive porque a incerteza é humana, e não "cientifica" como creem alguns, ainda que eu acredite, que mesmo "cientificamente" navegamos num mar de incertezas.
O que dizer? Vejam filmes "históricos". Recomendo um que vi hoje, muito bonito: a tradução é "jornada pela liberdade", e fala sobre William Wilbeforce, um parlamentar inglês que lutou pela lei de abolição da escravatura no território da Grã Bretanha. Ao final do filme, eu perguntaria aos meus alunos, "Quem se emocionou com Wilberforce?" "Quantos se arrepiaram ao ouvir seu discurso?" e terminaria a aula perguntando maldosamente por entre os dentes "Por que?".
É interessante, em um monte de filmes históricos, onde um "libertador" aparece, para lutar contra alguma "tirania antidemocratica", "contra o povo", etcetera... Há uma construção de diálogo que me parece interessante: Diálogos em que os personagens tem "insights" sobre o futuro "livre, leve e solto" (Exatamente como nesse filme que citei)
A minha idéia é que, os filmes, como os livros, mostram o exercício de reconstrução em prática: Conhecemos o que veio depois, reconstroi-se, no caso desses filmes, a partir de variaveis as quais nos indentificamos, por isso esses personagens são referências, são "hérois". São subjetivamente considerados pelo filme "homens fora do seu tempo" na sua construção como personagens, o que é bem interessante, e daonde podemos fazer um bom exercício: Novamente, sabemos o "fim da história", sabemos o que vem depois, temos nossas variaveis culturais que indicam aquilo que temos como referência de "admiravel" e "repugnante" (ou ainda mais terrivel "bom" e "mau"), essas referências pesam na construção dos personagens, ofuscam o que "são" para criarmos sobre eles as nossas impressões. Não há nenhum pecado nisso, nunca "reconstruiremos" os agente históricos de 200 anos atrás, dúvido que consigamos fazer isso com de 50 para fazer um filme sobre a década de 60 no Brasil. Mas é preciso que se tenha em mente isso, essa sensação de "fora de alcance" - essas personagens que perpassam os milhares de anos de história da humanidade, causam-me sempre essa impressão de distancia... de que é profundamente díficil, chegar ao mundo deles, nunca realmente possivel, mas é preciso perceber: Mundos diferentes.
História é um exercício para lidar com a percepção de mundos, para saber se engalfinhar em "questões mal resolvidas" pelo nosso tempo presente, nossas disputas "sobre o passado", porque elas determinam como construimos as nossas percepções sobre o presente.
E daí, poderiamos ter uma história, para educar para a Autonomia.
Uma história nem tão preocupada assim com a assimilação dos fatos, tampouco a transimissão do "código cultural" nele contido, mas de jogar ao ar, e expor as entranhas pela qual pulsa isso tudo. Cheio de pessoas, com incertezas, paixões e gostos - do lado daqueles que deixaram seus vestígios na forma de documentos, sobre os quais os apaixonados do outro lado, historiadores, se debruçam com suas subjtividades, procurando encontrar traços de coisas, para escrever sobre nossas "memórias conjuntas".
É importante esquecer-se dos fatos. E dar-lhes menos importância, e um novissimo leque de opções se abrirão - para os nossos alunos, para a disciplina histórica, e para nós.
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Como nos é impactante o peso da Segunda Guerra Mundial, do Nazismo, como insistimos ainda em tratar o Nazismo como uma "besta anomala". Nos esquivando de adentrar nas questões que nos machucam - aquelas que nos faz real o medo de que somos mais parecidos com aquilo que foi o Nazismo do que gostariamos - e trocamos isso por uma divisão maniqueista e simplória do mundo. História é presente. Nada nela é neutro, nenhum historiador simplesmente "estuda um assunto", e isso tem que ser colocado em debate.
Porque Finley escreveu "Democracia Antiga e Moderna", quais variaveis o afetavam? Em que época ele escreveu o livro? Ao que ele está dizendo, além do conteúdo de seu livro? Qual proposito?
Esse é um questionamento porque o livro foi muito significante para mim, e o primeiro a vir e minha cabeça, existem infinitos outros. Outro ponto que poderiamos discutir longamente é o fato de que a história ensinada nas escolas permanece "desautoral", sempre em tópicos, com fatos diretos e bem resumidos - não dando nem chance a "mão humana" na história, poxa, é "gente que escreve", e não a "história que tá ali", tampouco a incerteza do fato, inclusive porque a incerteza é humana, e não "cientifica" como creem alguns, ainda que eu acredite, que mesmo "cientificamente" navegamos num mar de incertezas.
O que dizer? Vejam filmes "históricos". Recomendo um que vi hoje, muito bonito: a tradução é "jornada pela liberdade", e fala sobre William Wilbeforce, um parlamentar inglês que lutou pela lei de abolição da escravatura no território da Grã Bretanha. Ao final do filme, eu perguntaria aos meus alunos, "Quem se emocionou com Wilberforce?" "Quantos se arrepiaram ao ouvir seu discurso?" e terminaria a aula perguntando maldosamente por entre os dentes "Por que?".
É interessante, em um monte de filmes históricos, onde um "libertador" aparece, para lutar contra alguma "tirania antidemocratica", "contra o povo", etcetera... Há uma construção de diálogo que me parece interessante: Diálogos em que os personagens tem "insights" sobre o futuro "livre, leve e solto" (Exatamente como nesse filme que citei)
A minha idéia é que, os filmes, como os livros, mostram o exercício de reconstrução em prática: Conhecemos o que veio depois, reconstroi-se, no caso desses filmes, a partir de variaveis as quais nos indentificamos, por isso esses personagens são referências, são "hérois". São subjetivamente considerados pelo filme "homens fora do seu tempo" na sua construção como personagens, o que é bem interessante, e daonde podemos fazer um bom exercício: Novamente, sabemos o "fim da história", sabemos o que vem depois, temos nossas variaveis culturais que indicam aquilo que temos como referência de "admiravel" e "repugnante" (ou ainda mais terrivel "bom" e "mau"), essas referências pesam na construção dos personagens, ofuscam o que "são" para criarmos sobre eles as nossas impressões. Não há nenhum pecado nisso, nunca "reconstruiremos" os agente históricos de 200 anos atrás, dúvido que consigamos fazer isso com de 50 para fazer um filme sobre a década de 60 no Brasil. Mas é preciso que se tenha em mente isso, essa sensação de "fora de alcance" - essas personagens que perpassam os milhares de anos de história da humanidade, causam-me sempre essa impressão de distancia... de que é profundamente díficil, chegar ao mundo deles, nunca realmente possivel, mas é preciso perceber: Mundos diferentes.
História é um exercício para lidar com a percepção de mundos, para saber se engalfinhar em "questões mal resolvidas" pelo nosso tempo presente, nossas disputas "sobre o passado", porque elas determinam como construimos as nossas percepções sobre o presente.
E daí, poderiamos ter uma história, para educar para a Autonomia.
Uma história nem tão preocupada assim com a assimilação dos fatos, tampouco a transimissão do "código cultural" nele contido, mas de jogar ao ar, e expor as entranhas pela qual pulsa isso tudo. Cheio de pessoas, com incertezas, paixões e gostos - do lado daqueles que deixaram seus vestígios na forma de documentos, sobre os quais os apaixonados do outro lado, historiadores, se debruçam com suas subjtividades, procurando encontrar traços de coisas, para escrever sobre nossas "memórias conjuntas".
É importante esquecer-se dos fatos. E dar-lhes menos importância, e um novissimo leque de opções se abrirão - para os nossos alunos, para a disciplina histórica, e para nós.
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Sobre o Ensino de História I
Assisti dois filmes hoje, um que já tinha visto, só que outra versão (em preto e branco) que foi "12 homens e uma sentença" , um filé para discutir a idéia de fato histórico - da incerteza ou possibilidade de imprecisão de um fato. No caso do filme, um fato presente especifico, e daria espaço a um bom debate sobre como seria isso no caso da história, uma vez que lidamos com situações não presentes, é necessário que "já tenha passado", ou "já seja", para que possamos fazer ou dizer qualquer coisa sobre o "tal", assim, poderiamos dar inicio a um diálogo com os alunos que acho fundamental a qualquer um que queira ensinar um pouco sobre as bases para se "pensar a história" - necessária, básica, para se "pensar a história". Temos aí, milhões de brechas para questionamentos, e podemos trabalhar com comparações muito interessantes, se pegarmos a solidez (que me incomoda) da maioria dos nossos livros didaticos (ao menos a maioria dos que usei), com o mar de imprecisão a que podemos nos lançar quando começamos a fazer perguntas sobre a "precisão" da "ciência histórica".
