quarta-feira, 6 de março de 2013

divisões...

Guerra civil...
Se espalha pelo continente de mim.
Guerra fria , crua, de extermínio.

Traições e tréguas,
Mas sem visão de fim.
E a cada novo dia, o medo é o mesmo.
E a desconfiança, também.

Não sei quando nos traímos,
eu e eu mesmo, assim
Tão profundamente,
definitivamente.

Talvez não seja quando,
Talvez não seja onde.

E talvez, não haja porque.
Porque as fronteiras, as divisões,
são mitos criados pelo olhar...

Porque eu , e eu mesmo, não nos traímos.
Só discordamos, um pouco, levemente, na medida do que somos:
Um todo.

[O medo que se tem, de encarar o que há adiante,
de pular, ir, cair ou o que for...
Trocar qualquer coisa pelo que não seja,
Esse brinde diário à autodestruição...
Escolher.]

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