E aqui, após breve chá sobre um filme bom para assistir, caminho para outro lado, que penso ser o fantasma geral que circunda esse longo paragrafo acima, que é justamente o que eu penso ser o "ensino de história", e quais são as bases fundamentais para sua "construção". Bom, gostaria de saudar provocando: Basicamente, ensinamos história "errado".
Uma frase de uma de minhas professoras do primeiro semestre resume meu pensamento: "História é pra pensar, não pra conhecer". Eu acredito nisso, mas acredito também que a forma como nossa sociedade (brasileira, moderna? Não faço idéia) aprendeu a "pensar" a história, está profundamente marcada pela idéia de "ciência positiva", pela "verdade dos fatos". Podemos nos recusar a ver isso da Academia, mas a maioria de nós, alunos, já percebeu que as pessoas o tratam como uma "biblia da verdade sobre a história humana". Tremenda bobagem, sabemos menos do que um pre-vestibulando, e por saber menos, somos mais felizes! "Não-saber" para nós deveria ser encarado como uma dádiva - porque o não saber, nos abre à possibilidade, e a história será para mim, um intenso campo de possibilidade, e nenhuma certeza.
A primeira reflexão necessária a um aluno médio, é a descontrução da idéia da "solidez dos fatos". Ao qual o filme acima é excelente em colocar em questão, e que um professor malicioso, saberia tirar proveito para colocar sua própria ciência numa "saia justa" ainda pior. Embora isso seja somente pelo esforço que este empregar nessa, pois as incertezas ligadas ao direito e ao julgamento de uma pessoa, podem ser tão vastos, ou "vasto de forma diferente", em relação aos "problemas históricos".
E aí abandonar a "hipocrisia", em alguma medida, se faz necessário. A parte dos cabrestos escolares: Como as provas do Estado, e o vestibular, precisamos nos atentar para não cairmos no "conteudismo", coisas a que essas duas maldições do ensino de história, certamente, pesam terrivelmente.
O conteúdo do conhecimento histórico é construido pelo historiador. 4 milhões de históriadores poderiam estudar o mesmo tema, e poderiamos ter 4 milhões de teses (se ouvesse orientador e recursos materiais para tanto), o ponto é que "nunca nos faltara assunto". Podemos dizer, e dizer, e dizer... a pesquisa é em si uma ação subjetiva (embora essa idéia cause calafrios em muitos), o historiador praticamente "cria" o conhecimento, interpreta documentos, e analise séries deles, observando fatos, escolhendo aqui e ali, lapidando aquela pequena preciosa gema, construido no fogo intenso de suas subjetividades e paixões, modelando a matéria bruta dos fatos, suas folhas, palavras, textos, fotografias, imagens, e que quer mais que o historiador poderia buscar sua matéria prima, mas como um anel, foi feito por seu criador, e "não existe em si" a partir da "grande História" (que até escrevemos com H maiusculo).
A "História", não existe. Uma amiga sabiamente disse que acabamos com a palavra história errada. Deveriamos ter só "estórias", e não "História", e eu gosto dessa idéia, especialmente no plural.
E aqui, findo a primeira parte.
E aqui, após breve chá sobre um filme bom para assistir, caminho para outro lado, que penso ser o fantasma geral que circunda esse longo paragrafo acima, que é justamente o que eu penso ser o "ensino de história", e quais são as bases fundamentais para sua "construção". Bom, gostaria de saudar provocando: Basicamente, ensinamos história "errado".
Uma frase de uma de minhas professoras do primeiro semestre resume meu pensamento: "História é pra pensar, não pra conhecer". Eu acredito nisso, mas acredito também que a forma como nossa sociedade (brasileira, moderna? Não faço idéia) aprendeu a "pensar" a história, está profundamente marcada pela idéia de "ciência positiva", pela "verdade dos fatos". Podemos nos recusar a ver isso da Academia, mas a maioria de nós, alunos, já percebeu que as pessoas o tratam como uma "biblia da verdade sobre a história humana". Tremenda bobagem, sabemos menos do que um pre-vestibulando, e por saber menos, somos mais felizes! "Não-saber" para nós deveria ser encarado como uma dádiva - porque o não saber, nos abre à possibilidade, e a história será para mim, um intenso campo de possibilidade, e nenhuma certeza.
A primeira reflexão necessária a um aluno médio, é a descontrução da idéia da "solidez dos fatos". Ao qual o filme acima é excelente em colocar em questão, e que um professor malicioso, saberia tirar proveito para colocar sua própria ciência numa "saia justa" ainda pior. Embora isso seja somente pelo esforço que este empregar nessa, pois as incertezas ligadas ao direito e ao julgamento de uma pessoa, podem ser tão vastos, ou "vasto de forma diferente", em relação aos "problemas históricos".
E aí abandonar a "hipocrisia", em alguma medida, se faz necessário. A parte dos cabrestos escolares: Como as provas do Estado, e o vestibular, precisamos nos atentar para não cairmos no "conteudismo", coisas a que essas duas maldições do ensino de história, certamente, pesam terrivelmente.
O conteúdo do conhecimento histórico é construido pelo historiador. 4 milhões de históriadores poderiam estudar o mesmo tema, e poderiamos ter 4 milhões de teses (se ouvesse orientador e recursos materiais para tanto), o ponto é que "nunca nos faltara assunto". Podemos dizer, e dizer, e dizer... a pesquisa é em si uma ação subjetiva (embora essa idéia cause calafrios em muitos), o historiador praticamente "cria" o conhecimento, interpreta documentos, e analise séries deles, observando fatos, escolhendo aqui e ali, lapidando aquela pequena preciosa gema, construido no fogo intenso de suas subjetividades e paixões, modelando a matéria bruta dos fatos, suas folhas, palavras, textos, fotografias, imagens, e que quer mais que o historiador poderia buscar sua matéria prima, mas como um anel, foi feito por seu criador, e "não existe em si" a partir da "grande História" (que até escrevemos com H maiusculo).
A "História", não existe. Uma amiga sabiamente disse que acabamos com a palavra história errada. Deveriamos ter só "estórias", e não "História", e eu gosto dessa idéia, especialmente no plural.
E aqui, findo a primeira parte.
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domingo, 21 de novembro de 2010
Des(sociados)
Coisas que recorrem a minha volta, uma certa ausência nas falas das pessoas a volta.
O crime , a política, a pobreza, pensados como problemas de matrizes morais - a falta de bondade, a falta de honestidade, a falta de perseverança no trabalho. O discurso mais senso comum, e infelizmente, uma das besteiras mais repetidas em nosso país.
Esses julgamentos são compreensíveis, pelo próprio motivo que me leva a critica-los: Faltam com a sociedade. Não pensam as relações do individuo com a cultura, com a sociedade, o isolam dela, esquecem das histórias, esquecem-se dos discursos e das construções - não raro, são fenomeno desse mesmo efeito.
Roubados de nossas Utopias, ao final da Guerra Fria, sobre os fantasmas dos horrores de duas guerras mundiais, crescidos ou envelhecidos sobre um discurso de "atomização social", da desvalorização da política nas ruas, do denegrir do sentido da palavra "Política", de sua subversão em algo simplesmente da "ossada do burocráta do Estado", e ainda algo onde a corrupção é quase como inerente, onde a palavra democracia se esvaziou de sentido, onde o foco no individuo continua subindo as alturas, aliás já foi tanto que já mal podemos ver a sociedade, já mal podemos ver a cultura - e assim a cultura que produzimos.
Sem Utopias , grandes sonhos sobre uma sociedade possivel, vivendo constantemente com medo. A mobilização social foi colocada no campo das coisas complicadas de lidar, ligadas a um século XX que ainda não passou, não o superamos. Tudo isso produziu uma força muito grande no sentido dos individuos a focarem exclusivamente em si mesmos, no pequeno micro-meio a sua volta.
Assim, "fazer a sua parte" e "dar se bem na vida" se tornaram quase que dois bordões inseparaveis da nossa educação - institucional e na cultura - sobre o mundo.
Palavras como "flexibilidade", "empreendorismo", "liderança", ganharam uma conotação puramente mercantil, e "Utopico" é um termo depreciativo para pessoas e idéias "fora do lugar".
O grande medo dos problemas insoluveis como a violência resulta na consolidação cada vez mais forte de que o "crime é um problema moral", do "sujeito vagabundo". Assim sem esperança numa solução "social" para o problema colocamos grades em nossas casas, enquanto assistimos atentamente a TV cada vez mais propensos a aceitar "quaisquer meios" para os fins da obtenção da segurança pública.
O projeto de vida das pessoas passou a ser construído sobre a forte pressão para ser fundamentalmente "autocentrado" - autopreservação e projeção em primeiro lugar - e é um grande esforço construir um projeto de vida, de mundo, baseado no amplo, com uma entrega mais profunda de si.
Não bastasse, a maioria de nós brasileiros, consegue criticar avidamente as nossas instituições políticas, os nossos políticos, a própria política, quer que isso tenha se tornado, mas cuja solução, a grande maioria das vezes repousa na "esperança do aparecimento de um político moral". O que pra mim também representa outro problema: na criação desse tipo quase mitologico do político "moral" estão os genes do próprio autoritarismo, e a demonstração de um profundo "desconhecer de si" por parte do brasileiro em se pensar como agente político, como ser social, ou em sociedade.
A importancia de pensar as coisas no tempo, inseridos em uma cultura e sociedade, é fundamental para termos a possibilidade de reconstituir a percepção do individuo como "ser", como cidadão, como atuante efetivo do Estado, como a própria Base do Estado.
Assim, reinvindico por uma vida, uma história e uma educação a favor da autonomia e da vida.
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O crime , a política, a pobreza, pensados como problemas de matrizes morais - a falta de bondade, a falta de honestidade, a falta de perseverança no trabalho. O discurso mais senso comum, e infelizmente, uma das besteiras mais repetidas em nosso país.
Esses julgamentos são compreensíveis, pelo próprio motivo que me leva a critica-los: Faltam com a sociedade. Não pensam as relações do individuo com a cultura, com a sociedade, o isolam dela, esquecem das histórias, esquecem-se dos discursos e das construções - não raro, são fenomeno desse mesmo efeito.
Roubados de nossas Utopias, ao final da Guerra Fria, sobre os fantasmas dos horrores de duas guerras mundiais, crescidos ou envelhecidos sobre um discurso de "atomização social", da desvalorização da política nas ruas, do denegrir do sentido da palavra "Política", de sua subversão em algo simplesmente da "ossada do burocráta do Estado", e ainda algo onde a corrupção é quase como inerente, onde a palavra democracia se esvaziou de sentido, onde o foco no individuo continua subindo as alturas, aliás já foi tanto que já mal podemos ver a sociedade, já mal podemos ver a cultura - e assim a cultura que produzimos.
Sem Utopias , grandes sonhos sobre uma sociedade possivel, vivendo constantemente com medo. A mobilização social foi colocada no campo das coisas complicadas de lidar, ligadas a um século XX que ainda não passou, não o superamos. Tudo isso produziu uma força muito grande no sentido dos individuos a focarem exclusivamente em si mesmos, no pequeno micro-meio a sua volta.
Assim, "fazer a sua parte" e "dar se bem na vida" se tornaram quase que dois bordões inseparaveis da nossa educação - institucional e na cultura - sobre o mundo.
Palavras como "flexibilidade", "empreendorismo", "liderança", ganharam uma conotação puramente mercantil, e "Utopico" é um termo depreciativo para pessoas e idéias "fora do lugar".
O grande medo dos problemas insoluveis como a violência resulta na consolidação cada vez mais forte de que o "crime é um problema moral", do "sujeito vagabundo". Assim sem esperança numa solução "social" para o problema colocamos grades em nossas casas, enquanto assistimos atentamente a TV cada vez mais propensos a aceitar "quaisquer meios" para os fins da obtenção da segurança pública.
O projeto de vida das pessoas passou a ser construído sobre a forte pressão para ser fundamentalmente "autocentrado" - autopreservação e projeção em primeiro lugar - e é um grande esforço construir um projeto de vida, de mundo, baseado no amplo, com uma entrega mais profunda de si.
Não bastasse, a maioria de nós brasileiros, consegue criticar avidamente as nossas instituições políticas, os nossos políticos, a própria política, quer que isso tenha se tornado, mas cuja solução, a grande maioria das vezes repousa na "esperança do aparecimento de um político moral". O que pra mim também representa outro problema: na criação desse tipo quase mitologico do político "moral" estão os genes do próprio autoritarismo, e a demonstração de um profundo "desconhecer de si" por parte do brasileiro em se pensar como agente político, como ser social, ou em sociedade.
A importancia de pensar as coisas no tempo, inseridos em uma cultura e sociedade, é fundamental para termos a possibilidade de reconstituir a percepção do individuo como "ser", como cidadão, como atuante efetivo do Estado, como a própria Base do Estado.
Assim, reinvindico por uma vida, uma história e uma educação a favor da autonomia e da vida.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
estender a mão...
Abrir-se.
Dar espaço.
E num abraço silencioso permitir-se abraçar, quem com alguns soluços e algumas lagrimas, que se silencia na calma do encontro, na calma do espaço, da abertura. Do sentimento compartilhado.
Encontrar-se. Tocar-se.
Há vastidões tão vastidões quanto as nossas vastidões. E no indizivel da contradição, e do caos que somos, nos reconhecemos, por coisas muito diferentes, muito parecidas.
Que pouco cabem nas palavras. Quase nada.
Mas sabemos ou sentimos
Mudar mundos em abraços atemporais.
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Dar espaço.
E num abraço silencioso permitir-se abraçar, quem com alguns soluços e algumas lagrimas, que se silencia na calma do encontro, na calma do espaço, da abertura. Do sentimento compartilhado.
Encontrar-se. Tocar-se.
Há vastidões tão vastidões quanto as nossas vastidões. E no indizivel da contradição, e do caos que somos, nos reconhecemos, por coisas muito diferentes, muito parecidas.
Que pouco cabem nas palavras. Quase nada.
Mas sabemos ou sentimos
Mudar mundos em abraços atemporais.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
De Amares...
algo de nós, pra além dos padrões do mundo.
Longe da racionalidade de aço do nosso tempo.
Algo de irracional, selvagem! Que nos impele, morros abaixo e acima, abismos.
É o que nos faz infinitamente grandes, na nossa infinita pequenez.
Uma celebração feliz ao controverso, uma resistencia da alma.
Que é de amares que somos.
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Longe da racionalidade de aço do nosso tempo.
Algo de irracional, selvagem! Que nos impele, morros abaixo e acima, abismos.
É o que nos faz infinitamente grandes, na nossa infinita pequenez.
Uma celebração feliz ao controverso, uma resistencia da alma.
Que é de amares que somos.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
De cair.
As vezes eu queria cair, mas sinto que não posso.
Queria ser acolhido, em fraqueza, e poder contar com isso, mas não posso. Sinto que não posso.
Corro risco de parecer profundamente ingrato, não é isso, é só que não há em mim a segurança para abandonar minhas próprias durezas. Minha força, minha firmeza, também minha maior fraqueza. As vezes anseio que se quebre, que se parta, que não dê mais conta, só pra esperar que alguem estenda a mão.
E para tantas mãos que eu estendo, ou os "conte comigo" eu sinto isso pouco em relaçao a mim.
E sinto falta.
"Se eu cair agora quem é que vai me segurar?"
Eu não sei. E não quero botar essa responsabilidade no colo de ninguem, o que as vezes eu queria, era um ombro, pra deitar a cabeça, fechar os olhos, e ficar quietinho ali. Não depender, mas poder contar, afinal. E cair, de ponta e profundamente, e não ser tachado de fraco, ou ter meu futuro profetizado nas vozes de quem sabe bem estender a mão, mas prefere levantar a voz, para me culpar e dizer das minhas oportunidades perdidas. (Pro inferno com elas.)
- Não peça explicações, só deixa eu ficar aqui um pouquinho...
É um esforço imenso, acordar todos os dias para um mundo novo e renovado, mas um mundo de um homem só.
Sou traído pela minha desconfiança. Me fixo nas minhas forças, e faço todo esforço necessário, para não cair nunca. Porque não acho que realmente eu possa cair. Eu nunca pude realmente não é?
Não que não tenha ocorrido. Não que não tenha inclusive tentado. Mas não.
Poderia cair? Posso cair no mar das minhas angustias? Seria segurado? Ainda não sei nadar bem.
Ainda não caí.
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Queria ser acolhido, em fraqueza, e poder contar com isso, mas não posso. Sinto que não posso.
Corro risco de parecer profundamente ingrato, não é isso, é só que não há em mim a segurança para abandonar minhas próprias durezas. Minha força, minha firmeza, também minha maior fraqueza. As vezes anseio que se quebre, que se parta, que não dê mais conta, só pra esperar que alguem estenda a mão.
E para tantas mãos que eu estendo, ou os "conte comigo" eu sinto isso pouco em relaçao a mim.
E sinto falta.
"Se eu cair agora quem é que vai me segurar?"
Eu não sei. E não quero botar essa responsabilidade no colo de ninguem, o que as vezes eu queria, era um ombro, pra deitar a cabeça, fechar os olhos, e ficar quietinho ali. Não depender, mas poder contar, afinal. E cair, de ponta e profundamente, e não ser tachado de fraco, ou ter meu futuro profetizado nas vozes de quem sabe bem estender a mão, mas prefere levantar a voz, para me culpar e dizer das minhas oportunidades perdidas. (Pro inferno com elas.)
- Não peça explicações, só deixa eu ficar aqui um pouquinho...
É um esforço imenso, acordar todos os dias para um mundo novo e renovado, mas um mundo de um homem só.
Sou traído pela minha desconfiança. Me fixo nas minhas forças, e faço todo esforço necessário, para não cair nunca. Porque não acho que realmente eu possa cair. Eu nunca pude realmente não é?
Não que não tenha ocorrido. Não que não tenha inclusive tentado. Mas não.
Poderia cair? Posso cair no mar das minhas angustias? Seria segurado? Ainda não sei nadar bem.
Ainda não caí.
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domingo, 17 de outubro de 2010
O ele que eu não conheço.
Ontem nos encontramos, as quatro e pouco da madrugada.
Ele ouvia suas musicas favoritas com intesidade, não sei a quanto tempo estava ali, mas reconheci algumas perguntas que também são importantes pra ela.
Coisas que eu não sei o que pensar sobre, que eu não tenho idéia de como tenham sido. Como terá sido ele apaixonado? Será que ainda o é? Quantas vezes terá namorado? E aquela história de que terminou com outra só pra ficar com ela?
O que terá sido transformado, naquilo que conheci de uma maneira tão confusa, e assaz, problemática?
Eu ouvi as músicas, reminiscências de uma infância sem visão, onde não a imagens, pouquíssimas, quase como se fotos mentais do passado, imoveis, mas com perspectiva, fluídas, e cheias de som, tatos, cheiros. Cheiros de memória, de pedaços de mim tão díficieis de buscar por agora. Tão distantes.
De um outro ele, que eu conheci apenas fragmentos de alguem que já mudava, e mudou tanto, e muda ainda hoje.
E é pro meu irmão mais novo, um tremendo paizão.
Assim como agora o é,
Pra mim também.
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Ele ouvia suas musicas favoritas com intesidade, não sei a quanto tempo estava ali, mas reconheci algumas perguntas que também são importantes pra ela.
Coisas que eu não sei o que pensar sobre, que eu não tenho idéia de como tenham sido. Como terá sido ele apaixonado? Será que ainda o é? Quantas vezes terá namorado? E aquela história de que terminou com outra só pra ficar com ela?
O que terá sido transformado, naquilo que conheci de uma maneira tão confusa, e assaz, problemática?
Eu ouvi as músicas, reminiscências de uma infância sem visão, onde não a imagens, pouquíssimas, quase como se fotos mentais do passado, imoveis, mas com perspectiva, fluídas, e cheias de som, tatos, cheiros. Cheiros de memória, de pedaços de mim tão díficieis de buscar por agora. Tão distantes.
De um outro ele, que eu conheci apenas fragmentos de alguem que já mudava, e mudou tanto, e muda ainda hoje.
E é pro meu irmão mais novo, um tremendo paizão.
Assim como agora o é,
Pra mim também.
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Pesadelos e sonhos.
Meus pesadelos me atorementam, são terriveis, desfazem o mundo, trazem a tona grandes medos improvaveis, mas não impossiveis. E as vezes, alívio grande ao acordar, posto que não continuam, que não são reais, ou aquela angustiazinha daquil ter mechido com coisas delicadas.
Meus sonhos de hoje também são pesadelos. E no mundo belo, das coisas esperadas, de cenas tão bonitas, que daria para gravar um filme, o acordar, e o desfazer-se de tudo aquilo, que havia sido real no sonho, o voltar ao mundo, e a falta daquilo que não teve.
Em resumo, prefiro ficar acordado.
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Meus sonhos de hoje também são pesadelos. E no mundo belo, das coisas esperadas, de cenas tão bonitas, que daria para gravar um filme, o acordar, e o desfazer-se de tudo aquilo, que havia sido real no sonho, o voltar ao mundo, e a falta daquilo que não teve.
Em resumo, prefiro ficar acordado.
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Só umas palavras a toa,
Sonhos
terça-feira, 12 de outubro de 2010
O Ri(s)o e o Fósforo.
Pequenas contigências me afetam, e eu, costumo olhar por cima dos ombros.
Pequenas coisas, o atraso do salário, a falta de passagens nos horarios apropriados num dia específico. Posso então me manter aqui por mais 5 ou 6 dias, que com certeza serão bem aproveitados, mas que também o seriam no "outro mundo".
Confesso, estou com saudades de lá. E de acordar pra ir pra uma aula, natação de tarde, as festas e as conversas (que também tenho aqui, mas que são de outras esferas mesmo.)
Mas também, me encuca um medo de certos olhares de repreensão, e ter que ficar ouvindo aquelas bobagens que me incomodam tanto não pelo que eles olham, e comentam, mas justamente por o fazerem, odeio ser colocado numa caixa, interpretando meus "As" e "Bês" dentro de um quadro de "sucessos e fracassos" do qual já tentei me retirar a tanto tempo. Me incomoda ter que ficar lidando com essas coisas.
E tem os compromissos também não? Não os da Academia, porque, certamente, se não conseguir voltar hoje, pouca diferença realmente fara, se chegar sexta ou quinta, já que não tenho aula.
Mas tem reuniões, encontros, conversas, tem jogos para serem jogados e narrados por aí, coisas a serem escritas, lidas, mechidas. E elas, ao contrário das diversas coisas, não gosto tratar como obrigação, gosto de ir num ritmo prazeroso, ainda que tenha lá minhas perdas, eu as admito e continuo. Mas o que farei eu?
Muitas das coisas não dependem de mim, mas contam comigo, sim. E por não pensar a partir desses "deveres e teres", não me sinto na obrigação de voltar, não faz tanta diferença.
Na verdade, a vontade de ficar, talvez seja vontade também de fazer falta por lá, testar? Talvez, ainda que possa ser desagradavel a idéia, mas talvez sim.
E já vieram os que sentem falta, reclamar o sumiço. E como queria dizer que fiquei feliz por saber.
Agora espero pelo meu pai acordar, para conversar com ele sobre as pequenas contigências, avisadas sim porque poderia ter comprado as passagens ontem, ou anteontem, mas quem iria saber? Não é tão comum assim todas as passagens pós almoço ja estarem esgotadas, logo as 6 e 30 da manhã.
E na boa, eu faço isso. Me exponho a essas coisas e é isso sabe?
Né nem questão de não aprender, ou não ouvir, é a prioridade mesmo.
Não gosto muito de ficar preocupado com essas coisas.
Me preocupo com outras, as que chamo de "mais complicadas".
Ainda não sei, se fico ou se volto, muitas coisas se aparecem, e esses pensares são exercícios gostosos e não desgastantes. Ajudam a pensar coisas sobre as coisas, das coisas que a gente faz, entenderam?
Enfim, quando decidir, descobrirão.
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Pequenas coisas, o atraso do salário, a falta de passagens nos horarios apropriados num dia específico. Posso então me manter aqui por mais 5 ou 6 dias, que com certeza serão bem aproveitados, mas que também o seriam no "outro mundo".
Confesso, estou com saudades de lá. E de acordar pra ir pra uma aula, natação de tarde, as festas e as conversas (que também tenho aqui, mas que são de outras esferas mesmo.)
Mas também, me encuca um medo de certos olhares de repreensão, e ter que ficar ouvindo aquelas bobagens que me incomodam tanto não pelo que eles olham, e comentam, mas justamente por o fazerem, odeio ser colocado numa caixa, interpretando meus "As" e "Bês" dentro de um quadro de "sucessos e fracassos" do qual já tentei me retirar a tanto tempo. Me incomoda ter que ficar lidando com essas coisas.
E tem os compromissos também não? Não os da Academia, porque, certamente, se não conseguir voltar hoje, pouca diferença realmente fara, se chegar sexta ou quinta, já que não tenho aula.
Mas tem reuniões, encontros, conversas, tem jogos para serem jogados e narrados por aí, coisas a serem escritas, lidas, mechidas. E elas, ao contrário das diversas coisas, não gosto tratar como obrigação, gosto de ir num ritmo prazeroso, ainda que tenha lá minhas perdas, eu as admito e continuo. Mas o que farei eu?
Muitas das coisas não dependem de mim, mas contam comigo, sim. E por não pensar a partir desses "deveres e teres", não me sinto na obrigação de voltar, não faz tanta diferença.
Na verdade, a vontade de ficar, talvez seja vontade também de fazer falta por lá, testar? Talvez, ainda que possa ser desagradavel a idéia, mas talvez sim.
E já vieram os que sentem falta, reclamar o sumiço. E como queria dizer que fiquei feliz por saber.
Agora espero pelo meu pai acordar, para conversar com ele sobre as pequenas contigências, avisadas sim porque poderia ter comprado as passagens ontem, ou anteontem, mas quem iria saber? Não é tão comum assim todas as passagens pós almoço ja estarem esgotadas, logo as 6 e 30 da manhã.
E na boa, eu faço isso. Me exponho a essas coisas e é isso sabe?
Né nem questão de não aprender, ou não ouvir, é a prioridade mesmo.
Não gosto muito de ficar preocupado com essas coisas.
Me preocupo com outras, as que chamo de "mais complicadas".
Ainda não sei, se fico ou se volto, muitas coisas se aparecem, e esses pensares são exercícios gostosos e não desgastantes. Ajudam a pensar coisas sobre as coisas, das coisas que a gente faz, entenderam?
Enfim, quando decidir, descobrirão.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
lugar vazio...
Aquele caminhar na chuva, sem ninguem para acompanhar.
O lugar vazio na poltrona durante as viagens, o lugar vazio na cadeira a frente da mesa. São os bons dias e boas noites que eu não ouço, os abraços espontaneos e as surpresas que não recebo, os comentários que não ouço, as besteiras e singelices que desconheço. As idéias que eu não comento, as besteiras que eu não falo, as gargalhadas que não dou.
A presença que não sou. A singularidade ausente.
O não-beijo, o não-sexo. Não-olhares. Não ouvires, nada.
É olhar o mar, as flores, as arvores, as cores, é ver borboletas e as pessoas, e não ter quem mostrar.
Nem ver do diferente e os sentires que não sinto.
Quem falta nas fotos, fotos que nem são.
São aquelas coisas dificeis que eu deixei de lado, e o pior de mim que também sou.
E aquele comentário que eu deixei de fazer, a dança desacompanhada.
O afagar onde não há nem cabelos, nem corpo, olhos ou bocas.
É o espaço vazio do meu abraço. A falta do ar no suspiro.
E somente o barulho dos meus próprios passos, que acompanham minha sombra singular, e minha mãos dadas... pro vazio ao meu lado do meu lado vazio.
Não que eu não seja, nem que não esteja feliz. É só o causo de mais uma dessas solidões, revestidas de outras cores.
De alguem que entende que o mundo faz sentido quando é compartilhado.
Mundos em mim, que hoje só existem no chão da pele, e nela nascem e morrem, sem florescer, mas renascem, dentro de seu ciclo incompleto.
Esperam pelas primaveras da alma.
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O lugar vazio na poltrona durante as viagens, o lugar vazio na cadeira a frente da mesa. São os bons dias e boas noites que eu não ouço, os abraços espontaneos e as surpresas que não recebo, os comentários que não ouço, as besteiras e singelices que desconheço. As idéias que eu não comento, as besteiras que eu não falo, as gargalhadas que não dou.
A presença que não sou. A singularidade ausente.
O não-beijo, o não-sexo. Não-olhares. Não ouvires, nada.
É olhar o mar, as flores, as arvores, as cores, é ver borboletas e as pessoas, e não ter quem mostrar.
Nem ver do diferente e os sentires que não sinto.
Quem falta nas fotos, fotos que nem são.
São aquelas coisas dificeis que eu deixei de lado, e o pior de mim que também sou.
E aquele comentário que eu deixei de fazer, a dança desacompanhada.
O afagar onde não há nem cabelos, nem corpo, olhos ou bocas.
É o espaço vazio do meu abraço. A falta do ar no suspiro.
E somente o barulho dos meus próprios passos, que acompanham minha sombra singular, e minha mãos dadas... pro vazio ao meu lado do meu lado vazio.
Não que eu não seja, nem que não esteja feliz. É só o causo de mais uma dessas solidões, revestidas de outras cores.
De alguem que entende que o mundo faz sentido quando é compartilhado.
Mundos em mim, que hoje só existem no chão da pele, e nela nascem e morrem, sem florescer, mas renascem, dentro de seu ciclo incompleto.
Esperam pelas primaveras da alma.
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sábado, 4 de setembro de 2010
É possivel perder-se de si?
Até hoje, eu acredito que sim.
Apresentados ao mundo, somos educados na cultura a aprender "nosso lugar" e a nele nos sentarmos e só irmos aonde nos é permitido ir. Na minha opinião, chegamos a um nível de controle tão severo onde nosso 'eu' é totalizado pelo que aqui chamo de cultura. Uma cultura totalitária, ela promove a dominação total do ser, o insere em centenas de padrões e convenções que se seguirmos um mínimo deles nos desfaremos em tantas milhões de partes que, primeiro: nos discernir será profundamente díficil, segundo, não faço idéia daquilo que significará o "eu".
Como um manequim, a única coisa diferente entre nós, nesse extremo da dominação, seria a roupa com a qual nos vestem (nem nos vestimos mais), e no fundo no fundo, manequins ocos, desprovidos de um "eu" que tenha cores próprias, que se afirme, desprovido de "vida vivivel".
Algumas horas eu temo que caminhemos para isso. Mas essa distopia só viria a tona se cedesse a nossa resistência. Aquilo que penso por "eu" é algo que resiste, resiste a adaptar-se e a caber no mundo que lhe é imposto, resiste por meio da sensação - de maneiras tão variadas, dentro da história, e da experiência de cada indivíduo, mas felizmente, resiste.
Bom, quem me conhece, vai perceber que pra mim, faz um danado de um sentido pensar assim.
Não me garanto razão, apenas penso sobre a idéia.
Nesse jogo de forças entre o "eu" do individuo e o "mundo", criamos nossos meios de nos mantermos nós mesmos, e ainda, estarmos no mundo. Mas a sociedade de controle está longe de ser um local propício a expressão das coisas que mais nos dizem, própricio a plenitude do ser.
Assim, resistir é uma dimensão necessária, a adatpação uma porta para um terrivel tormento, que é a possibilidade de não ver sentido pela anestesia dos sentidos do mundo, que existem em cada um de nós.
Questionar e mudar essa cultura do medo, essa cultura da dominação, se faz necessário.
Rejeitar o controle totalizante do ser.
E a energia dessas tantas multilações que sofremos, como a força que precisamos para mudar, tudo.
Desacreditar o poder. Desacreditar o controle.
Nada existe por sí só, fazemos o mundo.
Revolução do ser. Revolução do mundo. Mundos.
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Apresentados ao mundo, somos educados na cultura a aprender "nosso lugar" e a nele nos sentarmos e só irmos aonde nos é permitido ir. Na minha opinião, chegamos a um nível de controle tão severo onde nosso 'eu' é totalizado pelo que aqui chamo de cultura. Uma cultura totalitária, ela promove a dominação total do ser, o insere em centenas de padrões e convenções que se seguirmos um mínimo deles nos desfaremos em tantas milhões de partes que, primeiro: nos discernir será profundamente díficil, segundo, não faço idéia daquilo que significará o "eu".
Como um manequim, a única coisa diferente entre nós, nesse extremo da dominação, seria a roupa com a qual nos vestem (nem nos vestimos mais), e no fundo no fundo, manequins ocos, desprovidos de um "eu" que tenha cores próprias, que se afirme, desprovido de "vida vivivel".
Algumas horas eu temo que caminhemos para isso. Mas essa distopia só viria a tona se cedesse a nossa resistência. Aquilo que penso por "eu" é algo que resiste, resiste a adaptar-se e a caber no mundo que lhe é imposto, resiste por meio da sensação - de maneiras tão variadas, dentro da história, e da experiência de cada indivíduo, mas felizmente, resiste.
Bom, quem me conhece, vai perceber que pra mim, faz um danado de um sentido pensar assim.
Não me garanto razão, apenas penso sobre a idéia.
Nesse jogo de forças entre o "eu" do individuo e o "mundo", criamos nossos meios de nos mantermos nós mesmos, e ainda, estarmos no mundo. Mas a sociedade de controle está longe de ser um local propício a expressão das coisas que mais nos dizem, própricio a plenitude do ser.
Assim, resistir é uma dimensão necessária, a adatpação uma porta para um terrivel tormento, que é a possibilidade de não ver sentido pela anestesia dos sentidos do mundo, que existem em cada um de nós.
Questionar e mudar essa cultura do medo, essa cultura da dominação, se faz necessário.
Rejeitar o controle totalizante do ser.
E a energia dessas tantas multilações que sofremos, como a força que precisamos para mudar, tudo.
Desacreditar o poder. Desacreditar o controle.
Nada existe por sí só, fazemos o mundo.
Revolução do ser. Revolução do mundo. Mundos.
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Só umas palavras a toa
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Amares.
engraçada conclusão.
"Nunca deixei de amar ninguem.
Nunca deixei de amar."
Respeita o amor, as convenções, o espaço e o tempo?
Acaba o amor?
Curioso amor esse, que desconhece o heterosexismo, a monogamia, a moral e a constrição de nós. Esse amor que simplesmente ama e nunca deixou de amar.
Que sempre me empurrou e empurará.
Abismos abaixo.
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"Nunca deixei de amar ninguem.
Nunca deixei de amar."
Respeita o amor, as convenções, o espaço e o tempo?
Acaba o amor?
Curioso amor esse, que desconhece o heterosexismo, a monogamia, a moral e a constrição de nós. Esse amor que simplesmente ama e nunca deixou de amar.
Que sempre me empurrou e empurará.
Abismos abaixo.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Quebrar do ser.
Não cabemos nesses caixotes que nos forçamos adentro. Somos fatiadores, educados para multilar, auto-multilar e sermos multilados. Assim funciona a máquina, dizendo o que devemos cortar - em nós mesmos e nos outros. E assim, somos muito bons nisso. Cortamos.
Aquilo que não se pode ver. Aquilo que não se pode ouvir. Aquilo que não se pode dizer.
Nos cortamos. E a nós mesmos.
Pedaços que não cabem, que não produzem, que não levam-a-lugar-nenhum.
Convencidos pelo medo da existencia ameaçada de que precisamos nos valorizar mais para nos vender. E que para nos valorizar precisamos "estar nos conformes", fazemos isso com uma precisão incrivel, começando pelos primeiros anos de vida de nossos mais jovens semelhantes.
Os ensinamos a fazerem eles próprios. Se cortar é mais que um dever, uma necessidade. e embora horrenda, cultuada como arte.
Sob a alcunha da flexibilidade, o fio de uma lâmina, "você é radical demais" "você precisa ser mais flexivel", "desse jeito você não vai a lugar nenhum" , "você precisa ser mais..." "você não pode ser assim..."
É , precisamos, antes de qualquer outra coisa SER Mais. mas não ser mais qualquer outra coisa.
Mas fracassamos crassamente. Foi o mais belo fracasso da humanidade - multilar-se. Sim, nos retalhamos aos pedaços, e assim também produzimos todo o tipo de reação: Homens encaixotados, cortados e furiosos. Mulheres, encaixotadas , cortadas, revoltadas.
Há em nós, cada gota de revolta, contra essa grande faca que nós mesmos fazemos e reproduzimos, que cabe a nós dar fim.
É uma faca cega , surda e muda. Que diz que seus pensamentos não valem nada. Que você não está do "modo certo". Essa faca, surda, sem alteridade. Que retalhou nosso tempo. Nossas relações. Nosso mundo. Nossos corpos. Que só existe, porque amolamos ela todo dia - nas nossas palavras, no nosso modo de pensar, ensinados a ser, multiladores. A reproduzimos.
Mas nos revoltamos, fracassamos. E assim, em cada um de nós a resistencia: A resistencia daqueles que fogem, que se entristecem, que lutam, que morrem.
A resistencia do corpo que grita contra a indiferença de si mesmo.
Que grita destruindo tudo por dentro do eu que se desconhece.
Nossa profunda revolução semeada.
Que há de se aflorar!
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Aquilo que não se pode ver. Aquilo que não se pode ouvir. Aquilo que não se pode dizer.
Nos cortamos. E a nós mesmos.
Pedaços que não cabem, que não produzem, que não levam-a-lugar-nenhum.
Convencidos pelo medo da existencia ameaçada de que precisamos nos valorizar mais para nos vender. E que para nos valorizar precisamos "estar nos conformes", fazemos isso com uma precisão incrivel, começando pelos primeiros anos de vida de nossos mais jovens semelhantes.
Os ensinamos a fazerem eles próprios. Se cortar é mais que um dever, uma necessidade. e embora horrenda, cultuada como arte.
Sob a alcunha da flexibilidade, o fio de uma lâmina, "você é radical demais" "você precisa ser mais flexivel", "desse jeito você não vai a lugar nenhum" , "você precisa ser mais..." "você não pode ser assim..."
É , precisamos, antes de qualquer outra coisa SER Mais. mas não ser mais qualquer outra coisa.
Mas fracassamos crassamente. Foi o mais belo fracasso da humanidade - multilar-se. Sim, nos retalhamos aos pedaços, e assim também produzimos todo o tipo de reação: Homens encaixotados, cortados e furiosos. Mulheres, encaixotadas , cortadas, revoltadas.
Há em nós, cada gota de revolta, contra essa grande faca que nós mesmos fazemos e reproduzimos, que cabe a nós dar fim.
É uma faca cega , surda e muda. Que diz que seus pensamentos não valem nada. Que você não está do "modo certo". Essa faca, surda, sem alteridade. Que retalhou nosso tempo. Nossas relações. Nosso mundo. Nossos corpos. Que só existe, porque amolamos ela todo dia - nas nossas palavras, no nosso modo de pensar, ensinados a ser, multiladores. A reproduzimos.
Mas nos revoltamos, fracassamos. E assim, em cada um de nós a resistencia: A resistencia daqueles que fogem, que se entristecem, que lutam, que morrem.
A resistencia do corpo que grita contra a indiferença de si mesmo.
Que grita destruindo tudo por dentro do eu que se desconhece.
Nossa profunda revolução semeada.
Que há de se aflorar!
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
escritos sobre histórias, memórias e identidades.
(Quando eu descobrir como posta o video aqui, eu posto, no mais, boa leitura)
Post baseado no trailer do Documentário: Era das Utopias
"somos aquilo que lembramos, agora, além disso, costumo acrescentar que também somos aquilo que escolhemos esquecer."
"We are told what we are to think about, and then we are told that these are our memories. In fact, we are taught to remember"
(Nos dizem o que devemos pensar, e então nos dizem que estas são nossas memórias. De fato, somos ensinados a lembrar...)
As duas frases da abertura desse documentário me chamaram atenção.
A História dos fatos não existe "por si", historiadores a buscam, um trabalho tremendo é feito nesse sentido, mas estamos, inexoravelmente, separados do nosso passado. Outro ponto é a infinitude do passado, como exemplifica Valery em seu livro Variéte que se escolhermos um ano especifico, como 1789, dá pra pensar a quantidade de informação que existe nesse ano específico?
Quantas histórias possiveis? Existe "A História"? De fato, esses acontecimentos todos do ano de 1789 aconteceram, mas tornar isso em totalidade conhecimento é possivel? Só pra esse ano? Para qualquer ano? Todos?
Se pegarmos só pelo viez mais "senso-comum" da história, que é o político, militar e economico, poderemos dizer sim, muito sobre a efervescência política na Europa ocidental na épocao, mas e a Asia, o Oriente Médio, que poderiamos dizer sobre o "Novo Mundo", ou o Japão? Que poderiamos dizer sobre a Oceania e a Africa? Quantos tratados, correspondências, quantas movimentações de cunho político/militar ou economico podemos registrar e o que poderemos registrar de e sobre cada uma? Esse vortex de imagens e idéias é apenas para jogar a impressão de algo realmente vasto, Infinito no sentido de interminavel, que torna o trabalho do historiador, Infinito, no sentido de incompleto (e no sentido de que "nunca nos faltará assunto", como bem diria Prof. Chalhoub).
As histórias são feitas de escolhas. As memórias são construídas a partir das escolhas.
"Somos ensinados a lembrar". Quem nos ensinou a lembrar? O que?
Quem nos ensina a memória na nossa sociedade? Quais são os elementos dessa educação?
Como nos pensamos a partir daquilo que nos ensinaram que é a nossa memória?
Como se constroí a identidade do individuo a partir da relação que ele estabelece entre sua memória pessoal e sua memória histórica?
Não diz a memória, respeito ao futuro?
Nossas instituições escolares nos ensinam a construir um tipo de memória. A memória nos vem através das letras de canções, nos romances e nos livros de história escritos, nas novelas, nas conversas cotidianas, enfim, produzimos memória nas nossas vidas.
As memórias social e individual não se dissociam, assim essa memória do que foi a humanidade, da "nossa história", diz respeito a "quem somos" e portanto a cada um de nós. Pensamos e mesmo sem perceber produzimos uma memória social, não só do "tempo presente", do "tempo que somos", mas do nosso passado, de como nos relacionamos com aquilo que construiram que somos enquanto gênero humano, ou seja de nossa relação com o "conjunto social" que chamamos de "Humanidade."
Assim fiamos uma teia de relações através dos discursos produzidos pelos infintezimais pontos que nela existem, nós, os indivíduos, despojados de qualquer agrupamento que não o das moléculas e átomos de cada um (quiçá!).
E se a memória diz respeito ao futuro é porque , como você pensa o passado diz respeito ao presente e não ao passado em si (afinal eles já passado, nós não), reflete assim as nossa questões sobre "o mundo e as coisas", e sobre "nós", sobre nossa indivudualidade e sua inserção no mundo. Assim, elas acabam influenciando nas escolhas que tomamos, nas práticas que estabelecemos nas nossas vidas, como nos relacionamos inclusive com a forma como nos ensinaram a nos relacionar, a pensar e construir a memória.
A memória também é anterior a nós, produzimos a nossa já sendo "ensinados a lembrar",
nos relacionamos com o mundo mesmo antes de pensar como pensamos, somos "apresentados ao mundo", e a memória na qual somos educados nos ensina sobre ele, a memória dos pontos de encontro que esbarramos: Nossos livros, professores, televisões, musicas, principalmente, as pessoas a nossa volta. Nossa experiência no mundo e as relações que estabelecemos com a memória "apresentada", é que nos provoca a produzir nossa própria memória - o que escolhemos lembrar e esquecer - como indivíduo e sociedade (inclusive indissociaveis aqui).
Nesse ponto é bem díficil dizer que escolhemos. E até que ponto, o fato é que "mais ou menos" escolhendo e sendo escolhimos, criamos. E criamos, modificamos.
Nessa teia, de infinitezimais pontos, é onde se produz a sociedade. E a memória social serve em grande medida de "entendimento-justificativa" para o que existe no tempo presente - seja para afirmar algo como "legítimo", seja para sua "deslegitimação".
A fragmentalidade da História nos lançou sobre um mar de dúvidas, mas boa parte das memórias produzidas que me esbarram , vejo, carregam em si o tom do "discurso de verdade".
Por que ainda nos apegamos a essa disputa? Pra quê?
Em um campo onde quase tudo pode ser justificado, a verdade não passe de ser reduzir a história a um meio para se atingir a verdade desejada, verdade-querida. Logo, quase "qualquer verdade" é possivel. E fazemos isso exaustivamente, academicos ou não, insistimos na busca de respostas e de justificações das nossas teorias favoritas. E conseguimos claro, todos. E disputamos nossas verdades a tapas, quando não nas guerras.
"Nossas convicções são secretamente assassinas." Paul Valery
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Post baseado no trailer do Documentário: Era das Utopias
"somos aquilo que lembramos, agora, além disso, costumo acrescentar que também somos aquilo que escolhemos esquecer."
"We are told what we are to think about, and then we are told that these are our memories. In fact, we are taught to remember"
(Nos dizem o que devemos pensar, e então nos dizem que estas são nossas memórias. De fato, somos ensinados a lembrar...)
As duas frases da abertura desse documentário me chamaram atenção.
A História dos fatos não existe "por si", historiadores a buscam, um trabalho tremendo é feito nesse sentido, mas estamos, inexoravelmente, separados do nosso passado. Outro ponto é a infinitude do passado, como exemplifica Valery em seu livro Variéte que se escolhermos um ano especifico, como 1789, dá pra pensar a quantidade de informação que existe nesse ano específico?
Quantas histórias possiveis? Existe "A História"? De fato, esses acontecimentos todos do ano de 1789 aconteceram, mas tornar isso em totalidade conhecimento é possivel? Só pra esse ano? Para qualquer ano? Todos?
Se pegarmos só pelo viez mais "senso-comum" da história, que é o político, militar e economico, poderemos dizer sim, muito sobre a efervescência política na Europa ocidental na épocao, mas e a Asia, o Oriente Médio, que poderiamos dizer sobre o "Novo Mundo", ou o Japão? Que poderiamos dizer sobre a Oceania e a Africa? Quantos tratados, correspondências, quantas movimentações de cunho político/militar ou economico podemos registrar e o que poderemos registrar de e sobre cada uma? Esse vortex de imagens e idéias é apenas para jogar a impressão de algo realmente vasto, Infinito no sentido de interminavel, que torna o trabalho do historiador, Infinito, no sentido de incompleto (e no sentido de que "nunca nos faltará assunto", como bem diria Prof. Chalhoub).
As histórias são feitas de escolhas. As memórias são construídas a partir das escolhas.
"Somos ensinados a lembrar". Quem nos ensinou a lembrar? O que?
Quem nos ensina a memória na nossa sociedade? Quais são os elementos dessa educação?
Como nos pensamos a partir daquilo que nos ensinaram que é a nossa memória?
Como se constroí a identidade do individuo a partir da relação que ele estabelece entre sua memória pessoal e sua memória histórica?
Não diz a memória, respeito ao futuro?
Nossas instituições escolares nos ensinam a construir um tipo de memória. A memória nos vem através das letras de canções, nos romances e nos livros de história escritos, nas novelas, nas conversas cotidianas, enfim, produzimos memória nas nossas vidas.
As memórias social e individual não se dissociam, assim essa memória do que foi a humanidade, da "nossa história", diz respeito a "quem somos" e portanto a cada um de nós. Pensamos e mesmo sem perceber produzimos uma memória social, não só do "tempo presente", do "tempo que somos", mas do nosso passado, de como nos relacionamos com aquilo que construiram que somos enquanto gênero humano, ou seja de nossa relação com o "conjunto social" que chamamos de "Humanidade."
Assim fiamos uma teia de relações através dos discursos produzidos pelos infintezimais pontos que nela existem, nós, os indivíduos, despojados de qualquer agrupamento que não o das moléculas e átomos de cada um (quiçá!).
E se a memória diz respeito ao futuro é porque , como você pensa o passado diz respeito ao presente e não ao passado em si (afinal eles já passado, nós não), reflete assim as nossa questões sobre "o mundo e as coisas", e sobre "nós", sobre nossa indivudualidade e sua inserção no mundo. Assim, elas acabam influenciando nas escolhas que tomamos, nas práticas que estabelecemos nas nossas vidas, como nos relacionamos inclusive com a forma como nos ensinaram a nos relacionar, a pensar e construir a memória.
A memória também é anterior a nós, produzimos a nossa já sendo "ensinados a lembrar",
nos relacionamos com o mundo mesmo antes de pensar como pensamos, somos "apresentados ao mundo", e a memória na qual somos educados nos ensina sobre ele, a memória dos pontos de encontro que esbarramos: Nossos livros, professores, televisões, musicas, principalmente, as pessoas a nossa volta. Nossa experiência no mundo e as relações que estabelecemos com a memória "apresentada", é que nos provoca a produzir nossa própria memória - o que escolhemos lembrar e esquecer - como indivíduo e sociedade (inclusive indissociaveis aqui).
Nesse ponto é bem díficil dizer que escolhemos. E até que ponto, o fato é que "mais ou menos" escolhendo e sendo escolhimos, criamos. E criamos, modificamos.
Nessa teia, de infinitezimais pontos, é onde se produz a sociedade. E a memória social serve em grande medida de "entendimento-justificativa" para o que existe no tempo presente - seja para afirmar algo como "legítimo", seja para sua "deslegitimação".
A fragmentalidade da História nos lançou sobre um mar de dúvidas, mas boa parte das memórias produzidas que me esbarram , vejo, carregam em si o tom do "discurso de verdade".
Por que ainda nos apegamos a essa disputa? Pra quê?
Em um campo onde quase tudo pode ser justificado, a verdade não passe de ser reduzir a história a um meio para se atingir a verdade desejada, verdade-querida. Logo, quase "qualquer verdade" é possivel. E fazemos isso exaustivamente, academicos ou não, insistimos na busca de respostas e de justificações das nossas teorias favoritas. E conseguimos claro, todos. E disputamos nossas verdades a tapas, quando não nas guerras.
"Nossas convicções são secretamente assassinas." Paul Valery
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Sobre eu e a Política...
É provavel que muitos se perguntem, ao ver toda minha irritação e minhas criticas porque eu continuo a me envolver com o que a Isa chama de "Política cinza"...
"Política cinza" pelo seu anacronismo e falta de senso critico, pelo esquecimento das pessoas e sua falta de coerência. A política "macro", dentro do CA das "Ciências Humanas" ou o próprio Diretório Central dos Estudantes, estão saturados dessas macras de um tipo de política que previlegia os cegos e os intolerantes, que destroi os espaços de debate político e consequentemente atrapalham as construções a longo prazo e uma nova possibilidade de Política.
Eu não sei definir o que é Política, eu sei que é muito importante para mim, e eu reconheço nas minhas relações e o que eu defendo nos meus discursos (num sentido bem amplo), também a reconheço nesses espaços desgastados do "movimento estudantil", de CAs , DCEs e Grêmios.
E não só por reconhecer mas por perceber que dentro das malhas intrincadas da Política que hoje permeia o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, existe um espaço interessante para potencilizar o alcance que tem essa Política cotidiana, construída da nossa postura em relação ao mundo e as coisas.
A questão é que eu me sinto bem quando enfrento as dificuldades inerentes ao se colocar em público, mesmo quando a atmosfera é desfavoravel. É porque acho interessante e coerente constestar nos espaços que "Política cinza"se apropriou, trata-se de publicizar que outras vozes , que defendem outras idéias estão aparecendo, e dar a oportunidade de que as pessoas se indentifiquem e discussões surjam.
Trata-se de ir contra a velha idéia de que a Política é feita pelos esclarecidos.
Acreditando que na verdade não existem os mais esclarecidos, ou conscientes, mas "consciências diferentes".
E assim se o espaço político público é o espaço onde coletivamente deveriamos resolver e nos acertar com nossas diferenças, o esvaziamento e esse uso "elitizado" dos espaços Políticos, não apenas do CA ou do DCE, mas de toda a nossa estrutura política brasileira, representam a nossa dificuldade daqueles que participam e se apartam, em lidar com as diferenças de pontos de vistas, de perceber as pluralidades das consciências e lidar com elas.
É por isso que eu compro com gosto a irritação e o desgaste que me trazem as discussões da "Política comum".
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"Política cinza" pelo seu anacronismo e falta de senso critico, pelo esquecimento das pessoas e sua falta de coerência. A política "macro", dentro do CA das "Ciências Humanas" ou o próprio Diretório Central dos Estudantes, estão saturados dessas macras de um tipo de política que previlegia os cegos e os intolerantes, que destroi os espaços de debate político e consequentemente atrapalham as construções a longo prazo e uma nova possibilidade de Política.
Eu não sei definir o que é Política, eu sei que é muito importante para mim, e eu reconheço nas minhas relações e o que eu defendo nos meus discursos (num sentido bem amplo), também a reconheço nesses espaços desgastados do "movimento estudantil", de CAs , DCEs e Grêmios.
E não só por reconhecer mas por perceber que dentro das malhas intrincadas da Política que hoje permeia o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, existe um espaço interessante para potencilizar o alcance que tem essa Política cotidiana, construída da nossa postura em relação ao mundo e as coisas.
A questão é que eu me sinto bem quando enfrento as dificuldades inerentes ao se colocar em público, mesmo quando a atmosfera é desfavoravel. É porque acho interessante e coerente constestar nos espaços que "Política cinza"se apropriou, trata-se de publicizar que outras vozes , que defendem outras idéias estão aparecendo, e dar a oportunidade de que as pessoas se indentifiquem e discussões surjam.
Trata-se de ir contra a velha idéia de que a Política é feita pelos esclarecidos.
Acreditando que na verdade não existem os mais esclarecidos, ou conscientes, mas "consciências diferentes".
E assim se o espaço político público é o espaço onde coletivamente deveriamos resolver e nos acertar com nossas diferenças, o esvaziamento e esse uso "elitizado" dos espaços Políticos, não apenas do CA ou do DCE, mas de toda a nossa estrutura política brasileira, representam a nossa dificuldade daqueles que participam e se apartam, em lidar com as diferenças de pontos de vistas, de perceber as pluralidades das consciências e lidar com elas.
É por isso que eu compro com gosto a irritação e o desgaste que me trazem as discussões da "Política comum".
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Coeressencia...
Faltaram palavras a dizer? Não sei,
muitas questões ficaram, dores e alguma mágoas,
Muitas questões ainda aparecem, ainda é pesado, mas passa...
E como diria o poeta, para toda ação há uma reação!
Do tunel escuro achei a saída e encontrei... a mim mesmo!
Não estava perdido, mas perdi-me de mim mesmo, mas depois do grito rompeu-se e veio a calma e o silêncio.Agora voltei ao caminho e a caminhar.
Diferente e ao mesmo tempo igual!
A realidade prova mais coisas do que se imagina...
Continuo no meu passo, no meu Tempo e compasso,
corro o risco e assumo,
Não temo, muito pior que perder oportunidade
é perder-se a si mesmo.
Não quero argumentos, nem discussões,
Quero, com gosto, encarar as consequências das minhas reações,
das minhas sensações,
e não deixar de ouvir, apesar de nem sempre acatar,
Não me arrependo, e vivo do fundo do meu coração, da forma como me apraz e me orgulho de viver. Gostaria de a cada ação expressar os ideais que acredito, tal é minha meta.
Gostaria de mais Equilibrio.
Nas palavras de um amigo, eu volto, mas eu volto mais forte.
Não há macro que me esmague o suficiente para que os incriveis micros da minha vida,
não me encherem de esperança e força para continuar lutando.
Ainda há muito o que pensar, muito mais o que fazer, sempre!
E que bom que é assim.
muitas questões ficaram, dores e alguma mágoas,
Muitas questões ainda aparecem, ainda é pesado, mas passa...
E como diria o poeta, para toda ação há uma reação!
Do tunel escuro achei a saída e encontrei... a mim mesmo!
Não estava perdido, mas perdi-me de mim mesmo, mas depois do grito rompeu-se e veio a calma e o silêncio.Agora voltei ao caminho e a caminhar.
Diferente e ao mesmo tempo igual!
A realidade prova mais coisas do que se imagina...
Continuo no meu passo, no meu Tempo e compasso,
corro o risco e assumo,
Não temo, muito pior que perder oportunidade
é perder-se a si mesmo.
Não quero argumentos, nem discussões,
Quero, com gosto, encarar as consequências das minhas reações,
das minhas sensações,
e não deixar de ouvir, apesar de nem sempre acatar,
Não me arrependo, e vivo do fundo do meu coração, da forma como me apraz e me orgulho de viver. Gostaria de a cada ação expressar os ideais que acredito, tal é minha meta.
Gostaria de mais Equilibrio.
Nas palavras de um amigo, eu volto, mas eu volto mais forte.
Não há macro que me esmague o suficiente para que os incriveis micros da minha vida,
não me encherem de esperança e força para continuar lutando.
Ainda há muito o que pensar, muito mais o que fazer, sempre!
E que bom que é assim.
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